Dicas de gentilezas para colocar em prática

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Quantas gentilezas você já fez hoje? Na rua, na sua casa, no trabalho…enfim, nos lugares por onde você anda? No Dia Mundial da Gentileza, comemorado em 13 de novembro, o Instituto Brookfield destaca a importância de trazer esse cuidado diário com a nossa cidade.

Acreditamos que, ao cuidarmos das nossas ações, estamos também cuidando do próximo. E, ao fazermos isso em cada uma das nossas ações, estaremos também contribuindo para termos uma cidade mais feliz, com pessoas comprometidas em fazer cada vez melhor para todos. Essa é a ideia: gentileza realmente gera gentileza.

Com a cultura do “Faça você mesmo” e de que podemos, cada um de nós, estimular o cuidado com a cidade sem precisar da iniciativa do poder público, em 2014, criamos a campanha no Facebook chamada “Atitude Simples”. O objetivo é mostrar que as consideradas “pequenas e simples ações” podem realmente melhorar a nossa realidade e cuidar dos espaços em que vivemos e ocupamos.

Abaixo, inspire-se com algumas gentilezas para colocar em prática. Ao compartilhar, use a hashtag #AtitudeSimples.

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Atitude Simples. Descarte bitucas de cigarro em um cinzeiro. Imagem: Instituto Brookfield.
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Atitude Simples. Leve o lixo no bolso até encontrar uma lixeira.
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Atitude Simples. Capte água da chuva para limpar a casa e regar as plantas. Imagem: Instituto Brookfield.
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Atitude Simples. Colabore na coleta seletiva do seu prédio. Imagem: Instituto Brookfield.
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Atitude Simples. Turismo consciente: respeite a natureza e os costumes locais.

 

Dicas de como descartar objetos que têm mercúrio

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Baterias de notebook e celular, pilhas, termômetros, lâmpadas fluorescentes. O mercúrio está presente em todos esses objetos e é um metal perigoso se for exposto. O contato com ele pode trazer sérias consequências à saúde e ao meio ambiente. Para isso ser evitado, é preciso estar ciente do que fazer se houver o contato, e também da melhor forma de descartar esses objetos.

O simples contato com uma lâmpada fluorescente ou com um termômetro, após a quebra, pode levar à inalação de vapor de mercúrio proveniente do material e, mesmo em baixas quantidades, causar febres, tremores, sonolência, náuseas, fraqueza muscular, delírios, reflexos lentos e dores de cabeça.

O contato direto do mercúrio com a pele e os olhos causa coceira e vermelhidão, como se fosse uma irritação alérgica. A ingestão provoca úlceras no estômago, e uma exposição mais duradoura pode interferir no metabolismo celular, tendo como consequência o mau funcionamento de rins, fígado, pulmão e cérebro. O contato do mercúrio com a pele é menos prejudicial do que a inalação do vapor.

O que fazer

Quando algum objeto contendo mercúrio é quebrado, a primeira ação precisa ser isolar a área, fechar portas e janelas e usar um equipamento mínimo: máscara cirúrgica descartável e luva reforçada, para que não haja o risco de contato.

Como o mercúrio aparece no estado líquido em temperatura ambiente, o ideal é recolher o metal com uma seringa sem agulha e colocá-lo em um recipiente plástico contendo água; a água reduz a possibilidade da evaporação. A área afetada pelo objeto precisa ser descontaminada com uma mistura de água sanitária e água.

Após a limpeza, é preciso abrir novamente portas e janelas para ventilar o ambiente. O recipiente com o mercúrio tem de ser bem vedado com fita adesiva e entregue a um dos locais que fazem o descarte correto.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda depositar o material nos pontos que recebem pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes.

O descarte correto

Algumas lojas, supermercados, drogarias e outros estabelecimentos recebem esses objetos. No site eCycle, você pode digitar o nome do que você precisa descartar e ainda colocar o CEP de onde está para achar locais próximos a você e que podem receber cada tipo de material.

Para o descarte de materiais diversos

Cempre (recicladores dos mais diversos materiais em todo o país)

Termômetros

De acordo com o Disque Intoxicação, da Anvisa, é possível depositar o termômetro, em sua embalagem plástica, nos locais para descarte de pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes, pois as empresas que fazem o recolhimento destes objetos são especializadas em separar e reciclar metais tóxicos.

Fonte: Instituto Akatu

Dicas de como cultivar jardim em apartamento

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Muita gente mora em apartamento e não sabe se é possível ou não ter um jardim. Com criatividade e cuidado, saiba que é possível ter um e ainda fazer toda a diferença no ambiente que escolher.

Algumas das opções que servem como suporte são: vasos de plástico, cerâmica ou até mesmo em painéis e quadros vivos (vendidos com opção de rega manual ou sistema próprio de irrigação). Veja só quais são as melhores plantas para cada cômodo da sua casa.

