Superdotados ganham oficinas para auxiliar escolha da futura profissão

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Jovens do Projeto Descoberta durante oficina. Foto: Programa Estrela Dalva / Divulgação.

No primeiro semestre de 2014, o Programa Estrela Dalva desenvolveu o Projeto Descoberta. Nele, os jovens superdotados que têm entre 13 e 18 anos ganharam a oportunidade de estudar em oficinas inspiradoras para a vida profissional deles. O objetivo do projeto é oferecer a possibilidade de os alunos descobrirem aspectos importantes de diferentes campos de trabalho/estudo, auxiliando-os na definição da área da sua preferência. Nesse semestre, foram realizadas as seguintes oficinas: Direito, Animação Stop Motion, Arquitetura e Mecânica.

“Os jovens de baixa renda, que, muito frequentemente, moram em comunidades, têm pouco conhecimento sobre as profissões que dependem de cursos universitários. Os adultos de seu entorno geralmente têm empregos que exigem ensino fundamental ou médio. Quando esses alunos chegam ao final do ensino médio e têm que fazer uma escolha do curso que pretendem frequentar e da profissão que desejam seguir, fazem essa escolha com muito pouco conhecimento que os auxilie. As oficinas do Projeto Descoberta facilitam essa escolha”, disse Clara Sodré, responsável pelo Programa Estrela Dalva. Os alunos que participaram das oficinas foram todos preparados pelo Programa Estrela Dalva e já estudam em escolas de excelência do Rio de Janeiro.

Além da apresentação e exploração dos conteúdos, os alunos fazem visitas guiadas que ilustram o que estão aprendendo. Neste semestre, por exemplo, a Oficina de Direito levou os alunos ao Fórum para assistir a um julgamento. Luiza Aguiar, advogada e professora dessa oficina, afirmou que os estudantes ficaram superempolgados com a oportunidade de presenciar o Direito na parte prática, além da sala de aula. “Além de se animarem com esse tipo de atividade e com as aulas teóricas de introdução ao Direito, eles gostam muito dos debates. Apesar de serem muito novos, os alunos mostram muito interesse pelo assunto, participam e levam temas do dia a dia que envolvem Direito, para entenderem melhor”, disse Luiza.

As oficinas do Projeto Descoberta duram um ou dois semestres, dependendo da profissão. A de Arquitetura, por exemplo, tem a duração de dois semestres, enquanto a de Direito apenas de um. O projeto conta com o apoio do Banco Goldman Sachs.

Jovens empreendedores sociais dão dicas de livros que inspiraram sua trajetória

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Já ouviu falar sobre o termo empreendedor social? Segundo Bill Drayton, fundador e presidente da Ashoka, o empreendedor social é uma pessoa que aponta tendências e traz soluções inovadoras para problemas sociais e ambientais. Mas o que inspira essas pessoas? Conversamos com dois jovens empreendedores sociais, Tony Marlon e Bruno Capão, e buscamos saber quais foram os livros que fizeram a diferença na formação deles nessa área. Confira!

Tony Marlon. Foto: Reprodução Facebook.

Tony é empreendedor social da Rede Wings For Change, do Instituto Asas e da Ashoka. No fim de 2010, largou seus trabalhos formais e passou a se dedicar ao estudo da comunicação como impulso dos movimentos de transformação em uma comunidade, empreendendo o Instituto Escola de Notícias, em Campo Limpo (SP).

Dicas de livros do Tony:
Livro: “O Homem Sem Grana – Vivendo Um Ano Fora do Sistema Econômico”.
Autor: Mark Boyle
“Mostra como o dinheiro virou fim, e não meio para se obter as coisas. E como ainda é possível querermos e fazermos coisas no mundo, mesmo sem o poder financeiro – apenas ativando redes, olhando apreciativamente pelo bairro”, disse Tony.

Livro: “Business Model Generation”
Autor: Alexander Osterwalder
“É essencial que comecemos a olhar o setor social de uma forma profissional. O livro é focado em negócios e oferece ferramentas para o desenvolvimento deles. Como eu acho que o setor social tem que sair da ’ajuda’ para ir para o ‘serviço’ prestado, eu acho esse livro ótimo”, afirmou.

Bruno Capão é morador do bairro Capão Redondo (SP), ele é empreendedor social e cofundador do Ateliê Sustenta Capão, negócio social que incentiva a criação de uma rede de empreendedorismo no bairro. Bruno trabalhou como gari durante alguns anos e, ao perceber a diferença da comunidade em que vivia para as outras, começou a levar ideias para os moradores do bairro, promovendo mudanças positivas na região.

