Gestora ambiental cria projetos para transformar o desenvolvimento local de comunidades

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A partir do movimento Mude para o Mundo Mudar, do Instituto Brookfield, mostramos, aqui no blog, várias histórias de pessoas que fazem a parte delas, cada uma de forma bem especial, por um mundo melhor. O movimento continua! Maria é o exemplo que inicia a terceira campanha do movimento, que ganhou o nome “Eu Transformo”.

Desde os pequenos até os grandes atos, a transformação da sociedade pode ser feita a qualquer momento, em qualquer lugar. Maria Oliveira, gestora ambiental, não só pensa nisso como planejou sua vida para que isso se tornasse realidade. Ela saiu de Minas Gerais para estudar em São Paulo e criar condições para as mudanças que gostaria de realizar. “Meu sonho é que não exista mais pobreza em lugar algum e que todos possam viver em ambientes saudáveis, com dignidade e respeito”, conta.

Maria sempre foi apaixonada pelo trabalho envolvendo pessoas e achou que podia fazer algo por elas e pelo ambiente. “Eu tento mudar o mundo começando pela minha vida, minhas escolhas. Meu avô sempre dizia que o exemplo é a melhor escola. A partir disso, procuro identificar e resgatar potenciais nas comunidades e localidades onde atuo, para que as reflexões e as atitudes aflorem com consciência e respeito pelo ambiente que vivemos. Isso inclui tudo. Natureza e gente”, detalha.

Entre as diversas atividades que realiza, Maria é assessora socioambiental do Instituto Brookfield. Ela atua nos diagnósticos e nas articulações com parceiros e comunidade, e também no desenvolvimento de metodologias que fomentem o desenvolvimento local, construído junto com as pessoas, de acordo com seus sonhos e realidade.

Assista ao vídeo do movimento e conheça mais detalhes das vitórias e desafios da trajetória da Maria!

Projeto de desenvolvimento sustentável fecha 2013 com muitas conquistas em Goiânia

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Lançamento do Mapa Verde no bairro Jardins do Cerrado. Foto: Instituto Brookfield.

O ano de 2013 foi positivo para o Projeto Ambientes Saudáveis e toda a comunidade do bairro Jardins do Cerrado, em Goiânia. Segundo Andréa Lujan, coordenadora do Projeto, foi um ano de amadurecimento.

“Diversas foram as conquistas que lançaram novos desafios para 2014. Quando se trata de desenvolvimento local, é preciso pensar em processos dinâmicos e constantes. É por isso que etapas estruturantes como apropriação comunitária são fundamentais para garantir a sustentabilidade da proposta. Esse amadurecimento aconteceu com comprometimento, seriedade e ideologia de todos que, juntos, construíram o passo a passo da proposta de um bairro melhor”, disse.

Entre os números de destaque, estão: mais de 2 mil pessoas envolvidas direta e indiretamente; 8 equipamentos públicos participantes; 43 profissionais e moradores do bairro formados para aplicação da metodologia do projeto.

Especialmente para o blog do Instituto, conversamos com Andréa e Maria Oliveira, assessora socioambiental do Instituto Brookfield, sobre o balanço do Projeto em 2013 e quais são os planos para 2014. Confira a entrevista!

Horta do CMEI Ipê Amarelo. Foto: Instituto Brookfield.

Instituto Brookfield: Quais foram os acontecimentos de destaque do Ambientes Saudáveis em 2013?
Andréa e Maria: Tivemos a formação dos agentes,do mapeamento e da implantação dos projetos realizados com êxito pelas comissões multidisciplinares; houve a integração das ações do Ambientes Saudáveis com outros programas e iniciativas existentes nas áreas da saúde, educação, meio ambiente e assistência social; adesão das lideranças ao Projeto – estendendo sua atuação dentro dos equipamentos públicos; a comunidade teve a oportunidade de desenvolver estratégias para captação de recursos. Tudo isso culminou com o lançamento do Mapa Verde que será um importante meio para potencializar as demais ações à medida em que a comunidade for conquistada juntamente com futuros parceiros.

