Dicas de gentilezas para colocar em prática

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Quantas gentilezas você já fez hoje? Na rua, na sua casa, no trabalho…enfim, nos lugares por onde você anda? No Dia Mundial da Gentileza, comemorado em 13 de novembro, o Instituto Brookfield destaca a importância de trazer esse cuidado diário com a nossa cidade.

Acreditamos que, ao cuidarmos das nossas ações, estamos também cuidando do próximo. E, ao fazermos isso em cada uma das nossas ações, estaremos também contribuindo para termos uma cidade mais feliz, com pessoas comprometidas em fazer cada vez melhor para todos. Essa é a ideia: gentileza realmente gera gentileza.

Com a cultura do “Faça você mesmo” e de que podemos, cada um de nós, estimular o cuidado com a cidade sem precisar da iniciativa do poder público, em 2014, criamos a campanha no Facebook chamada “Atitude Simples”. O objetivo é mostrar que as consideradas “pequenas e simples ações” podem realmente melhorar a nossa realidade e cuidar dos espaços em que vivemos e ocupamos.

Abaixo, inspire-se com algumas gentilezas para colocar em prática. Ao compartilhar, use a hashtag #AtitudeSimples.

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Atitude Simples. Descarte bitucas de cigarro em um cinzeiro. Imagem: Instituto Brookfield.
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Atitude Simples. Leve o lixo no bolso até encontrar uma lixeira.
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Atitude Simples. Capte água da chuva para limpar a casa e regar as plantas. Imagem: Instituto Brookfield.
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Atitude Simples. Colabore na coleta seletiva do seu prédio. Imagem: Instituto Brookfield.
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Atitude Simples. Turismo consciente: respeite a natureza e os costumes locais.

 

Avemare renova contrato com a Prefeitura de Santana de Parnaíba

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A Cooperativa de Materiais Recicláveis Avemare está indo para o seu segundo ano de contrato com a Prefeitura de Santana de Parnaíba (SP). Segundo Renata Souza, vice-presidente da Cooperativa, por meio desse convênio, eles têm conseguido alcançar vários progressos. “Além de ajudar a pagar as despesas, temos mais tranquilidade para trabalhar. A nossa organização aumentou também. Por meio da parceria, temos metas para alcançar e regras para seguir. Temos sido referência para outras cooperativas que querem ter convênio com a Prefeitura. Assim, temos compartilhado bastante o nosso conhecimento também”, disse.

Como reflexo da organização, ela afirma que o grupo está mais articulado e envolvido com diversos parceiros que impulsionam suas atividades. Os números da cooperativa comprovam isso.

“Aumentamos a média de recebimento de material reciclável por mês: 430 a 440 toneladas por mês (antes eram 390 a 400 toneladas). Com o trabalho de educação ambiental, vamos aumentar ainda mais esses números, com mais participação dos moradores também”, conta a vice-presidente

Abaixo, confira as últimas novidades da cooperativa que apuramos com a sua vice-presidente.

Coaching em administração

Desde de junho, os cooperados que fazem parte da diretoria da cooperativa têm recebido coaching em administração empresarial. A iniciativa voluntária é do coach Pedro Celidônio, especializado em administração para empresas. Os encontros acontecem uma vez por semana na própria cooperativa e duram duas horas.

O trabalho de coaching irá até dezembro. Renata conta que elas já conseguem ver os resultados. “Antes, fazíamos tudo em cima da hora. Agora aprendemos que é preciso planejar as atividades. Aprendemos a administrar o estresse do grupo, dar e receber feedback (aprender a receber críticas), a delegar as tarefas (para otimizar tempo), assim como gerenciar o nosso tempo (não desperdiçar com aquilo que não vai fazer diferença). E temos muito o que aprender ainda”, detalhou Renata.

Triagem

Para diminuir a quantidade de rejeitos que vão para o aterro, os cooperados estão fazendo uma segunda triagem, mais detalhada. “Às vezes, com a rapidez da esteira, acabávamos descartando muitos materiais recicláveis. Para acabar com esse desperdício, estamos fazendo a segunda triagem dos materiais. Estamos mais atentos e cuidadosos com o que pode realmente ser reciclado”, disse. Os cooperados iniciaram essa ação em outubro. Em menos de um mês, segundo a vice-presidente, elas aumentaram 580 quilos de materiais recicláveis.

Rastreadores

Para melhorar os serviços da Avemare, a cooperativa conta com rastreadores nos caminhões para facilitar a identificação de falhas no sistema de coleta e ajudar na comunicação com os cidadãos (maior controle dos processos com elaboração de relatórios).

