Série Reciclagem na Prática

Série Reciclagem na Prática – Distrito Federal (DF)

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O Distrito Federal (DF) não conta com um programa de coleta seletiva, mas sim, com um projeto piloto de coleta, que atua somente em algumas regiões administrativas (vide Roteiro Reciclagem na Prática). Hoje, somente 5% de todo o lixo coletado na região é reciclado. Ao todo, as cerca de 70 mil toneladas de lixo produzidas por mês no DF têm apenas uma destinação: o Lixão da Estrutural.

A previsão é de que isso mude logo. De acordo com a assessoria de imprensa do Governo do Distrito Federal, com o objetivo de melhorar esse número, o Plano para Resíduos Sólidos está em andamento e definirá os novos parâmetros da coleta seletiva local.


Confira
o nosso roteiro com alguns serviços de reciclagem na prática e, logo após, saiba o que está previsto para a coleta seletiva do Distrito Federal e suas regiões administrativas.No caminho para que isso dê certo, o último estudo divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente sobre 11 capitais brasileiras apontou que no DF, 31% da população separa o lixo seco do molhado (orgânico). O levantamento revelou também que 81% dos moradores do DF consideram que cuidar do meio ambiente é mais importante que o crescimento econômico.

Roteiro Reciclagem na Prática – Distrito Federal (DF):

>> Informações sobre coleta seletiva no Distrito Federal:

>Serviço de Limpeza Urbana do Governo do Distrito Federal:
Telefone: (61) 3213-0156
Website: www.slu.df.gov.br

>> Algum problema ou dúvida sobre coleta seletiva? (em Águas Claras, 20ª região administrativa do DF)
Telefone: 156 ou (61) 3383-8969

>>Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do Distrito Federal (CENTCOOP-DF)
Website: www.centcoop.org.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=45&Itemid=54

>>Cooperativas/Associações de materiais recicláveis que integrarão a rede do Programa de Coleta Seletiva do DF, fornecida pela CENTCOOP – Central de Cooperativas do DF:
Website: www.slu.df.gov.br/005/00502001.asp?ttCD_CHAVE=12553

>>Onde descartar o óleo:

>Ecóleo
Website: www.ecoleo.org.br/ecopontos/df.html

>> Locais de descarte de materiais:
> Onde encontrar esses lugares?
– Rota da Reciclagem:
Website: www.rotadareciclagem.com.br/index.html

> Lista de empresas de reciclagem no DF
Website: www.guiamais.com.br/busca/reciclagem+de+materiais-df

>Empresa que faz reciclagem de materiais:
Website: www.capitalreciclaveis.com.br

>>Empresas recicladoras no Distrito Federal (segundo lista do CEMPRE):
Website: www.cempre.org.br/servicos_resultado.php

> >Onde encontrar cooperativas (cadastradas no Cempre):
Website: www.cempre.org.br/servicos_resultado.php

> >Lixo eletrônico:

>Reciclagem de Produtos HP – Hardware
Website: www.hp.com/country/br/pt/companyinfo/globalcitizenship/reciclagem_hardware.html?jumpid=reg_R1002_BRPT

Sobre a coleta seletiva do Distrito Federal

Tendo em vista o Novo Plano de Coleta Seletiva do DF, o foco do Serviço de Limpeza do Governo do Distrito Federal é dividir o DF em quatro grandes lotes, de acordo com a capacidade de geração de lixo seco (reciclável) em cada ponto. Desta forma, a coleta seletiva atenderia a toda a região, ao invés de apenas alguns pontos, como acontece hoje. A previsão é que até novembro de 2012 o edital de licitação esteja pronto e as obras que envolvem o plano comecem ainda neste ano e terminem no primeiro semestre de 2013.

Outra meta é que até 12% de todo o lixo recolhido no DF poderá ser reciclado. Esse número conta com a implementação do aterro sanitário em Samambaia (região administrativa do DF), além da criação de 12 unidades de triagem de resíduos recicláveis, previstas para também serem inauguradas com a coleta seletiva.