Instituto Brookfield: Como aconteceu a mobilização da comunidade?
Andréa e Maria:
– Identificação das lideranças;
– Reuniões mensais de analise do diagnóstico;
– Identificação dos públicos estratégicos locais;
– Construção participativa da atuação e do evento de lançamento do Mapa Verde;
– Mapa de stakeholders – estratégia de relacionamento com cada público da comunidade, estabelecendo uma agenda de reuniões permanentes;
– Envolvimento dos participantes em todos os processos desde a construção metodológica à implantação dos projetos e das ações;
– Lançamento do mapa e implantação das ações na comunidade.

Instituto Brookfield: Quais são os desafios do Projeto?
Andréa e Maria: Temos os desafios comuns de projetos sociais. As particularidades e a dinâmica de cada comunidade são pontos de destaque. Isso porque cada público tem um nível de engajamento, maturidade, disponibilidade e interesse no projeto. É preciso dizer que a facilitação respeita esse tempo da comunidade. Tudo isso deve ser natural. Alguns exemplos comuns das particularidades: rotatividade de gestores e de equipe, cenário político, as demandas locais – o território está em constante transformação. Precisamos lidar com questões de médio e longo prazo. Lembrando sempre que a cultura da participação será sempre um desafio, conseguimos concluir a formação das comissões mistas e detalhar, pelo menos, um projeto em cada um dos equipamentos participantes do Ambientes Saudáveis em 2013.

Instituto Brookfield: Quais são os planos para 2014?
Andréa e Maria: Neste ano, buscamos estreitar as relações intersecretariais para ampliar a leitura e o olhar sobre o território; implicar a responsabilidade e a participação do poder público no desenvolvimento local; estabelecer novas alianças estratégicas dentro e fora do território; que os participantes se apropriem não só dos projetos que estão desenvolvendo, mas que eles saibam utilizar a metodologia de atuação no território (que prevê participação, análise da realidade, envolvimento das diferentes áreas que interferem na realidade e toda equipe, entre outros pontos).

Fundadora do Green Map visita o Brasil

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Wendy (à esquerda) e Maria (à direita da foto). Foto: Maria Oliveira.

No último domingo (27), Maria Oliveira, assessora socioambiental do Instituto Brookfield, encontrou-se com Wendy E. Brawer, fundadora e diretora do Green Map System. Maria entregou os Mapas Verdes do bairro Cidade São Pedro e Colégio Municipal Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, desenvolvidos pela comunidade local, e ainda apresentou uma prévia do Mapa Verde do Bairro Jardins do Cerrado que será lançado em dezembro/2013.

Um dos temas conversados foi o potencial de transformação que os Mapas Verdes têm nas comunidades. A fundadora indicou a publicação que relata os impactos de algumas experiências ao redor do mundo. “Ter a oportunidade de apresentar os Mapas Verdes construídos com as comunidades e dialogar sobre os avanços e desafios com Wendy foi um marco para nós. Nossos mapas agora, além de estarem online, irão compor o acervo geral do Green Map na New York Public Library. Este é um reconhecimento que soma e fortalece os processos que construímos localmente também.”, disse Maria Oliveira.

Material informativo sobre o Green Map. Foto: Maria Oliveira.

Para 2014 a equipe do Green Map pretende lançar novos ícones de mapeamento. O Instituto Brookfield contribuirá para esse processo enviando os ícones criados durante a construção dos Mapas nas regiões em que foram desenvolvidos e participando das discussões relacionadas aos materiais e às metodologias.

Atualmente são 875 projetos cadastrados no Sistema de Mapas Verdes em 65 países do mundo. Wendy ficou dez dias no Brasil participando de eventos, reuniões e conferências que falaram sobre metodologia, experiências, tecnologias e resultados da plataforma e disse que é muito gratificante perceber o quanto o trabalho está contribuindo para um futuro mais sustentável.

Saiba mais sobre o Green Map!

Porto Alegre é a primeira wikicidade brasileira

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Em tempos de mobilização social via internet e de multiplicação de ferramentas colaborativas, surge a wikicidade: uma plataforma digital que encoraja a participação e a colaboração dos cidadãos em um ambiente aberto para a troca de sugestões, ideias e reivindicações.