A partir deles, os cooperados sabem exatamente onde e em qual horário os caminhões passaram em cada rua. “Se algum morador liga avisando que o caminhão não passou, temos como detectar se os nossos horários estão certos ou não, se passamos ou não naquela rua. Podemos, inclusive, imprimir relatórios que comprovam isso para os moradores. Tudo aparece no sistema e temos como comprovar e, assim, controlar o nosso serviço. Neste ano, estamos atendendo 60% da população de Santana de Parnaíba e eles contribuem bastante para o nosso trabalho”, disse.

Campanha de financiamento coletivo discute revitalização do córrego Jaguaré

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Imagem: Associação Águas Claras do Rio Pinheiros

Imagine um rio limpo no meio da cidade de São Paulo para você passear e se divertir com sua família. Com o objetivo de aumentar a quantidade de rios limpos na cidade, para despoluir o rio Pinheiros, a Associação Águas Claras do Rio Pinheiros lançou uma campanha de financiamento coletivo para discutir a revitalização de um dos afluentes mais importantes do rio: o córrego Jaguaré.

De acordo com associação, para atingir essa meta, é preciso cuidar dos afluentes do rio. Assim, ela articulou uma discussão com órgãos técnicos que teve como resultado a elaboração de um programa de trabalho para a identificação do conjunto de medidas necessárias para a revitalização da bacia hidrográfica do córrego Jaguaré. A região equivale a 10% da área total da bacia hidrográfica do próprio rio Pinheiros e funcionará como piloto. Futuramente, o projeto poderá ser replicado para cada uma das áreas que levam águas para o rio.

A meta da campanha é arrecadar R$150 mil até o dia 23 de outubro. Se for alcançado, o valor será aplicado na organização da discussão pública do projeto e na preparação de materiais de apoio para reuniões que serão realizadas com moradores, Prefeitura e entidades sociais. As pessoas que contribuírem receberão diferentes tipos de recompensas, de acordo com a quantia doada.

A campanha poderá também facilitar a inclusão de um novo item no projeto: a discussão de quanta área verde é necessária para garantir a qualidade ambiental e a proteção das águas. Para o desenvolvimento das etapas técnicas importantes do processo, a Associação Águas Claras do Rio Pinheiros já tem um financiamento no valor de R$ 1,5 milhão do Fundo Estadual de Recursos Hídricos.

Entre no site e entenda todos os detalhes de como contribuir.

O alerta de um educador ambiental

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Por Osvaldo de Brito*

Como educador ambiental, sinto que preciso compartilhar algumas informações com vocês. Confesso que estou muito preocupado com os nossos hábitos.

Por volta do ano de 2009, quando ingressei como voluntário da Fundação SOS Mata Atlântica, sabia da existência de um grupo de voluntários que já realizava trabalhos de educação ambiental em escolas da zona sul de São Paulo, local estratégico próximo às represas Billings e Guarapiranga. Na época, já havia preocupação com as questões que envolviam o cuidado com a água e também com os resíduos sólidos produzidos próximos daqueles mananciais.

A crise hídrica já existia, mas pouco se falava sobre o assunto nos meios de comunicação, salvo algumas mídias especializadas em meio ambiente. Apesar de todos os transtornos e custos que temos hoje, ainda estamos longe de entender o tamanho do problema que envolve a falta d’água.

Enquanto muitos ainda pensam que temos água em abundância, outros buscam economizar. É difícil mudar os nossos hábitos e comportamentos da noite para o dia, mas não é impossível.

Outra questão grave é o lixo, esquecido como se tudo estivesse dentro da normalidade. Recentemente aprovada, a lei dos resíduos sólidos dá indício de que vai ser mais uma dessas leis que não pegam. Toneladas de materiais recicláveis vão parar em lixões a um custo altíssimo, uma situação pouco inteligente porque gastamos muito dinheiro para enterrar matéria prima que tem muito valor agregado.

Outro ponto que considero importantíssimo destacar é a falta de cuidado com os orgânicos. Muitas casas os descartam no mesmo recipiente dos recicláveis em vez de separá-los. Cada tipo de resíduos pode ganhar um destino correto e mais cuidadoso com o meio ambiente.

Em um processo simples de compostagem, os orgânicos viram adubo. Essa técnica pode ser feita no quintal de casa, individualmente, ou em grande escala, como em galpões e fazendas, dando origem a um adubo de excelente qualidade. Ao fazer isso, você deixa de gerar: gases de efeito estufa, contaminação do solo e da água, poluição do ar, criação de insetos e roedores, etc. Quando você mistura o lixo, saiba que os custos são enormes.

