Série Educação Ambiental

Projeto incentiva a utilização consciente de energia elétrica

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Crianças participam do Projeto IluminAÇÃO. Foto: Projeto IluminAÇÃO / Divulgação.

Como não faltam iniciativas positivas de educação ambiental espalhadas pelo Brasil, marcamos o primeiro post do ano da série Educação Ambiental – Iniciativas que Transformam com o Projeto IluminAÇÃO, de estudantes da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Bauru. O objetivo principal do projeto é transmitir, de forma simples e dinâmica, conceitos básicos de energia elétrica e como utilizá-la com segurança e sem desperdícios, mostrando o impacto ambiental negativo do consumo incorreto.

Tudo isso é voltado para conscientizar crianças, pré-adolescentes e adolescentes de até 15 anos de idade, por meio de visitas a escolas do ensino fundamental. Para ganhar a atenção dos alunos, os voluntários trabalham com vídeos, materiais lúdicos, maquetes e outros meios para transmitir o conteúdo do projeto.

O IluminAÇÃO nasceu em meados de 2005, com Natalia Reolon dos Santos, então presidente do ramo estudantil IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engenieers) da Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB) – UNESP. Em 2006, o projeto conseguiu apoio da Pró-Reitoria de Extensão, tornando-se, então, um projeto de extensão.

Você sabe quanto os seus eletrodomésticos consomem de energia? Veja nossa matéria!

Participação

A maioria dos participantes do Projeto são graduandos do curso de engenharia elétrica. “Atualmente, contamos com apenas uma participante de outro curso (pedagogia). Porém, já passaram pelo projeto alunos de psicologia, biologia, jornalismo, engenharia civil e engenharia mecânica. Todos são voluntários e trabalham pelo espírito solidário, mas ele conta com um pequeno auxílio financeiro da PROEX. Portanto, dois integrantes são bolsistas na categoria Projeto de Extensão”, disse Gabriel Inoue, presidente do IluminAÇÃO.

Mas e quem é de fora? Pode participar? “Pode. Nada impede que moradores ou alunos de outras instituições e localidades participem como colaboradores voluntários. Basta entrar em contato. Outra maneira de participar é com patrocínio, onde o investidor terá seu retorno por meio de publicidade em nossos meios de comunicação, eventos e atividades nas escolas”, afirmou Gabriel, que conta com dez integrantes, sendo que, destes, apenas dois são pós-graduandos.

Além de visitas escolares, os voluntários também participam de visitas técnicas, palestras, congressos, entre outros eventos, sempre para conscientizar crianças e jovens.

Gabriel Inoue, presidente e bolsista do Projeto IluminAÇÃO. Foto: Arquivo pessoal.

Conversamos com o presidente do projeto, Gabriel Inoue, para saber mais detalhes sobre o IluminAÇÃO e seus resultados. Confira abaixo!

Instituto Brookfield: Como é feita a preparação dos participantes?
Gabriel Inoue: No ano de 2012, o Projeto IluminAÇÃO passou por uma reestruturação interna para padronizar suas atividades, priorizando o público mais jovem. Portanto, todos que iniciam no projeto passam por uma breve explicação sobre a nossa história e sobre os nossos objetivos, conhecendo todo o material didático do projeto e sua estrutura. Porém, a grande preparação é feita em campo, quando os novos integrantes participam das apresentações como ouvintes, para aprender um pouco sobre o conteúdo abordado e como se portar diante de um público que, em sua maioria, é infantil.

Instituto Brookfield: Como é a recepção das crianças e adolescentes?
Gabriel Inoue: A recepção das crianças é o que mantém o projeto vivo. Não existem palavras para descrever o sorriso sincero no rosto delas e o silêncio que elas fazem quando começamos a passar nosso conhecimento. Apesar de ser um conteúdo “pesado” para algumas idades, é visível a vontade de aprender que cada criança expõe em seus olhos. Todos os participantes se sentem realizados após uma atividade, pois as crianças nos recebem de forma carinhosa e afetiva.