Quando o serviço de coleta seletiva estiver em toda a região do DF, o lixo seco será recolhido por caminhões e entregue nas 12 unidades de triagem. Lá, os catadores, organizados em cooperativas, poderão fazer a coleta dos materiais e revender às empresas de reciclagem. O que não for aproveitado será enviado ao aterro em Samambaia.

Uma das prioridades do Plano para Resíduos Sólidos é tornar o Distrito Federal referência nacional no tratamento do lixo reciclável. Para isso, está em desenvolvimento uma política de atuação baseada em três eixos básicos: a desativação do lixão da Estrutural e a construção de aterros sanitários; a realização da coleta seletiva; e o desenvolvimento social e econômico dos catadores de lixo.

Série Reciclagem na Prática

Série Reciclagem na Prática – Cuiabá (MT)

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Vista aérea de Cuiabá (MT). Foto: Marcos Lopes

Já falamos sobre a situação da coleta seletiva de várias cidades brasileiras: Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), São Paulo (SP), Campo Grande (MS), Goiânia (GO) e Campinas (SP). Cada uma com seu respectivo programa e resultados. Hoje, a notícia é diferente. Ao invés do Roteiro Reciclagem na Prática, falaremos sobre o que será feito com a futura coleta seletiva em Cuiabá (MT).

Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Cuiabá, a cidade não tem serviço de coleta seletiva. Todos os resíduos são encaminhados para o Aterro Sanitário Municipal. A boa notícia é que a Prefeitura tem um projeto chamado Cuiabá Recicla, em parceria com a Fundação Coca-Cola, que tem o objetivo de implantar a coleta seletiva na capital e organizar o trabalho dos catadores de materiais recicláveis da região. Por enquanto, ele é um projeto-piloto, que atenderá apenas três bairros da cidade. Já existe um barracão com os equipamentos montados para que os catadores já possam trabalhar.

A assessoria informou ainda que a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos iniciou a formação de uma equipe que irá aos bairros atendidos para começar a educação ambiental junto aos moradores. A previsão é de que o projeto seja lançado em outubro de 2012.

Outra ação que está em andamento, sem previsão de implantação, é o projeto de coleta seletiva “Cidades da Copa”, da prefeitura de Cuiabá em parceria com a Fundação Banco do Brasil (FBB), Cooperativas de Catadores de Lixo Reciclável e o Pangea Centro de Estudos Socioambientais. De acordo com a assessoria da prefeitura, o objetivo é atender a cidade inteira. A ação contempla as 12 cidades-sedes da Copa de 2014, e Cuiabá está entre as cinco primeiras a receber o projeto.

Dica – Reciclagem na Prática:

>> Onde descartar o óleo de cozinha: (em Cuiabá)
Website: www.ecoleo.org.br/ecopontos/mt.html

Igreja São Benedito, em Cuiabá (MT). Foto: Otmar de Oliveira
Série Reciclagem na Prática

Série Reciclagem na Prática – Campinas (SP)

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A cidade de Campinas (SP) é o nosso destaque da série Reciclagem na Prática de hoje. Com exceção das capitais, ela é uma das cidades mais populosas do país, com 1,1 milhão de habitantes. Somente 2% do lixo coletado são encaminhados às cooperativas para reciclagem.

Campanha de conscientização dos moradores de Campinas (SP). Crédito: Rogério Capela / PMC

Roteiro Reciclagem na Prática de Campinas (SP):

>> Quer saber informações sobre a coleta seletiva da cidade de Campinas?
Telefone: (19) 3272-4405 (Departamento de Limpeza Urbana)

>> Veja os locais que recebem a coleta seletiva domiciliar:
Website: www.campinas.sp.gov.br/governo/infraestrutura/dlu/programa.php

>> Quer saber os Locais de Entrega Voluntária de coleta seletiva?
Website: http://campinas.sp.gov.br/servico-ao-cidadao/limpeza-urbana.php

