Dicas de gentilezas para colocar em prática

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Quantas gentilezas você já fez hoje? Na rua, na sua casa, no trabalho…enfim, nos lugares por onde você anda? No Dia Mundial da Gentileza, comemorado em 13 de novembro, o Instituto Brookfield destaca a importância de trazer esse cuidado diário com a nossa cidade.

Acreditamos que, ao cuidarmos das nossas ações, estamos também cuidando do próximo. E, ao fazermos isso em cada uma das nossas ações, estaremos também contribuindo para termos uma cidade mais feliz, com pessoas comprometidas em fazer cada vez melhor para todos. Essa é a ideia: gentileza realmente gera gentileza.

Com a cultura do “Faça você mesmo” e de que podemos, cada um de nós, estimular o cuidado com a cidade sem precisar da iniciativa do poder público, em 2014, criamos a campanha no Facebook chamada “Atitude Simples”. O objetivo é mostrar que as consideradas “pequenas e simples ações” podem realmente melhorar a nossa realidade e cuidar dos espaços em que vivemos e ocupamos.

Abaixo, inspire-se com algumas gentilezas para colocar em prática. Ao compartilhar, use a hashtag #AtitudeSimples.

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Atitude Simples. Descarte bitucas de cigarro em um cinzeiro. Imagem: Instituto Brookfield.
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Atitude Simples. Leve o lixo no bolso até encontrar uma lixeira.
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Atitude Simples. Capte água da chuva para limpar a casa e regar as plantas. Imagem: Instituto Brookfield.
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Atitude Simples. Colabore na coleta seletiva do seu prédio. Imagem: Instituto Brookfield.
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Atitude Simples. Turismo consciente: respeite a natureza e os costumes locais.

 

Projeto aproxima crianças das aves da Reserva Biológica Tamboré

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Pertinho da Reserva Biológica Tamboré, crianças de cinco anos de idade aprendem mais sobre o mundo das aves na Escola Ursinho Branco, em Santana de Parnaíba (SP). Essa iniciativa existe há quatro anos e faz parte do projeto Aves do Entorno que, anualmente é trabalhado pela escola durante três meses. Neste ano, começou em abril e terminou em junho.

Para iniciar o projeto com os alunos, a professora faz uma apresentação especial com objetivo de contextualizar as aves e fazer a ligação com a Reserva Biológica Tamboré. “Mostramos o Guia das Aves da Reserva e trabalhamos informações das aves que estão perto da gente. Primeiro, as crianças elaboram perguntas, pensam em possíveis respostas e depois fazem as pesquisas”, conta Gabriela Forni Casella, professora que participou do projeto Aves do Entorno.

A iniciativa incentiva e valoriza o contato das crianças com a parte prática e promove o envolvimento delas no projeto também fora da sala de aula. “Incentivamos que os alunos observem as aves e coloquem a mão na massa. Eles fotografam as aves por onde passam, pedem para os pais fotografarem também e fazem questão de levar as fotos do que encontram para a sala de aula. Na escola, elas aprendem a fazer um comedouro e cuidam de um que é feito para facilitar a observação das aves que estão estudando”, disse Bianca Veronese, coordenadora da Escola Ursinho Branco.

Entre as ações, eles criaram um mural com os desenhos e pesquisas que fizeram. Uma dessas atividades é o “Você sabia”, com curiosidades sobre as aves. “Nós apresentamos o portal WikiAves para eles, que ajudou muito nessa parte mostrar informações seguras e cheias de detalhes sobre as aves. Eles saem com bastante bagagem”, comenta a professora.

Conscientização de pais e alunos

Os pais ficam cientes do projeto logo no começo. A escola os envolve com o objetivo de facilitar o processo de aprendizagem das crianças. No final do projeto, os alunos produzem um folder com as curiosidades das aves e organizam uma Mostra para que eles possam apresentar aos pais tudo o que fizeram no projeto.