Instituto Brookfield: Quais são os resultados do projeto?
Gabriel Inoue: Desde sua criação, o Projeto IluminAÇÃO estima seu alcance em cerca de 25 mil pessoas, de forma direta ou indireta. Somente na última atividade, realizada em agosto/setembro de 2012, em uma escola particular da cidade de Bauru (SP), foram atendidas mais de 350 crianças do ensino fundamental. No ano de 2012, o projeto foi premiado no II Fórum de Extensão Universitária da UNESP de Bauru, na categoria “Projeto Inovador”. Além disso, desenvolveu-se, por meio de parcerias, um material didático de alta qualidade (fantoches, cenário, jogo de tabuleiro, apresentações multimídia etc.) trazendo para o público uma apresentação mais dinâmica e completa.

Atividade do Projeto IluminAÇÃO. Foto: Projeto IluminAÇÃO / Divulgação.

Instituto Brookfield: Quais são as novidades para 2013?
Gabriel Inoue: Para este ano de 2013, o Projeto IluminAÇÃO pretende focar ainda mais nas visitas às escolas de Bauru e região, aumentando, de forma expressiva, o alcance da nossa mensagem. Iremos elaborar um estudo para obter o nível de aprendizado das crianças, por meio de questionários aplicados antes e depois das nossas intervenções. Desta forma, saberemos o quanto do conteúdo passado por nós foi absorvido por elas. Planeja-se, ainda, a implantação e estudo do aquecedor solar de baixo custo, feito com garrafas PET e embalagens de leite, apelidado de “ChuvECO”. Este equipamento está em fase de montagem e, neste ano, entraremos com o pedido de espaço para instalação na universidade.

Instituto Brookfield: Há algo que a sociedade possa fazer para colaborar?
Gabriel Inoue: A maior colaboração da sociedade é divulgar e difundir a mensagem que o projeto passa, de sustentabilidade e segurança no manuseio da energia elétrica.

Gostou do IluminAÇÃO? Ele tem página no Facebook e site. Confira e ajude a divulgar essa ideia, pessoal! :-)

Série Educação Ambiental

Educação ambiental ajuda a revitalizar Rio Pinheiros (SP)

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Pomar Urbano tem lazer também com a ciclovia. Foto: Evandro Monteiro / SMA

O objetivo principal do projeto era revitalizar as margens do rio Pinheiros. Hoje, o projeto não somente está no caminho da revitalização, como também conseguiu o apoio da população nesse processo, com a educação ambiental. Implantado pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SMA), o Pomar Urbano nasceu como em 1999 e contou com a colaboração de especialistas de diversas áreas e parceiros da iniciativa privada para realizar uma transformação no rio degradado com a poluição. Devolver a vida às margens do rio Pinheiros, promover a educação ambiental e engajar os moradores são alguns dos objetivos do Pomar Urbano.

O projeto foi criado para ser um impulso para melhorar a relação dos moradores com rio, conscientizá-los, aproximá-los e transformar o panorama das margens do rio. Hoje, governo, iniciativa privada e população trabalham em conjunto para construir um futuro melhor para o rio.

Mudança para melhor

Para a revitalização, o Pomar contou com a mão de obra de pessoas atendidas pelo Programa Frente de Trabalho, desenvolvido pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho. Atualmente, para viabilizar o Pomar Urbano, a Secretaria do Meio Ambiente conta com a parceria da iniciativa privada e empresas públicas.

Caminho de terra no Pomar Urbano. Foto: Evandro Monteiro / SMA.

É a adoção de trechos que garante a viabilidade econômica do projeto. A equipe técnica do governo é responsável pelos parâmetros de revitalização das margens do rio. Já os parceiros têm a responsabilidade de contratar mão de obra para a implantação e a manutenção do trecho adotado.

Atualmente, 26 quilômetros das margens esquerda e direita do rio Pinheiros foram revitalizados. Com a recomposição paisagística e ambiental das margens do rio, como uma das consequências, houve também o retorno da fauna, criando locais para repouso, abrigo e alimentação para animais e pássaros que estão nas áreas arborizadas.

Inicialmente, foram plantadas mais de 1000 mudas de jerivá, uma das mais de 250 espécies adotadas. Além das árvores de médio porte e as espécies arbustivas exóticas, o Pomar tem goiabeiras, pitangueiras, amoreiras, uvaias, cerejeiras, manacás, patas-de-vaca, quaresmeiras, jasmins, entre outras espécies, fazem parte do colorido das margens.

A educação ambiental

Não basta revitalizar as áreas sem o trabalho de educação ambiental para conscientizar a população. É por isso que o Pomar Urbano, além da formação de profissionais, desenvolve projetos educativos para crianças e para a população em geral. Em sua sede, na Avenida Guido Caloi, são realizadas oficinas e palestras com temas diversos que têm o objetivo de trabalhar a educação ambiental. O compartilhamento das boas práticas é constante.