>> Veja os Ecopontos e pontos verdes mais próximos de você (em Campinas):
Website: http://www.campinas.sp.gov.br/governo/infraestrutura/ecopontos/index.php

>> Veja os endereços das Cooperativas de Triagem: (em Campinas)
Website: www.campinas.sp.gov.br/governo/infraestrutura/dlu/programa.php

>> Descarte de óleo:
Website: http://oleocampinas.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=53&Itemid=154

>> Veja endereços de cooperativas de reciclagem: (em Campinas)
Website: www.10anoscampinasrecicla.com.br/edh.htm

>> Lixo eletrônico: (em Campinas)

CDI CAMPINAS
Website: www.cdicampinas.org.br
Telefones: (19) 3304-5833 / 3273-0626

Como acontece a coleta seletiva de Campinas

Campanha de conscientização dos moradores para a coleta seletiva em Campinas (SP). Crédito: Rogério Capela / PMC

Campinas tem programa de coleta seletiva há 20 anos, por meio da Prefeitura Municipal. De acordo com assessoria de imprensa da prefeitura, atualmente, a cidade coleta 1.000 toneladas/dia de lixo. Deste total, 20 toneladas são encaminhadas à reciclagem (cooperativas), o que representa 2%. O restante do material coletado é encaminhado ao Aterro Sanitário Delta A. A Prefeitura pretende aumentar a quantidade de recicláveis para 300 toneladas/dia (o que aumentaria o material encaminhado para reciclagem em 30% do total de lixo coletado).

Além da coleta seletiva de materiais recicláveis, o programa municipal inclui, também, a coleta de resíduos específicos, que necessitam de um tratamento diferenciado, como lâmpadas, baterias e pilhas, óleo vegetal comestível, entre outros.

Entre os serviços prestados, há o serviço de coleta seletiva porta a porta, que compreende o recolhimento regular de todo material que tenha condições de reaproveitamento ou reciclabilidade, e que seja apresentado pelos domicílios e estabelecimentos, devidamente embalados em sacos plásticos. Após a coleta, os resíduos são descarregados nas centrais de triagem operadas por cooperativas participantes do programa de geração de trabalho e renda, da Secretaria Municipal de Trabalho e Renda.

Confira o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de Campinas (SP).

Série Reciclagem na Prática

Série Reciclagem na Prática – Campo Grande (MS)

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A Série Reciclagem na Prática de hoje traz o roteiro de coleta seletiva de Campo Grande (MS) e o panorama de como ela acontece na cidade. Destacamos o site Campo Grande Recicla que traz informações detalhadas sobre o funcionamento do programa de coleta seletiva da prefeitura municipal.

Caminhão da coleta seletiva da Prefeitura Municipal de Campo Grande. Foto:Prefeitura Municipal de Campo Grande / Casimiro Silva

Roteiro Reciclagem na Prática (de Campo Grande):

>> Encontre o ponto de coleta seletiva mais próximo de você: (em Campo Grande)
Website: www.campogranderecicla.com.br/pontos-de-coleta

>> Gostaria de ser um ponto de coleta? (em Campo Grande)
Website: www.campogranderecicla.com.br/coletor

>> Veja quais são os bairros atendidos pela coleta seletiva porta a porta: (em Campo Grande)
Website: www.campogranderecicla.com.br/no-seu-bairro

> > Você sabe quais materiais são recicláveis ou não? Veja a explicação:
Website: www.campogranderecicla.com.br/materiais-reciclaveis

>> Educação ambiental? Veja o Guia de Resíduos Sólidos (material educativo):
Website: www.campogranderecicla.com.br/guia-de-residuos-solidos

>> Descarte de óleo de cozinha? (em Campo Grande)

Programa de Coleta de Óleos Residuais de Cozinha
O programa é bem interessante, com o envolvimento desde quem gera até quem recicla. Saiba como participar e veja quais são os Locais de Entrega Voluntária (LEVs).
Website: www.pmcg.ms.gov.br/meioambiente/canaisTexto?id_can=4027