Dica de livro do Bruno:
Nome: “Um mundo sem pobreza”
Autor: Muhammad Yunus
“Estou lendo esse livro. Está sendo ótimo porque estou tendo um parâmetro de como nós, empreendedores, devemos nos comportar, fazer parcerias e vender a ideia de negócio social. Minha visão de terceiro setor está mudando com a ajuda dele. Foi um presente que ganhei e, quando terminar de ler, já vou deixar com outra pessoa para continuar com essa corrente”, contou.

Congresso GIFE reúne especialistas para falar sobre investimento social

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Neste mês, entre os dias 19 e 21 de março, em São Paulo, acontece o 8º Congresso GIFE, que reunirá as principais lideranças de investidores sociais do país, além de acadêmicos, dirigentes de organizações da sociedade civil, consultores e representantes de governos para debater investimento social. O tema deste ano é Por um Investimento Social Transformador.

Inovação, redes, impacto e escala são os quatro eixos de debates para pensar em novas estratégias para a atuação social. Entre programação oficial e atividades abertas, a 8ª edição do Congresso GIFE pretende reunir 1.500 pessoas interessadas em discutir as principais questões colocadas hoje ao investimento social brasileiro.

O objetivo do Congresso é colocar em discussão a capacidade transformadora do investimento social. Tema este que tem a intenção de se dissociar de práticas exclusivamente assistencialistas e gerar impactos socioambientais efetivos e de longo prazo.

Ricardo Abramovay. Foto: Divulgação.

Ricardo Abramovay, professor da FEA-USP e autor do livro Muito Além da Economia Verde, é um dos especialistas que está na programação do Congresso. Ele falou para o blog do Instituto Brookfield sobre a nova relação das empresas com o lado social.

“A filantropia não pode ser encarada como um setor à parte, uma espécie de tentativa discreta de contrabalançar os impactos socioambientais negativos daquilo que fazem as empresas. Este mundo compartimentado, que orientou a ação filantrópica até recentemente, simplesmente acabou. Hoje, a licença para operar das empresas depende, não só de sua oferta de bens e serviços, mas, sobretudo, de sua capacidade explícita e intencional de contribuir para melhorar a vida social e o estado dos ecossistemas em que atuam. Longe de reduzir o papel das organizações filantrópicas, esta nova perspectiva empresarial abre caminho para formas muito mais interessantes e construtivas de integração entre empresa, organizações sem finalidades de lucro e o mundo social. As novas formas de interação entre empresas e clientes, e, sobretudo, o poder que as pessoas passam a deter por meio de sua colaboração direta, baseada nos dispositivos da sociedade da informação em rede, revolucionam o mundo empresarial, e esta revolução terá que chegar também à filantropia”, detalhou Abramovay.

As inscrições para o 8º Congresso GIFE devem ser realizadas pelo site do evento.

Congresso GIFE 2014
Data: 19 a 21/03
Local: World Trade Center – Av. Das Nações Unidas, 12559, São Paulo/SP.
Informações e programação completa no site do Congresso.

Programa Estrela Dalva apresenta novidades para 2014

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Lívia Campos Soares, aluna do Programa Estrela Dalva, entrou para o Colégio D. Pedro II em quarto lugar com média 9,55 pelo concurso. Foto: Programa Estrela Dalva / Divulgação.

Desenvolver pessoas capazes de criar um mundo melhor. Ao longo de 2013, o Programa Estrela Dalva, apoiado pelo Instituto Brookfield, incentivou esse propósito, por meio do desenvolvimento de crianças e jovens superdotados de comunidades de baixa renda da cidade do Rio de Janeiro.

Os alunos tiveram a oportunidade de participar de várias atividades extracurriculares para o seu aprimoramento cognitivo, cultural e socioemocional. Museus, exposições e concertos foram importantes ferramentas nesse processo.

“O ano de 2013 foi extremamente positivo para o Programa Estrela Dalva. Tivemos ótimos resultados nos concursos para as escolas de excelência e ganhamos um novo patrocinador, extremamente generoso que nos permitirá atender um grupo maior de alunos em 2014. Também acolhemos novas professoras, ambas com Mestrado em Educação, que enriquecem a nossa equipe de profissionais. As perspectivas para 2014 são as melhores possíveis!”, disse Maria Clara Sodré, superintendente do Programa Estrela Dalva.

Novidades do Programa para 2014

– Novo apoio
No final de 2013, o Programa Estrela Dalva começou a ser apoiado também pelo Instituto AZZI que patrocinará, durante 2014 e 2015, um dos novos grupos do programa. Com essa notícia o Estrela Dalva atenderá diariamente 60 crianças, ao invés de 48. E, para acolher os alunos com mais qualidade a sede do Instituto LECCA ficará no 3º andar do mesmo prédio que terá mais salas do que antes e uma sala multimídia.

