Mata Atlântica: fique por dentro do que acontece nas áreas verdes da sua cidade

Compartilhe:
Foto: Creative Commons
Foto: Creative Commons

Se você se interessa ou quer começar a entender mais sobre a preservação da Mata Atlântica, a Fundação SOS Mata Atlântica criou o hotsite Aqui Tem Mata?, que mostra o estado de conservação de florestas, restingas e mangues do bioma. Os dados estão disponíveis a qualquer pessoa e podem ser reutilizados com finalidades de educação e defesa da proteção da floresta.

O objetivo da SOS Mata Atlântica é tornar mais acessíveis os dados e o histórico das cidades abrangidas pelo Mapa de aplicação da Lei da Mata Atlântica. A ferramenta, que mostra a situação dos 3.429 municípios abrangidos pela Lei da Mata Atlântica, permite ao público ver facilmente os remanescentes florestais do seu município via web, celulares, tablets.

O site tem informações atualizadas do Atlas da Mata Atlântica, produzido anualmente pela ONG em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e aponta onde estão as áreas protegidas de cada cidade, incluindo parques e reservas em níveis federais, estaduais e municipais, além das Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPNs).

Além disso, o site mostra a situação da vegetação natural do município (florestas nativas) e também os campos de altitude, várzeas, refúgios, mangues, restingas e dunas, com base em imagens geradas pelo sensor OLI a bordo do satélite Landsat 8. O Aqui Tem Mata será atualizado no final de maio, quando a edição 2016 do Atlas de Remanescentes Florestais da Mata Atlântica será lançada.

“O ‘Aqui tem Mata’ é uma ferramenta que a SOS Mata Atlântica criou para que as pessoas conheçam as florestas das suas cidades e estejam mais conscientes sobre os locais que ainda restam de Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do planeta. Quase 72% da população brasileira vive na Mata Atlântica, em 17 Estados do País e hoje restam apenas 12,5 % da floresta nativa original.

Até hoje, os programas da Fundação SOS Mata Atlântica já ajudaram a plantar mais de 36 milhões de mudas de Mata Atlântica no Brasil nos últimos 16 anos. Foram 21 mil hectares restaurados, área equivalente à da cidade de Recife (PE).

Conecte-se com a natureza com a observação de aves

Compartilhe:

“Observar aves é uma forma muito interessante e divertida de se conectar com a natureza, trazendo milhares de possibilidades de interagirmos e de contribuirmos com a conservação dos recursos naturais”, afirma a ornitóloga Tatiana Pongiluppi, da SAVE Brasil.

Mergulhar no mundo das aves é o nosso convite dessa semana. Começamos com as dicas de observação de aves destacadas pelo fotógrafo Robson Bento e continuamos hoje com a segunda parte dessa semana especial: os destaques divertidos dessa prática, vivenciados na perspectiva da Tatiana, especialista em aves. Confira as dicas e bom birdwatching para você!

Foto: Robson Bento / Projeto Asas do Saber

– Onde observar:
O mais fascinante do mundo das aves é que esses lindos seres alados estão distribuídos por toda parte, desde lindas florestas, como a Serra da Cantareira, até áreas urbanas, como a Praça da Republica. Em qualquer lugar, é possível observar aves! Cada contato é único, cada saída para observação nos leva ao inesperado, nunca sabemos o que acontecerá e sempre temos boas surpresas. Posso observar inúmeras vezes um sabiá, mas é sempre diferente.

– Como e o que fazer:
Junto com a prática da observação de aves, acabamos adquirindo novos costumes, cada observador de acordo com o seu perfil. Alguns gostam mais de fotografar, outros de filmar, gravar sons de aves, fazer listas, ou tudo isso junto. É assim que se vai um pouco além da observação e começa a registrar e identificar, descobrir que espécie é aquela que está sendo observada. E esse trabalho de investigação é muito divertido e traz muito aprendizado!

– Faça a sua lista:
Além de observar, registrar e identificar, é muito divertido listar! Fazer a lista de aves durante o café-da-manhã, listar as aves da praça ao lado de casa, listar as aves do escritório, listar as aves de uma reserva. É muito bom saber as aves que já registrei e acompanhar as espécies que ocorrem apenas em algumas épocas do ano, espécies que ocorrem apenas em locais específicos, espécies novas para minha lista. É uma distração sem fim!

– Conte e divirta-se!
Ainda é possível ir um pouco além das listas e contar! Aí sim a coisa fica divertida. Olhar com mais cuidado para um bando de aves pode revelar uma espécie diferente no meio do bando e trazer novos registros. Escolher locais para fazer contagens de aves em longo prazo é uma grande contribuição que a observação de aves pode trazer para a conservação. Afinal, as aves são ótimas indicadoras da qualidade ambiental e as flutuações populacionais das espécies podem nos dizer muito sobre alterações ambientais que estão ocorrendo em determinados locais, tornando-se possível colocar em prática ações de conservação.