>> Lixo eletrônico: (em Campo Grande)

Pontos de coleta de pilhas e baterias
Website: www.campogranderecicla.com.br/pontos-de-coleta

Como é a coleta seletiva de Campo Grande

Caminhão e trabalhadores durante coleta seletiva da Prefeitura Municipal de Campo Grande. Foto:Prefeitura Municipal de Campo Grande / Casimiro Silva

A cidade conta com o Programa Municipal de Coleta Seletiva, criado pela Prefeitura Municipal de Campo Grande (MS), por intermédio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur). Ele começou em julho de 2011 e faz atendimento porta a porta em mais de 32 mil domicílios.

Os moradores que ainda não recebem o caminhão coletor no seu bairro podem participar do programa por meio da separação do resíduo seco do úmido. O material seco reciclável deve ser levado aos chamados Locais de Entrega Voluntária (LEVs). São mais de 100 pontos espalhados pela cidade.

Outra forma de participar é levar os resíduos para as cooperativas de catadores ou ecopontos. Em cada dia da semana, um bairro participante da coleta recebe um caminhão especial, que recolhe os resíduos secos e encaminha os materiais coletados para reciclagem e reaproveitamento.

Em um ano de coleta seletiva, foram recolhidas 1.500 toneladas de materiais recicláveis, esse número equivale ao lixo gerado por uma cidade com 50 mil habitantes – a cidade de Campo Grande tem cerca de 770 mil habitantes. A prefeitura pretende ampliar a coleta seletiva, que atualmente atende 4% da cidade. A previsão é que o atendimento seja ampliado para outros bairros e que a quantidade de caminhões que participam do programa aumente.

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, atualmente, o destino dos resíduos recolhidos é o lixão da cidade. Para resolver esse problema, a prefeitura se comprometeu a executar algumas ações, como: a conclusão do aterro sanitário; a finalização da construção da Usina de Processamento de Lixo (UPL); a instalação do incinerador de resíduos sólidos hospitalares; a desativação do lixão, entre outras.

Série Reciclagem na Prática

Série Reciclagem na Prática – Curitiba (PR)

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Hoje vamos falar sobre a coleta seletiva e a reciclagem de Curitiba, no Paraná. De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Curitiba, a coleta de resíduos recicláveis atende todas as regiões da cidade e, diariamente, recolhe 555 toneladas de lixo reciclável das ruas de Curitiba. Atualmente, vão para reciclagem 25,7% de todo resíduo domiciliar coletado.

Coleta de Lixo que não é Lixo na rua Santa Bertila Boscardin, Santa Felicidade. Foto: Luiz Costa/SMCS

Acompanhe o roteiro com dicas e um panorama da coleta na cidade que oferece serviços diferenciados relacionados à coleta seletiva, como a troca de reciclável por alimentos. No final, confira o depoimento da Marisa Abrantes Boroni Valério e do Luís Celso Jr., moradores da cidade, sobre a situação do serviço.

Roteiro Reciclagem na Prática de Curitiba:

>> Saiba a frequência da coleta de lixo em Curitiba:
Website: http://coletalixo.curitiba.pr.gov.br/

>>Serviço Lixo que não é lixo em condomínios
Website: www.curitiba.pr.gov.br/servicos/cidadao/lixo-que-nao-e-lixo-em-condominios-residenciais/1069

O Câmbio Verde, que troca lixo reciclável por frutas e verduras frescas, já conta com mais de 90 pontos na cidade. Foto: Luiz Costa/SMCS (arquivo)

>> Conhece a troca de lixo reciclável por alimentos?
> Programa Câmbio Verde:
Telefone: (41) 3338-8399
Website: www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/cambio-verde-smma-secretaria-municipal-do-meio-ambiente/344