Animais pastam em meio ao pomar urbano. Foto: Evandro Monteiro / SMA.

No local, além do Núcleo de Educação Ambiental, há instalações de uma estação de tratamento de água pelo processo de flotação, uma estufa, um minhocário, um orquidário e uma área para compostagem e produção de adubo. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo, a população passou a cuidar mais do local e demonstra mais a sua preocupação com a redução da poluição das águas do rio Pinheiros.

Dagoberto Meneghini, coordenador técnico do Pomar Urbano, lembrou mais um outro benefício que o Pomar trouxe para a população. “Depois do Pomar Urbano, foi implementada a ciclovia em uma das margens do rio Pinheiros, pela CPTM. E, além disso, já existe também um projeto para a uma nova ciclovia na outra margem do rio”, disse. Ele terminou a entrevista com uma promessa: “Podem aguardar que, ano que vem, o Pomar Urbano terá boas novidades para anunciar”. Ele não pôde adiantar quais são, mas vamos ficar na torcida!

– Para conhecer o Pomar Urbano de perto e aprender mais sobre as questões ambientais do meio urbano, ligue (11) 5892-2655.

Endereço do Pomar Urbano:
Avenida Guido Caloi, 551 – Jardim São Luis.
Obs.: A Avenida Guido Caloi é continuação da Marginal Pinheiros. A sede do Pomar Urbano está localizada a 300 metros após a Ponte João Dias, entrada à esquerda, na margem do rio mesmo. Lembre-se que é importante ligar para agendar a visita. De segunda à sexta-feira, das 8 às 17 horas.

Série Educação Ambiental

Limpa Brasil: iniciativa impulsiona a mudança de hábitos e a limpeza das cidades

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Como prometemos na semana passada, hoje você conhecerá a primeira iniciativa da série “Educação Ambiental – Iniciativas que Transformam”, com o exemplo do Limpa Brasil Let’s do it!. Ele é um movimento de cidadania e cuidado com o meio ambiente, que convida a população a retirar os resíduos que foram descartados irregularmente nas ruas das cidades em um dia, além de incentivar a reflexão para a mudança de atitude em relação ao hábito de “jogar lixo fora do lixo”. A gestão de resíduos precisa ser uma preocupação diária de toda a sociedade. O movimento é importante para impulsionar cada localidade e cidadão a ter a responsabilidade de continuar – e ampliar – a ação a partir da educação ambiental.

Você acredita em educação ambiental além dos muros da escola? Veja a nossa matéria sobre o tema!

Com o slogan “Eu sou catador”, o movimento tem como objetivo principal incentivar o engajamento das pessoas para limpar as cidades e mantê-las limpas e conta com personalidades que apoiam o projeto, entre elas estão: Tião Santos, protagonista do documentário “Lixo Extraordinário”, os músicos Chico Buarque, Milton Nascimento e Seu Jorge, Tony Garrido, os atores Wellington Nogueira, Marília Pêra, Marisa Orth, Darlan Cunha, Alice Braga e Cássio Reis, os apresentadores Edgard Piccoli, Marina Person, Chris Nicklas e Didi Wagner, entre outros.

Veja um dos vídeos da ação:

“Quando fui acompanhar os países que já não têm o mau hábito de jogar o lixo fora do lixo, percebi quanto o Brasil estava precisando não somente de uma campanha de sensibilização, mas de um programa de educação para construir uma mudança de cultura”, disse Marta Rocha, coordenadora geral do Limpa Brasil Let’s do it!.O Let’s do it! foi idealizado pelo ambientalista Rainer Novak, na Estônia, em maio de 2008. Está em mais de 140 países e foi trazido para o Brasil pela empresa Atitude Brasil, com a colaboração da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Na primeira fase do projeto (2011/2012), a meta é realizar grandes ações de mobilização para a limpeza das cidades.

Alcance

Tião e crianças na ação Limpa Brasil em São Paulo (SP). Foto: Divulgação / Limpa Brasil

As ações do projeto são de médio a longo prazo, com o trabalho de sensibilização da sociedade e de mudança de cultura ao longo de dez anos.