Há uma aproximação de pais e alunos em relação à Reserva. “Informamos que ela é um lugar preservado, onde vivem vários animais. Algumas crianças interagem e contam que o condomínio delas passa perto da área preservada. Alguns já conhecem a área, outros só aprendem por meio do projeto. Dá para perceber que eles criam um cuidado com a Reserva. Despertamos esse interesse, conscientização e respeito pela natureza. Vemos essa aproximação com a natureza como algo essencial e um dos papéis da escola”, disse Gabriela.

O engajamento das escolas da região integra as ações educativas do Programa de Preservação da Reserva Biológica Tamboré, coordenado pelo Instituto Brookfield. A Escola Ursinho Branco é uma das parceiras que faz parte deste histórico de sensibilização e mobilização da comunidade para a proteção da Reserva. Além da contribuição de conteúdo, o Programa teve participações de profissionais especialistas no assunto, que foram entrevistados pelos alunos.

Foto: Bianca Veronese | Escola Ursinho Branco
Foto: Bianca Veronese | Escola Ursinho Branco

Cooperativa Avemare realiza evento de prestação de contas para a comunidade

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Na noite do dia 12 de junho, os materiais recicláveis coletados pela Cooperativa de Materiais Recicláveis Avemare tiveram um destaque diferente do que costumam ter diariamente: o palco. Tudo isso porque os cooperados prepararam um desfile de roupas criadas por eles próprios e confeccionadas com materiais recicláveis. O desfile aconteceu durante o evento de Prestação de Contas de 2014 da cooperativa, no Teatro Municipal de Santana de Parnaíba (SP). O encontro teve a presença de moradores e parceiros.

O evento tem o objetivo de informar a sociedade sobre o trabalho que tem sido feito na cooperativa. “Nós contamos que os resultados positivos que tivemos só aconteceram graças à ajuda de todos. Apresentamos também a nossa história e o nosso dia a dia com o objetivo de incentivá-los a espalharem essa informação para outras pessoas também. Ao terem noção da importância da destinação correta do material que descartam, eles impactam não só a vida dos cooperados que sobrevivem da coleta, mas também a contribuição para a redução do impacto negativo no meio ambiente, melhor para todos”, disse Ionara dos Santos, presidente da cooperativa.

Durante a apresentação, Ionara destacou várias vitórias da cooperativa. Em 2014, foram coletadas 4.616.367 toneladas de materiais recicláveis. Outra vitória foi a assinatura de contrato de prestação de serviços para a Prefeitura de Santana de Parnaíba, fato que contribuiu para uma série de melhorias na cooperativa como: ampliação da coleta seletiva, aumento da quantidade de cooperados e mais oportunidades de parcerias.

O desfile

A atração principal da noite foi o desfile dos cooperados com roupas feitas de material reciclável, como plásticos, guarda-chuva, banner, jornais, disquete e  teclados de computador. A ideia era mostrar, mais uma vez, a valorização do material reciclável, apresentando um novo olhar sobre o lixo. Todas as roupas foram confeccionadas pelos próprios cooperados da Avemare, que também encararam a passarela.

Carla Andrade, cooperada, desfilou com um vestido feito de tiras de fita cassete. “O desfile foi um momento muito especial para mim. Cada desfile tem seu próprio brilho. Fiquei nervosa no começo, mas me senti melhor quando estava na passarela. Ali era o meu momento de brilhar”, contou.

Confira, abaixo, alguns números apresentados na Prestação de Contas da cooperativa.

