Comunidade participa da primeira oficina de discussão do Plano de Manejo da Reserva Biológica Tamboré

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No dia 14/10, o Instituto Brookfield realizou a 1º Oficina de Discussão do Plano de Manejo da Reserva Biológica Tamboré, na Sociedade Alphaville Tamboré (SIA). O objetivo foi apresentar o Plano de Manejo aos principais atores da região e iniciar o processo de elaboração. Estima-se que serão seis meses de trabalho com oficinas de planejamento, diálogo e apresentação dos resultados. Serão realizadas cinco oficinas: a próxima está prevista para o dia 25 de novembro.

Destaques do encontro

Além da equipe responsável pelo Plano, o encontro teve a participação de moradores, organizações e empresas da região. Maria Oliveira, da Práxis Socioambiental, assessoria contratada pelo Instituto Brookfield para acompanhar todas frentes de gestão da Reserva, abriu a oficina apresentando a Reserva Biológica Tamboré e destacando dados relevantes do Programa de Preservação. A empresa P.A.Brasil, responsável técnica pelo plano, apresentou o planejamento, as etapas e reforçou a importância de todos os atores da região em participar de todo o processo.

A oficina teve os seguintes assuntos: o que é o Plano de Manejo e a sua importância; as etapas do trabalho; a equipe responsável; e espaço para dúvidas e contribuições dos presentes. Os participantes fizeram várias colaborações e levantaram possíveis ações para conscientizar a população.

Entre elas, houve preocupação com a segurança da Reserva, comunicação a todos os moradores sobre as riquezas do lugar, a responsabilidade de todos no cuidado e preservação.

No final da oficina, os participantes receberam o Guia das Aves da Reserva e o material usado na Blitz da Biodiversidade: “Conhecer para cuidar”.

Entenda mais sobre o Plano de Manejo

A Reserva Biológica Tamboré, localizada em Santana de Parnaíba (SP), iniciou a elaboração de seu Plano de Manejo em setembro de 2015. Durante seis meses, uma equipe especializada realizará diversas ações.

O Plano de Manejo é o principal instrumento de planejamento e de gestão de uma Unidade de Conservação (UC), e deve definir o planejamento e os projetos específicos a serem implantados na área. O trabalho está sendo realizado pelo Instituto Brookfield e está sob a responsabilidade técnica da empresa PA Brasil, que conta com o apoio das assessorias Práxis Socioambiental e EMAlves, que já realizam trabalhos na área e no entorno. O grupo de trabalho da Reserva, composto por pessoas e organizações da região, também será parceiro na mobilização da comunidade.

“Trata-se de um marco importante para o município de Santana de Parnaíba. Por isso, todos da região são convidados para essa construção”, disse Maria Oliveira, da Práxis Sociambiental e assessora do Instituto Brookfield.

Ao longo do processo, será feito um diagnóstico dos meios físico, biótico, antrópico e das demandas do entorno e seus demais públicos que se relacionam com a unidade. Condomínios, escolas, universidades, guarda municipal e sociedade em geral estão sendo chamados para participar e poderão contribuir na proposição de projetos específicos.

Uma cidade acolhedora para todos

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Por Adriano Sampaio*

Desde criança, tenho interesse pela natureza por causa da origem dos meus pais, que vieram da caatinga da Chapada Diamantina, na Bahia. Todos os meus tios e avós eram pescadores e caçadores. Essa convivência me ensinou muitas coisas que coloquei em prática mais tarde, na cidade de São Paulo.

As dificuldades foram muitas, mas em 2013 comecei a participar de mutirões na horta comunitária da Pompéia. Depois, participei da formação de outro grupo, o Ocupe e Abrace, para ocupar a Praça da Nascente com propostas socioambientais e culturais. Realizamos o Festival da Praça da Nascente para comemorar as estações e unir essas propostas que transformam a cidade com o empoderamento das pessoas e a ocupação dos espaços públicos.

Começamos a partir dos mutirões festivos para fazer plantio e cuidar das nascentes da praça e dos lagos. Qualquer pessoa pode participar desses mutirões, basta apenas ter vontade. Diferente do que muita gente pensa, não é preciso ter conhecimento técnico, tudo é uma troca de saberes entre as pessoas que participam.

Participar dos mutirões me proporcionou novos conhecimentos da natureza e, principalmente, a conexão com as pessoas que querem, de alguma maneira, uma nova cidade, uma cidade mais verde, com o resgate do bom convívio em comunidade e praças públicas.

Hoje, muitas pessoas anônimas também cuidam da praça. Elas percebem a transformação e começam a se dedicar como se aquilo fosse uma extensão de suas vidas! Muitas delas falam que se sentem muito bem porque resgatam aquele clima de roça, as rodas de boas prosas em volta da fogueira e, muitas vezes, com música e piqueniques colaborativos.