“O movimento pretende mobilizar a sociedade por meio da mídia, escolas públicas e privadas, e lideranças comunitárias. Vários conselhos foram criados nas comunidades para tratar desta temática. Nós não seremos condutores de nada, e sim a sociedade civil. Quando começamos o projeto, vimos que muitas comunidades já tinham suas preocupações e ações em andamento. Por isso, nosso papel é reforçar essas iniciativas já existentes e estimular outras a serem criadas. A lei do resíduo sólido foi um grande avanço e estimuladora desse processo de compartilhamento da responsabilidade com relação aos resíduos gerados. Este é outro tema que dará mais força ao programa”, explicou Marta Rocha.

No Brasil, a ação do movimento já passou pelo Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Goiânia (GO), Campinas (SP), Mauá (SP), Santo André (SP), Diadema (SP), São Bernardo do Campo (SP) e São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), São Luís (MA), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS) e Belém (PA). No total, 102 mil pessoas participaram, recolhendo cerca de 1,5 mil toneladas de materiais recicláveis. No próximo dia 25 de novembro (domingo), a população de Vitória (ES) será convidada a exercer a sua cidadania.

Como participar

Para participar, basta se inscrever no site do movimento, escolher se deseja atuar como um voluntário agente, que será capacitado para disseminar a ideia do Limpa Brasil, ou um voluntário catador, que irá recolher, no dia da ação, os resíduos descartados irregularmente em seu bairro, e leva-los até um Ponto de Entrega.

Crianças participam da Ação Limpa Brasil em Goiânia (GO). Foto: Divulgação / Limpa Brasil

Veja qual é a dinâmica da ação.

O que fazer após a ação

O movimento Limpa Brasil orienta que, após a ação na cidade, as pessoas que gostaram e querem continuar o movimento podem fazer sua parte divulgando a ideia e incentivando as pessoas a não jogarem lixo fora do lixo. “Separar os materiais recicláveis e procurar um destino adequado para esses materiais também faz parte do movimento! Afinal é importante reduzir, reciclar e reutilizar” – trecho da orientação oficial do movimento.

Veja também o Facebook e o Twitter da ação!

Série Educação Ambiental

Série Educação Ambiental: iniciativas que transformam

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Atividade do Programa Escola Amiga da Terra. Foto: Divulgação / Instituto Brookfield

Olhar para o mundo de uma forma mais completa, sem separar as ações dos seres humanos do ambiente em que vivemos, é um dos desafios da educação ambiental e de todos nós com o tema.

Existem várias definições sobre o que é educação ambiental. Uma delas, feita pela bióloga e dicionarista Patrícia Mousinho, diz que é o “processo em que se busca despertar a preocupação individual e coletiva para a questão ambiental, garantindo o acesso à informação em linguagem adequada, contribuindo para o desenvolvimento de uma consciência crítica e estimulando o enfrentamento das questões ambientais e sociais. Desenvolve-se num contexto de complexidade, procurando trabalhar não apenas a mudança cultural, mas também a transformação social, assumindo a crise ambiental como uma questão ética e política.”*

Tudo está interligado. Apesar das diferentes definições do que é educação ambiental – a linha conservacionista, a crítica, entre outras -, na verdade, é a prática que realmente orienta o trabalho. Cada realidade e grupo de pessoas é que orienta o tom certo para cada trabalho de conscientização.

O Instituto Brookfield acredita que a educação é essencial para promover a melhoria do ambiente e da sociedade. “É por este motivo que ela está presente nas ações e projetos socioambientais que o Instituto realiza. Trabalhamos a educação ambiental de forma transversal, em todas as nossas frentes de atuação”, explica Amanda Lage, gestora do Instituto Brookfield.

Desenvolvimento sustentável? Conheça também o nosso Projeto Ambientes Saudáveis!

Atividade do Projeto Ambientes Saudáveis. Foto: Divulgação / Instituto Brookfield

Embora muita gente não saiba, existem muitas ações, da iniciativa pública e privada, que abraçam o tema e envolvem a sociedade. Com a proposta de mostrar o que tem sido feito nessa área, lançamos hoje a “Série Educação Ambiental – Iniciativas que transformam”.
Semana que vem, vocês conhecerão a primeira iniciativa. Aguardem!

Conheça mais sobre os programas do Instituto Brookfield!

* Fonte da definição de “educação ambiental” – Patrícia Mousinho. Glossário. In: Trigueiro, A. (Org.) Meio ambiente no século 21. Rio de Janeiro: Sextante. 2003