>> Programa Compra de lixo (Prefeitura Municipal de Curitiba):
Website: www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/compra-de-lixo-smma-secretaria-municipal-do-meio-ambiente/343

>> Serviço de cadastro eletrônico de resíduos especiais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Curitiba:
Este serviço é importante para a população ficar atenta, e também para os revendedores e distribuidores de produtos que dão origem aos resíduos especiais.
Telefone: (41) 3350-9212
Email: residuosespeciais@smma.curitiba.pr.gov.br
Website: http://residuosespeciais.curitiba.pr.gov.br/Publico/Inicial.aspx

>> Onde descartar o óleo de cozinha usado?
> Serviço da Prefeitura de Curitiba:
Para ser entregue, o óleo deve estar armazenado num recipiente transparente, de preferência garrafa Pet. O material coletado pela Prefeitura é encaminhado para reciclagem e volta à cadeia produtiva em forma de material de limpeza, lubrificante de máquinas e outros derivados. Além da coleta nos terminais de ônibus, a Secretaria do Meio Ambiente também recolhe o óleo de cozinha nos 98 pontos do Câmbio Verde.

> Encontre ecopontos para descarte de óleo – Serviço do site da Ecóleo:
Website: http://www.ecoleo.org.br/ecopontos/pr.html#

Na imagem, coleta seletiva pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Lixo Eletrônico. Foto:Cesar Brustolin/SMCS

>> Coleta do lixo tóxico? Veja o Serviço da Prefeitura Municipal de Curitiba.
Pilhas, baterias, toners, embalagens de inseticida, tintas, colas, solventes, remédios vencidos, óleo de cozinha e lâmpadas fluorescentes, em pequenas quantidades, devem ser separados pela população e entregues nos terminais de ônibus. Nas datas marcadas, um caminhão de coleta especial recolhe o material. Saiba mais:
Website: www.curitiba.pr.gov.br
Telefone: 156

>> O que fazer com seu lixo eletrônico (equipamentos eletrônicos velhos)?
Veja algumas dicas:

> Deixe no Lixo que não é Lixo
Os equipamentos eletrônicos recolhidos pelo caminhão da coleta seletiva são levados para uma central de reciclagem, em Campo Magro. A cada três meses, o material é leiloado e a renda é retomada para financiar o Lixo que não é Lixo.
Veja os dias e horários em que o caminhão passa na sua rua.
Website: http://geocoletalixo.curitiba.pr.gov.br/reciclavel.aspx

> Doe para o museu da UTFPR
A peça tem algum valor histórico? Entre em contato com o museu tecnológico da UTFPR.
Telefone: (41) 3310-4545 (responsável: professor Luiz Augusto Pelisson).

> Venda como sucata
Algumas empresas compram o lixo eletrônico. Em muitos casos, o valor é simbólico, como R$ 2 por um computador.

– Reciclatech: busca os aparelhos na sua casa ou empresa.
Telefone: (41) 3606-9623
E-mail: reciclatech@reciclatech.com.br.

– Hamaya do Brasil, em Fazenda Rio Grande: não busca o material, mas compra por quilo.
Telefone: (41) 3060-3500.

> Dê para uma entidade assistencial
Há muitas organizações que precisam de materiais de informática e aceitam doações, desde que eles estejam funcionando. O projeto ETM adapta computadores para pessoas que têm graves dificuldades motoras.
Telefone: (41) 9946-2966
E-mail: exandrehenzen@hotmail.com

> Doe para associação de reciclagem
O Instituto Brasileiro de Ecotecnologia é uma organização sem fins lucrativos, recomendada pela prefeitura de Curitiba para recolher lixo eletrônico domiciliar. O instituto solicita que seja informado o endereço, o telefone de contato e uma descrição do material, que dê ideia do volume que será coletado.
E-mail: falecom@biet.org.br
Telefone: (41) 9932-0168.
Website: www.biet.org.br

Como funciona a coleta de lixo em Curitiba

Curitiba tem duas iniciativas públicas para coletar materiais recicláveis: o Câmbio Verde (começou em 1991), que troca lixo reciclável por frutas e verduras frescas, e o Lixo que Não é Lixo (começou em 1989) com caminhões que recolhem detritos reaproveitáveis em toda a cidade, três vezes por semana.