A escolha da planta

Pensou no ambiente? Agora pesquise a planta ideal para esse espaço da sua casa para o qual você quer dar mais vida. Dependendo da espécie, a planta não permite poda para controle de tamanho. Portanto, pense no tamanho que a planta pode atingir de acordo com o espaço disponível. Para ambientes com ausência de luz, prefira as folhagens. No caso das flores, saiba que elas precisam de muita luz para se desenvolver.

Não use árvores e arbustos de grande porte devido ao tamanho dos seus vasos, que costumam ocupar muito espaço. Algumas plantas, como a samambaia, a árvore da felicidade e os lírios, são mais indicadas por se adaptarem bem ao ambiente interno e não precisarem de sol em abundância.

Lembre-se de que ar condicionado, luminosidade e circulação de ar interferem diretamente na escolha das plantas (por causa da evaporação da água).

Luminosidade

A distância entre a planta e a janela é importante: deve ser, no máximo, de três metros. Isso também tem a ver com a incidência de luz, que pode ser plena (exposta ao sol durante todo o dia) ou indireta (exposta aos raios solares apenas em um período do dia). E há também os lugares onde não há luz do sol, com claridade natural. Esses elementos influenciarão diretamente na beleza e saúde da sua planta.

Irrigação

É preciso muito cuidado na irrigação. As plantas que ficam dentro do apartamento precisam de menos água do que as plantas externas, por não ficarem em contato com o sol diretamente. Lembre-se de limpá-las (use pano úmido e pouco sabão de coco, e faça movimentos leves e delicados, sem deixar restos de sabão).

O vaso deve ter furos na parte inferior para escoar o excesso de água. Para ajudar a filtrar, coloque uma camada de argila expandida ou pedrisco no fundo, formando uma manta responsável por evitar o escoamento dos nutrientes importantes para a planta. Em seguida, coloque uma camada de terra adubada, que pode ser encontrada em casas agropecuárias.

Troque anualmente a terra do vaso, tendo em vista que, por conta das regas, os nutrientes ficam escassos, prejudicando o desenvolvimento do vegetal.

Transporte e replantio

Ao fazer o transporte da planta para um vaso ou replantá-la, tenha muito cuidado para não danificar o turrão que se forma junto às raízes. A maioria delas não resiste aos danos causados nessa região.

Assista ao vídeo com dicas da Carol Costa, jornalista especializada em jardinagem, sobre algumas plantas que podem ser cultivadas em apartamento.

Fontes: eCycle e Planeta Sustentável

Empreendedor social cria instituto focado em educação inclusiva

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A arte começou cedo a fazer diferença na vida do Rodrigo Mendes, empreendedor social. Na época do jardim de infância, fazia desenhos de observação dos móveis em sua casa. Não demorou muito para que seus trabalhos chamassem a atenção das pessoas. E foi assim que a arte foi a primeira atividade por meio da qual se sentiu reconhecido. Anos depois, essa ferramenta o motivou a transformar a vida de outras pessoas também.

Aos 18 anos, após um assalto, a sua vida ganhou um rumo inesperado. “Ao sair de casa para levar meu irmão a um jogo de tênis, fui surpreendido por dois assaltantes que pretendiam levar meu carro. Um deles atirou em meu pescoço, abriu a porta do carro, jogou-me no chão e levou o veículo. A bala disparada pelo assaltante atravessou meu pescoço e passou próximo à coluna espinhal, tendo como consequência a paralisia de minha musculatura e a perda de algumas funções abaixo dos ombros (tecnicamente denominada tetraplegia)”, detalha Rodrigo.

O começo de um projeto de vida

Ele voltou a ter um contato mais intenso com as artes visuais aos dezenove anos, em fase de reabilitação do acidente. Incentivado pelo artista Luca Vitale, Rodrigo dedicou seu tempo à produção artística. “Como minha produção artística representava a única atividade diária desprendida da fisioterapia, canalizei toda a minha energia para esse fim, e logo colhi bons frutos: após três meses, tinha em mãos 60 trabalhos finalizados”, completa.

Em sua primeira vernissage, decidiu que precisava devolver, de alguma forma, tudo o que havia recebido: nasceu a ideia de criar um projeto que representasse a sua contrapartida à sociedade. “Comecei a divulgar que meu próximo passo seria fundar uma escola de artes que oferecesse oportunidades de desenvolvimento a pessoas cuja história de vida envolvesse situação de exclusão”, conta.