Fico otimista toda vez que me deparo com jovens e crianças discutindo e praticando sustentabilidade. Vejo que vale a pena continuar esse trabalho de educação ambiental. Não devemos cruzar os braços e esperar atitudes só dos governantes. Cada um de nós pode fazer só um pouquinho além da nossa obrigação para melhorar a vida nesse planeta…

*Osvaldo de Brito é taxista, permacultor, educador ambiental voluntário.

Minha vida após o lixo

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Por Ionara Pereira Santos*

O que muita gente pensa que é lixo eu vejo como oportunidade e mudança de vida. Tudo mudou quando comecei a trabalhar na Cooperativa Avemare, em novembro de 2009. A minha mãe e minha irmã já trabalhavam lá enquanto eu trabalhava fazendo bicos de babá e faxineira. Aliás, lixo não é a palavra certa. Trabalho com materiais recicláveis com muito orgulho.

Minha vida antes da cooperativa era um pouco complicada. Meu primeiro filho veio aos 17 anos e, na época, ainda morava com minha mãe e meus irmãos em uma casa alugada. Tive muita dificuldade para conseguir um emprego fixo. Eu sentia que era por ser mãe jovem e menor de idade. A opção que encontrei para sustentar meu filho e ajudar com as despesas da casa foi ser babá.

A minha vida só melhorou mesmo quando entrei na cooperativa. Foi por meio dela que tive as melhores oportunidades da minha vida. Lá, pude me sentir e realmente ser uma mãe melhor para meu filho e ter meu primeiro emprego fixo. Tive que amadurecer rápido e, com a vivência na cooperativa, tive a felicidade de aprender com as outras cooperadas – todas mulheres experientes e cheias de lições para ensinar. Foi na cooperativa que conheci meu atual marido. Com ele, tive meu segundo filho e formei a minha própria família.

Assim que entrei, fui trabalhar na triagem dos materiais recicláveis. Fiquei três anos nessa função. Tive tempo para perceber o quanto a parte administrativa era interessante, e adorava ver a diretoria em ação, fazendo as assembleias, reuniões e direcionando a cooperativa.

A vontade de ser diretora veio com o tempo. Eu fazia questão de participar ativamente das assembleias, expor as minhas opiniões. Durante o tempo em que fiquei na triagem, surgiram algumas oportunidades de cargos na cooperativa. Aproveitei logo o primeiro: aceitei trabalhar no Grupo de Educação Ambiental da Avemare. Depois, fui coordenadora da produção e, em seguida, vice-presidente.

Em janeiro de 2013, a antiga diretoria fez uma assembleia para informar que o mandato havia acabado e saber quais cooperados queriam montar suas chapas para disputar a diretoria da cooperativa. Foi aí que eu e minha amiga Fabiana, que era também uma cooperada bastante engajada, montamos nossa chapa para disputarmos a eleição e ganhamos.

Eu me vejo hoje como uma pequena empresária, porque administro a cooperativa com mais quatro diretoras. Avancei muito profissionalmente! Consigo fazer coisas que antes não imaginava. Graças ao cargo em que estou hoje, sei fazer uma folha de pagamentos, negociações e reuniões com parceiros e empresários; penso em projetos para cooperativa; melhorei muito meu jeito de falar e meu comportamento com as pessoas; fiz alguns cursos que me ajudaram muito. Além disso tudo, agora sei dar palestras.

Cada dia é uma superação diferente. Aprendi a ser diretora, psicóloga e, muitas vezes, mãe dos cooperados. A minha maior superação foi aprender a lidar e a falar com cada tipo de pessoa, e me comportar adequadamente em cada situação. Tenho ainda que melhorar meu jeito bravo de ser, mas, dia após dia, eu tento corrigir e aprender com os meus erros. A equipe de diretoras da Avemare me ajuda muito. Uma ajuda a outra o tempo inteiro.

Claro que não conseguiria fazer nada disso sozinha. Aprendi que ninguém conquista nada sozinho e que, quando estamos em união, ultrapassamos qualquer barreira. Tive a força de parceiros que ajudaram a nossa diretoria a se profissionalizar. Cresci profissionalmente e pessoalmente. Hoje, tenho orgulho de dizer que sou uma pessoa melhor graças à Avemare: sou melhor como mãe, esposa, e uma mulher cheia de sonhos pela frente.

*Ionara é presidente da Cooperativa de Materiais Recicláveis Avemare.