O programa Lixo que Não é Lixo tem grande parceria e envolvimento da população. Já o programa Câmbio Verde conta com 98 pontos na cidade. A cada mês, 260 toneladas de lixo reciclável são trocados por 80 toneladas de alimentos que beneficiam milhares de famílias. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, cada quatro quilos de lixo reciclável são revertidos em um quilo de alimento. Óleo de cozinha usado também pode ser trocado. Cada dois litros depositados em garrafa pet são trocados por um quilo de frutas e verduras.

Quanto à destinação de todo o material recolhido, ele é encaminhado à Usina de Valorização de Rejeitos, administrada pelo Instituto Pró-Cidadania de Curitiba. Depois de separados, os materiais são vendidos para indústrias que os utilizam como matéria-prima. Toda a renda é revertida para ações sociais.

Com a palavra, os moradores de Curitiba

Marisa Abrantes Boroni Valério, jornalista.

Marisa Abrantes Boroni Valério, jornalista. Foto: Arquivo pessoal

Curitiba se antecipou, há 20 anos, com um programa de coleta seletiva cuja principal ousadia era transformar as residências em miniusinas de separação de lixo. Uma campanha publicitária intensa e extensa, que durou vários anos, ensinava que “lixo que não é lixo não vai pro lixo”, e muita gente comprou cestos para o “lixo” e para “lixo que não é lixo”, recolhidos por caminhões diferentes, em dias e horários diferentes. O caminhão do lixo reciclável se anunciava batendo um sino. E a ideia pegou com a ajuda dos personagens da família Folhas, bonecões feiosos, mas simpáticos, que também passaram a fazer parte da campanha educativa nas escolas municipais. As crianças foram conquistadas e multiplicavam, em casa, as noções de que era preciso separar o lixo para salvar árvores e preservar o ambiente.

Em pouco tempo, a cidade separava 25% do lixo reciclável que produzia, o que espichou, em alguns anos, a vida útil do aterro sanitário, encerrado no ano passado. De lá para cá, porém, a cidade mudou muito. Recebeu moradores de outros lugares, que não conhecem essa história, não foram educados para a separação e para a reciclagem. Pouquíssimas campanhas foram desenvolvidas para alimentar o programa e muita gente nem ouviu falar em “lixo que não é lixo”.

Quem aprendeu, no entanto, nunca esquece. Ainda hoje, além de separar o lixo, muitos curitibanos guardam, em casa, lâmpadas, remédios, restos de tinta e outros detritos para entregar a um caminhão que nem sequer passa em suas casas, mas fica parado no terminal de ônibus da vizinhança. Eles têm um conhecimento ainda mais avançado sobre separação: o de que há um tipo de lixo que não pode ser misturado aos outros, porque é tóxico. E zelam por isso sem qualquer reforço da mídia. Fico imaginando o quanto avançaríamos se a prefeitura voltasse a investir no programa!

Luis Celso Júnior, jornalista.

A coleta de lixo, no geral, é bem eficiente por aqui. Tanto a remoção do lixo residencial quanto a limpeza das ruas funciona bem. A coleta de lixo reciclável já foi melhor. Curitiba foi pioneira nesse sentido no País, se não me engano, com uma grande campanha publicitária do governo estimulando a separação do lixo. As pessoas criaram o hábito e o mantiveram por muito tempo. Hoje, vejo certo relaxamento nesse sentido. A coleta especial continua existindo, mas me parece que a população não está mais separando tão bem. Outro fato que contribui para Curitiba ter um sistema mais eficiente nesse sentido é o próprio hábito da população, que, em sua maioria, respeita os espaços públicos, não jogando lixo em lugares indevidos.