Inclusão pela educação

Em 1992, Rodrigo inaugurou o espaço batizado de Cursos Rodrigo Mendes (CRM). A iniciativa começou com um grupo de dez alunos com deficiência, pertencentes a comunidades de baixa renda, que aprendiam artes, mais especificamente pintura. “A partir de 1996, o CRM deixou de ser uma escola exclusiva, abrindo-se para atender todo tipo de aluno, independentemente de origens sociais, características físicas e cognitivas. Assumimos o desafio de nos tornarmos uma escola inclusiva”, afirma o empreendedor.

No ano de 2004, o CRM assumiu a figura jurídica de uma associação sem fins lucrativos e passou a se chamar Associação Rodrigo Mendes (ARM). “Em 2005, começamos a receber vários telefonemas de escolas públicas que buscavam cursos sobre como atender crianças e adolescentes com deficiência na sala de aula comum. Aproveitamos nossa experiência no campo das artes visuais para desenvolver um programa de formação pautado por relações entre arte contemporânea e educação inclusiva”, conta.

O impacto

Atualmente, a organização, agora Instituto Rodrigo Mendes, adota um modelo semipresencial de ensino e transmite as aulas em tempo real para qualquer cidade brasileira, por meio de satélite ou internet.

“Um dos fatores que me motivam a continuar lutando pela causa da inclusão de crianças e jovens com deficiência é a constatação de que a educação é, de fato, a porta de entrada para que pessoas excluídas consigam construir sua autonomia e buscar a realização de seus sonhos”, comenta. O empreendedor acrescenta que tem visitado escolas públicas de todo o Brasil e testemunhado uma série de histórias de vida que foram transformadas graças à possibilidade de participação na escola comum.

“Sinto-me privilegiado por poder canalizar minha energia e meu tempo a um trabalho que me traz um sentido maior a cada etapa da minha trajetória. É sempre bom lembrar que essa possibilidade está, em alguma medida, à disposição de qualquer pessoa. Não é preciso ter fundado uma organização social para participar da construção coletiva de uma sociedade da qual nos orgulhemos mais. A oportunidade existe para todos”, destaca.

Dicas para praticar a observação de aves

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Foto: Robson Bento / Projeto Asas do Saber

O que acha de aproveitar o tempo livre em contato com a natureza, praticando a observação de aves (birdwatching)? Nesta semana, vamos mostrar dicas de dois especialistas que vivenciam a observação de aves com frequência: Robson Bento, fotógrafo, e Tatiana Pongiluppi, ornitóloga e coordenadora de projetos da SAVE Brasil.

Segundo Robson, “fotografia é uma forma de vivenciar a experiência da observação de aves de forma única. A possibilidade de registrar os momentos, a diversidade de cores, a história formada a partir dos caminhos percorridos e das belezas que foram vistas, dão a oportunidade de capturar as imagens de acordo com o olhar de cada um”.

Confira as dicas de observação de aves que Robson listou para o blog do IB:

– Entender o básico sobre fotografia possibilita explorar o mesmo objeto de formas diferentes. O processo criativo se tornará mais amplo ao estudar novas técnicas e conceitos na fotografia;

– Estude o ambiente que for visitar e as aves do local. Muito mais que o simples ato de fotografar, a fotografia de aves implica respeito pelo meio ambiente e o dever cívico de proteger nosso patrimônio. Nesse sentido, a informação/conhecimento vem como importante aliado;

– Mantenha-se um pouco afastado de áreas com ninhos e restrinja o uso do playback. Uma proximidade muito forte pode afastar ou prejudicar o comportamento dos pais ou a alimentação dos filhotes. O respeito pela vida deve estar em primeiro lugar;

– Se estiver com um grupo também fotografando, ao conseguir boas fotos em um local privilegiado, ceda seu lugar para um amigo. Nem todos possuem facilidade ou a oportunidade de avistar momentos especiais. Gentileza cria laços fortes em um grupo;

– Ao avistar uma ave, não faça movimentos bruscos. Aproxime-se com cautela e evite andar em linha reta em direção à ave, isso pode assustá-la;

– O uso de roupas discretas, preferencialmente em tons neutros, pode ajudar na aproximação;

– Se estiver buscando uma espécie específica de ave, procure não se envolver apenas com o que você busca. Aproveite cada momento da trilha, observando tudo com calma. Em silêncio, tente perceber quanta vida existe em cada momento da sua caminhada;

– O Brasil possui fantásticos lugares para a fotografia de aves. Suas Unidades de Conservação (UC), por exemplo, são locais riquíssimos em biodiversidade. Se escolher visitar alguma UC, informe-se sobre a política do local relacionada à fotografia.

– Observe também as espécies que existem perto de sua casa ou mesmo na praça de sua cidade. Você pode se surpreender com a riqueza e diversidade de espécies existentes ao seu redor!

Entre várias ações, Robson Bento fez o Asas do Saber, projeto fotográfico com foco nas aves da Mata Atlântica do estado de São Paulo.

Foto: Robson Bento / Projeto Asas do Saber