– Parceria com a Cultura Inglesa
Em 2014, o Programa Estrela Dalva terá 133 alunos matriculados na Cultura Inglesa O objetivo do Programa é manter as maiores médias da Cultura.

– Concursos para ingresso nas escolas públicas de excelência
Os alunos superdotados que estão no Programa Estrela Dalva são preparados para a entrada em escolas públicas de excelência. Além dos passeios e muito estudo, o final do ano é o momento de colocar em prática tudo o que aprenderam.
O concurso para o Colégio Pedro II foi realizado a partir de outubro, com a participação de 25 alunos do Programa. No total, 21 alunos se classificaram para o 6º ano e duas para o Ensino Médio. Como resultado pós-concurso, a pedagoga Clara Sodré, responsável pelo Programa, destacou o empenho de um dos alunos: Matheus Motta, 10 anos, morador da Maré. “No Cap UERJ, ele passou para o sétimo ano do Ensino Fundamental com sete médias 10. Matheus tem uma garra incrível.”

– Seleção de novos alunos
Normalmente, os alunos novos são selecionados na rede de escolas municipais durante os meses de setembro, outubro, novembro e dezembro. Em 2013, esse processo sofreu um atraso devido à greve dos professores da rede pública no período entre setembro até meados de novembro. Desta forma, o processo seletivo só teve início na segunda metade de novembro e, consequentemente, sofreu um atraso. “Já selecionamos alguns alunos excelentes, mas o processo só terminará no início de março”, disseram os responsáveis pelo Programa.

Conferência Ethos 2013 inspira novos negócios sustentáveis

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Entre os dias 3 e 5 de setembro, em São Paulo (SP), acontecerá a Conferência Ethos 2013, que terá como tema “Negócios sustentáveis e responsáveis: oportunidades para as empresas e para o Brasil”. O evento terá debates, palestras e discussões sobre tecnologia, liderança, análise de riscos, entre outros elementos essenciais para os negócios sustentáveis. Um dos focos é unir teoria e prática para engajar e inspirar lideranças em relação ao desenvolvimento sustentável.

O chef Alex Atala é um dos palestrantes do evento e membro do Conselho Diretor do Instituto ATÁ. Foto: Conferência Ethos / Divulgação

Além de contar com acessibilidade, o Instituto Ethos, realizador do evento, anunciou diversas práticas que a organização está adotando para diminuir o impacto da realização da Conferência e torná-lo mais sustentável. Uma delas é em relação aos brindes: as empresas patrocinadoras são orientadas a somente oferecer brindes feitos de material reciclável ou que sejam reutilizáveis.

Entre os palestrantes estão: Elisabeth Laville, Alex Atala, Michael Porter, entre muitos outros.

ENTREVISTA

Com Henrique Lian, gerente-executivo do Instituto Ethos

Instituto Brookfield: Qual será o diferencial da Conferência Ethos deste ano em relação às outras edições?
Henrique Lian: Essa conferência é pragmática, empática e positiva. Ela tem o objetivo tangibilizar em negócios os princípios de sustentabilidade. Vamos além do discurso, e casaremos teoria com prática. Ela é pragmática porque dá possibilidade de qualquer empresa da vida real ter uma nova linha de produtos sustentáveis; empática porque se coloca ao lado da empresa, entendendo as dificuldades de gerar novos negócios; inovadora: não dizendo o que tem que fazer, mas, junto com ela, buscamos como fazer; e o positivo é ir além do discurso catastrofista da sustentabilidade.

Instituto Brookfield: O Brasil está preparado para os negócios sustentáveis?
Henrique Lian: Sim. Não só está preparado como tem grandes diferenciais comparativos, e pode transformá-los em competitivos. Exemplos: partimos de um momento em que o mundo precisa reduzir emissões, temos a matriz energética mais equilibrada do mundo e a elétrica esmagadoramente renovável. Qualquer produto fabricado no Brasil é mais verde do que em qualquer parte do mundo. Precisamos avançar no modelo brasileiro de negócios que incorpore as dimensões social, econômica, ambiental e ética, e aproveite os nossos diferenciais. Nos últimos vinte anos, evoluímos muito na qualidade das instituições e na diminuição das desigualdades. Estamos num bom caminho. É preciso investir mais em inovação, inclusive nos modelos de negócios, para que consigamos um modelo que aproveite todo nosso potencial.

Mais informações: http://www3.ethos.org.br/ce2013/