Números da Avemare hoje

  • 450 toneladas de materiais coletados/mês
  • 300 toneladas de materiais comercializados/mês
  • Mais de 1 milhão em equipamentos
  • 86 cooperados
  • Faturamento mensal de R$ 180.000,00
  • Despesas de até R$ 50.000,00 a R$ 60.000,00
  • Renda média de R$ 1.300,00 por cooperado
  • Todos os cooperados são assegurados pelo INSS
  • Café da manhã, almoço e jantar diariamente
  • Férias remuneradas de 15 dias
  • Folga de aniversário e R$ 70 de presente

Conecte-se com a natureza com a observação de aves

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“Observar aves é uma forma muito interessante e divertida de se conectar com a natureza, trazendo milhares de possibilidades de interagirmos e de contribuirmos com a conservação dos recursos naturais”, afirma a ornitóloga Tatiana Pongiluppi, da SAVE Brasil.

Mergulhar no mundo das aves é o nosso convite dessa semana. Começamos com as dicas de observação de aves destacadas pelo fotógrafo Robson Bento e continuamos hoje com a segunda parte dessa semana especial: os destaques divertidos dessa prática, vivenciados na perspectiva da Tatiana, especialista em aves. Confira as dicas e bom birdwatching para você!

Foto: Robson Bento / Projeto Asas do Saber

– Onde observar:
O mais fascinante do mundo das aves é que esses lindos seres alados estão distribuídos por toda parte, desde lindas florestas, como a Serra da Cantareira, até áreas urbanas, como a Praça da Republica. Em qualquer lugar, é possível observar aves! Cada contato é único, cada saída para observação nos leva ao inesperado, nunca sabemos o que acontecerá e sempre temos boas surpresas. Posso observar inúmeras vezes um sabiá, mas é sempre diferente.

– Como e o que fazer:
Junto com a prática da observação de aves, acabamos adquirindo novos costumes, cada observador de acordo com o seu perfil. Alguns gostam mais de fotografar, outros de filmar, gravar sons de aves, fazer listas, ou tudo isso junto. É assim que se vai um pouco além da observação e começa a registrar e identificar, descobrir que espécie é aquela que está sendo observada. E esse trabalho de investigação é muito divertido e traz muito aprendizado!

– Faça a sua lista:
Além de observar, registrar e identificar, é muito divertido listar! Fazer a lista de aves durante o café-da-manhã, listar as aves da praça ao lado de casa, listar as aves do escritório, listar as aves de uma reserva. É muito bom saber as aves que já registrei e acompanhar as espécies que ocorrem apenas em algumas épocas do ano, espécies que ocorrem apenas em locais específicos, espécies novas para minha lista. É uma distração sem fim!

– Conte e divirta-se!
Ainda é possível ir um pouco além das listas e contar! Aí sim a coisa fica divertida. Olhar com mais cuidado para um bando de aves pode revelar uma espécie diferente no meio do bando e trazer novos registros. Escolher locais para fazer contagens de aves em longo prazo é uma grande contribuição que a observação de aves pode trazer para a conservação. Afinal, as aves são ótimas indicadoras da qualidade ambiental e as flutuações populacionais das espécies podem nos dizer muito sobre alterações ambientais que estão ocorrendo em determinados locais, tornando-se possível colocar em prática ações de conservação.

É muito simples contar. Basta escolher um trajeto, caminhar e contar o número de indivíduos de cada espécie observada durante um determinado período. Fazendo isso, ao longo do tempo, conseguimos perceber se as populações de sabiás, tico-ticos e rolinhas continuam as mesmas ou se está acontecendo alguma alteração.

– Observe e faça novas amizades:
Essa é uma ótima maneira de praticar uma atividade de lazer e ainda contribuir para a sociedade de alguma forma. E o mais legal de tudo isso é que a observação e contagem de aves é uma atividade que promove muita interação com outras pessoas, trazendo novas amizades! Então, vamos nessa! Observar, registrar, identificar, listar e contar AVES!

Foto: Robson Bento / Projeto Asas do Saber

Mude para o mundo mudar

Urbanista e geógrafo criam iniciativa para revitalizar os rios de São Paulo

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Existem diversos rios espalhados pela cidade de São Paulo, embaixo dos concretos. Existe também um movimento de pessoas preocupadas em mostrar essa novidade para as pessoas. O Projeto Rios e Ruas, idealizado pelo urbanista José Bueno e o geógrafo Luiz de Campos Jr., tem essa missão. “Quando fomos apresentados um ao outro, percebemos o potencial que a temática dos rios teria se fosse formatada de um jeito emocionante e lúdico”, conta José Bueno.