É muito simples contar. Basta escolher um trajeto, caminhar e contar o número de indivíduos de cada espécie observada durante um determinado período. Fazendo isso, ao longo do tempo, conseguimos perceber se as populações de sabiás, tico-ticos e rolinhas continuam as mesmas ou se está acontecendo alguma alteração.

– Observe e faça novas amizades:
Essa é uma ótima maneira de praticar uma atividade de lazer e ainda contribuir para a sociedade de alguma forma. E o mais legal de tudo isso é que a observação e contagem de aves é uma atividade que promove muita interação com outras pessoas, trazendo novas amizades! Então, vamos nessa! Observar, registrar, identificar, listar e contar AVES!

Foto: Robson Bento / Projeto Asas do Saber

Dicas para praticar a observação de aves

Compartilhe:
Foto: Robson Bento / Projeto Asas do Saber

O que acha de aproveitar o tempo livre em contato com a natureza, praticando a observação de aves (birdwatching)? Nesta semana, vamos mostrar dicas de dois especialistas que vivenciam a observação de aves com frequência: Robson Bento, fotógrafo, e Tatiana Pongiluppi, ornitóloga e coordenadora de projetos da SAVE Brasil.

Segundo Robson, “fotografia é uma forma de vivenciar a experiência da observação de aves de forma única. A possibilidade de registrar os momentos, a diversidade de cores, a história formada a partir dos caminhos percorridos e das belezas que foram vistas, dão a oportunidade de capturar as imagens de acordo com o olhar de cada um”.

Confira as dicas de observação de aves que Robson listou para o blog do IB:

– Entender o básico sobre fotografia possibilita explorar o mesmo objeto de formas diferentes. O processo criativo se tornará mais amplo ao estudar novas técnicas e conceitos na fotografia;

– Estude o ambiente que for visitar e as aves do local. Muito mais que o simples ato de fotografar, a fotografia de aves implica respeito pelo meio ambiente e o dever cívico de proteger nosso patrimônio. Nesse sentido, a informação/conhecimento vem como importante aliado;

– Mantenha-se um pouco afastado de áreas com ninhos e restrinja o uso do playback. Uma proximidade muito forte pode afastar ou prejudicar o comportamento dos pais ou a alimentação dos filhotes. O respeito pela vida deve estar em primeiro lugar;

– Se estiver com um grupo também fotografando, ao conseguir boas fotos em um local privilegiado, ceda seu lugar para um amigo. Nem todos possuem facilidade ou a oportunidade de avistar momentos especiais. Gentileza cria laços fortes em um grupo;

– Ao avistar uma ave, não faça movimentos bruscos. Aproxime-se com cautela e evite andar em linha reta em direção à ave, isso pode assustá-la;

– O uso de roupas discretas, preferencialmente em tons neutros, pode ajudar na aproximação;

– Se estiver buscando uma espécie específica de ave, procure não se envolver apenas com o que você busca. Aproveite cada momento da trilha, observando tudo com calma. Em silêncio, tente perceber quanta vida existe em cada momento da sua caminhada;

– O Brasil possui fantásticos lugares para a fotografia de aves. Suas Unidades de Conservação (UC), por exemplo, são locais riquíssimos em biodiversidade. Se escolher visitar alguma UC, informe-se sobre a política do local relacionada à fotografia.

– Observe também as espécies que existem perto de sua casa ou mesmo na praça de sua cidade. Você pode se surpreender com a riqueza e diversidade de espécies existentes ao seu redor!

Entre várias ações, Robson Bento fez o Asas do Saber, projeto fotográfico com foco nas aves da Mata Atlântica do estado de São Paulo.

Foto: Robson Bento / Projeto Asas do Saber

Cooperativa aumenta participação dos moradores na coleta seletiva

Compartilhe:

Entre os dias 17 e 28 de novembro, a cooperativa Avemare realizou a campanha porta a porta de conscientização da coleta seletiva, nos bairros Cidade São Pedro e Cento e Vinte, em Santana de Parnaíba (SP). O objetivo foi reforçar a participação dos moradores na coleta seletiva da cidade.

De acordo com Ionara dos Santos, presidente da Avemare, a ação foi um sucesso. “Já sentimos que houve aumento na coleta seletiva realizada nos dois bairros. Os caminhões estão voltando com mais materiais recicláveis, quase o dobro. Além disso, os coletores estão até mais animados. Depois da campanha, eles estão vendo que a população mudou de atitude”, contou.

A iniciativa faz parte do projeto Dê a Mão para o Futuro, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos. Os objetivos são promover a capacitação e acompanhamento técnico dos catadores, e disponibilizar recursos financeiros para a aquisição de equipamentos para as cooperativas e associações.