A partir de indicadores de desafios e potencialidades da região, as wikicidades facilitam a interação e a realização de intervenções coletivas nos espaços públicos. É uma interação do espaço digital para o mundo real e vice-e-versa, com a possibilidade de unir cada vez mais as pessoas que podem mudar significativamente a realidade.

A primeira wikicidade brasileira é Porto Alegre (RS), que é chamada de Portoalegre.cc. A plataforma foi criada como um projeto da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em parceria com a Prefeitura, com conceito para representar e mostrar como funcionam os 82 bairros da cidade. Ela permite um crescimento contínuo de pessoas engajadas e inspira ações criativas na cidade.

O objetivo é reunir compartilhamento de dados e informações sobre serviços públicos e história local em um espaço de cocriação. Dessa forma, os cidadãos/usuários podem participar efetivamente e viver intensamente a cidade. No Portoalegre.cc, é possível navegar pelo mapa, marcar e apontar situações favoráveis ou desafiadoras para a cidade, como questões de acessibilidade, buracos na rua, falta de segurança, iluminação, locais de lazer, entre outros.

Ao visualizar todos os indicadores no site, o internauta pode produzir e compartilhar as informações em suas redes sociais, como Twitter, Facebook, YouTube e Vimeo. Entre os benefícios das wikicidades, estão: a organização de cidadãos e movimentos; possibilidades de prestação de serviços públicos; e interface para o atendimento ao cidadão. A metodologia prevê, ainda, a existência de um agente local que será o articulador responsável por coordenar sua implementação.

Horta orgânica comunitária busca novos parceiros

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Horta orgânica comunitária no bairro Cidade São Pedro, em Santana de Parnaíba. Foto: Instituto Brookfield.

A horta orgânica comunitária do bairro Cidade São Pedro, em Santana de Parnaíba (SP), é um exemplo de que é possível transformar espaços ociosos em possibilidades de melhorias para a comunidade. O projeto, idealizado pela União dos Moradores do Bairro Cidade São Pedro, é resultado de seu envolvimento com o Programa Escola Amiga da Terra, a partir da construção do Mapa Verde do bairro.

A horta foi feita em um terreno da própria associação, utilizando materiais recicláveis, com a proposta de gerar integração com os moradores, melhoria da paisagem e alimentação saudável de baixo custo para a comunidade. Desde o começo do projeto, quem cuida ativamente dela é o senhor José Moura Neto, presidente da Associação de Moradores do Bairro Cidade São Pedro, com ajuda de mais dois moradores do bairro.

Seu Moura e as colaboradoras da horta. À direita da foto, Maria Oliveira, assessora socioambiental do Instituto Brookfield e facilitadora do Programa Escola Amiga da Terra, durante uma das visitas à horta. Foto: Instituto Brookfield.

“Trouxe a ideia da horta que aprendi em um curso do Programa Escola Amiga da Terra e achei muito bom. Nós a montamos com materiais reaproveitados, como garrafas pet, mostrando para os moradores a importância da reutilização dos materiais”, afirmou ele. As verduras são vendidas no mercado do bairro e o dinheiro da venda é revertido para cobrir os custos de manutenção da própria horta. A ideia é fazer com que os moradores cuidem dela e aproveitem seus benefícios.

Hoje, José Moura Neto busca parceiros para expandir o conceito de horta orgânica no bairro e utilizar terrenos ociosos para que o sonho vire realidade. “Queremos ampliar a sede da associação de moradores. Neste espaço, vamos realizar oficinas de arte com materiais recicláveis e, assim, mobilizar os moradores, conscientizá-los e aumentar a quantidade de hortas na comunidade. Estamos buscando parcerias para realizar os projetos que envolvem a horta, a conscientização ambiental e melhorar a região”, disse.

Leia também:
Entrevista: cuidados com sua horta orgânica.

Serviço:
Para ser um parceiro da horta orgânica comunitária do bairro Cidade São Pedro, fale com o Seu Moura.
E-mail: mouraneto23@hotmail.com
Telefones:  (11) 989817150 // (11) 95550-3022

Horta orgânica do bairro Cidade São Pedro, em Santana de Parnaíba (SP). Foto: Instituto Brookfield.
Horta orgânica do bairro Cidade São Pedro, em Santana de Parnaíba (SP). Foto: Instituto Brookfield.