E foi assim que os dois desenvolveram o projeto. De acordo com eles, em qualquer lugar de São Paulo, a menos de 200 metros de distância, há um curso d’água. A iniciativa Rios e Ruas está presente em encontros, seminários, palestras, oficinas e, principalmente, expedições pela cidade. “A partir delas, os participantes têm a oportunidade de compreender e sentir a realidade de centenas de cursos d’água ocultados da percepção cotidiana, fazendo com que ganhem, de imediato, uma nova visão sobre a cidade onde vivem”, conta Luiz de Campos.

Os resultados do trabalho de conscientização dos moradores já são percebidos. “As águas e os rios ocultos da cidade estão emergindo na percepção do paulistano e, cada vez mais, as pessoas se referem aos rios como uma realidade presente e não como uma memória passada; formamos uma grande rede de interessados nessa temática nos últimos anos, integrada por jornalistas, empreendedores sociais, artistas, cineastas, políticos e – principalmente – novas iniciativas e coletivos, formados por pessoas comuns que têm se tornado verdadeiros ativistas”, destaca José Bueno.

Para Luiz de Campos, isso tudo não se trata exatamente de “mudar o mundo”. “Trata-se da convicção de que a força das mudanças não vem do discurso ou das grandes ações e projetos, mas, antes, das ações sinceras, cotidianas e significativas das pessoas comuns, que geram empatia e contagiam o comportamento e ações de outras pessoas”, afirma.

Quando falamos de inspiração para o seu trabalho, José Bueno destaca os pequenos gestos. “‘Sonhar grande. Fazer pequeno. Começar logo.’ Essas três frases me inspiram a deixar a queixa ou revolta de lado e agir proativamente para melhorar a qualidade de vida em São Paulo por meio de múltiplas ações que visam ampliar a consciência e a percepção humana.”

Na prática

Instituto Brookfield: O que o cidadão comum pode fazer para cuidar dos rios de São Paulo?
Luiz de Campos:
Toda e qualquer ação, por menor que seja, pode dar início a uma transformação. São muitos os exemplos que temos visto de ações iniciadas por um pequeno grupo de pessoas e que têm tido grande repercussão. Desde a abertura e revitalização de pequenas nascentes – como fizemos nas nascentes do riacho Iquiririm, no Butantã – até a recuperação de praças inteiras, com criação de pequenos lagos, como a feita pela comunidade da Praça da Nascente, na Pompeia.

Instituto Brookfield: Quais são os próximos passos do Projeto Rios e Ruas?
José Bueno:
Existem diversas ações em andamento para as quais estamos procurando apoios para realizar no ano que vem: levar a Mostra Rios e Ruas para o Parque Ibirapuera; a continuidade e ampliação do Circuito Rios e Ruas de corridas e caminhadas por todo Brasil; a produção de três diferentes livros; além da continuidade das expedições e oficinas abertas ao público em geral.

Instituto Brookfield: Como fazer para participar do projeto Rios e Ruas?
Luiz de Campos:
Para conhecer e participar das expedições, oficinas, cursos, palestras e outros eventos que promovemos ou participamos, o melhor é acompanhar nossa página no Facebook ou nosso blog. Para interagir diretamente com os membros da rede ligada a iniciativa, temos também um grupo no Facebook: http://goo.gl/6EGMKG.

Luiz de Campos e José Bueno são exemplos de pessoas inspiradoras da campanha Eu Preservo, do movimento Mude para o mundo mudar. Quer conhecer outras histórias positivas de pessoas que partiram para a ação? Entre na nossa galeria de exemplos e inspire-se!