As ações acontecem em parceria com a prefeitura local, que disponibiliza e mantém o espaço e a infraestrutura para o funcionamento das cooperativas, além de se comprometer a implantar, ampliar ou melhorar a coleta seletiva no município.

Conheça mais sobre o trabalho da Avemare: www.institutobrookfield.org.br/programas/lixo-da-gente

Cooperados da Avemare durante a ação. Foto: Avemare
Cooperados da Avemare durante a ação. Foto: Avemare
Cooperados da Avemare durante a ação. Foto: Avemare
Mude para o mundo mudar

Urbanista e geógrafo criam iniciativa para revitalizar os rios de São Paulo

Compartilhe:

Existem diversos rios espalhados pela cidade de São Paulo, embaixo dos concretos. Existe também um movimento de pessoas preocupadas em mostrar essa novidade para as pessoas. O Projeto Rios e Ruas, idealizado pelo urbanista José Bueno e o geógrafo Luiz de Campos Jr., tem essa missão. “Quando fomos apresentados um ao outro, percebemos o potencial que a temática dos rios teria se fosse formatada de um jeito emocionante e lúdico”, conta José Bueno.

E foi assim que os dois desenvolveram o projeto. De acordo com eles, em qualquer lugar de São Paulo, a menos de 200 metros de distância, há um curso d’água. A iniciativa Rios e Ruas está presente em encontros, seminários, palestras, oficinas e, principalmente, expedições pela cidade. “A partir delas, os participantes têm a oportunidade de compreender e sentir a realidade de centenas de cursos d’água ocultados da percepção cotidiana, fazendo com que ganhem, de imediato, uma nova visão sobre a cidade onde vivem”, conta Luiz de Campos.

Os resultados do trabalho de conscientização dos moradores já são percebidos. “As águas e os rios ocultos da cidade estão emergindo na percepção do paulistano e, cada vez mais, as pessoas se referem aos rios como uma realidade presente e não como uma memória passada; formamos uma grande rede de interessados nessa temática nos últimos anos, integrada por jornalistas, empreendedores sociais, artistas, cineastas, políticos e – principalmente – novas iniciativas e coletivos, formados por pessoas comuns que têm se tornado verdadeiros ativistas”, destaca José Bueno.

Para Luiz de Campos, isso tudo não se trata exatamente de “mudar o mundo”. “Trata-se da convicção de que a força das mudanças não vem do discurso ou das grandes ações e projetos, mas, antes, das ações sinceras, cotidianas e significativas das pessoas comuns, que geram empatia e contagiam o comportamento e ações de outras pessoas”, afirma.

Quando falamos de inspiração para o seu trabalho, José Bueno destaca os pequenos gestos. “‘Sonhar grande. Fazer pequeno. Começar logo.’ Essas três frases me inspiram a deixar a queixa ou revolta de lado e agir proativamente para melhorar a qualidade de vida em São Paulo por meio de múltiplas ações que visam ampliar a consciência e a percepção humana.”

Na prática

Instituto Brookfield: O que o cidadão comum pode fazer para cuidar dos rios de São Paulo?
Luiz de Campos:
Toda e qualquer ação, por menor que seja, pode dar início a uma transformação. São muitos os exemplos que temos visto de ações iniciadas por um pequeno grupo de pessoas e que têm tido grande repercussão. Desde a abertura e revitalização de pequenas nascentes – como fizemos nas nascentes do riacho Iquiririm, no Butantã – até a recuperação de praças inteiras, com criação de pequenos lagos, como a feita pela comunidade da Praça da Nascente, na Pompeia.

Instituto Brookfield: Quais são os próximos passos do Projeto Rios e Ruas?
José Bueno:
Existem diversas ações em andamento para as quais estamos procurando apoios para realizar no ano que vem: levar a Mostra Rios e Ruas para o Parque Ibirapuera; a continuidade e ampliação do Circuito Rios e Ruas de corridas e caminhadas por todo Brasil; a produção de três diferentes livros; além da continuidade das expedições e oficinas abertas ao público em geral.

Instituto Brookfield: Como fazer para participar do projeto Rios e Ruas?
Luiz de Campos:
Para conhecer e participar das expedições, oficinas, cursos, palestras e outros eventos que promovemos ou participamos, o melhor é acompanhar nossa página no Facebook ou nosso blog. Para interagir diretamente com os membros da rede ligada a iniciativa, temos também um grupo no Facebook: http://goo.gl/6EGMKG.

Luiz de Campos e José Bueno são exemplos de pessoas inspiradoras da campanha Eu Preservo, do movimento Mude para o mundo mudar. Quer conhecer outras histórias positivas de pessoas que partiram para a ação? Entre na nossa galeria de exemplos e inspire-se!