No caos da cidade, muitas vezes as pessoas só estão esperando uma oportunidade para por a mão na terra e fazer alguma coisa por sua comunidade. A cidadania é você quem faz.

*Adriano Sampaio é idealizador do Existe Água em SP e cofundador do Movimento Ocupe e Abrace.

Campanha de financiamento coletivo discute revitalização do córrego Jaguaré

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Imagem: Associação Águas Claras do Rio Pinheiros

Imagine um rio limpo no meio da cidade de São Paulo para você passear e se divertir com sua família. Com o objetivo de aumentar a quantidade de rios limpos na cidade, para despoluir o rio Pinheiros, a Associação Águas Claras do Rio Pinheiros lançou uma campanha de financiamento coletivo para discutir a revitalização de um dos afluentes mais importantes do rio: o córrego Jaguaré.

De acordo com associação, para atingir essa meta, é preciso cuidar dos afluentes do rio. Assim, ela articulou uma discussão com órgãos técnicos que teve como resultado a elaboração de um programa de trabalho para a identificação do conjunto de medidas necessárias para a revitalização da bacia hidrográfica do córrego Jaguaré. A região equivale a 10% da área total da bacia hidrográfica do próprio rio Pinheiros e funcionará como piloto. Futuramente, o projeto poderá ser replicado para cada uma das áreas que levam águas para o rio.

A meta da campanha é arrecadar R$150 mil até o dia 23 de outubro. Se for alcançado, o valor será aplicado na organização da discussão pública do projeto e na preparação de materiais de apoio para reuniões que serão realizadas com moradores, Prefeitura e entidades sociais. As pessoas que contribuírem receberão diferentes tipos de recompensas, de acordo com a quantia doada.

A campanha poderá também facilitar a inclusão de um novo item no projeto: a discussão de quanta área verde é necessária para garantir a qualidade ambiental e a proteção das águas. Para o desenvolvimento das etapas técnicas importantes do processo, a Associação Águas Claras do Rio Pinheiros já tem um financiamento no valor de R$ 1,5 milhão do Fundo Estadual de Recursos Hídricos.

Entre no site e entenda todos os detalhes de como contribuir.

Virada Sustentável terá eventos por toda a cidade de São Paulo

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CineSolar. Foto: Virada Sustentável / Divulgação.

Já está por dentro da programação da Virada Sustentável deste ano? Entre os dias 26 e 30 de agosto, a cidade de São Paulo receberá a sua 5ª edição, com mais de 800 atrações, para todas as idades, que envolvem temas como mobilidade urbana, água, cidadania, biodiversidade, consumo consciente, economia verde, entre outros.

A Virada é um festival anual de mobilização e educação para a sustentabilidade, que envolve cocriação, articulação e participação direta de organizações da sociedade civil, órgãos públicos, escolas e universidades, empresas, coletivos e movimentos sociais.

Neste ano, o evento acontece simultaneamente em parques como Água Branca, Burle Marx, Cemucam, Ibirapuera, Juventude e Villa Lobos, além do Centro Cultural São Paulo, Museu da Casa Brasileira, Fábricas de Cultura, escolas e espaços públicos diversos. O Largo da Batata e a Praça Victor Civita também serão palco de atividades.

Segundo André Palhano, idealizador da Virada, a questão hídrica foi o tema que reuniu o maior número de inscrições de projetos para o evento – quase 40%. O Parque Villa Lobos, por exemplo, terá o projeto “Água, Arte e Sustentabilidade”, composto por uma exposição de obras de arte popular brasileira e um espetáculo teatral que trata o tema da água de forma lúdica.

Eventos por toda a cidade

Diversas ações promoverão ocupações locais em áreas públicas de São Paulo. No Largo da Batata, o coletivo Floresta Urbana vai utilizar um paredão de 100 metros em uma instalação que integrará grafite e cinema – um telão público será entregue como presente à cidade, ao final da Virada – o Cinema Verde.

Promovido pelos Aliados do Parque Augusta, o tradicional Pic Nic à Moda Antiga terá sua quinta edição na Virada, com novo nome e a mesma proposta: sensibilizar a população para a importância de um parque 100% verde numa das ruas mais tradicionais da cidade. Em clima de festa, com música e atrações, o Pic Nic Parque Augusta acontecerá no domingo (30), das 14h às 18h, na própria Rua Augusta, fechada para o trânsito.

Pontos tradicionais do bairro Vila Madalena terão programação especial para a Virada, como o Armazém da Cidade, a galeria King Cap e a Livraria da Vila, com direito a piqueniques, rodas de leitura e contação de histórias para a criançada, entre outras atividades.

Uma das preocupações da organização do evento é não restringir a Virada ao Centro de São Paulo. Os extremos Sul e Leste de São Paulo terão eventos também. Com curadoria do coletivo Imargem e envolvimento de diversos grupos locais, a programação nos bairros de Parelheiros, Grajaú e adjacências mostrará as riquezas culturais e naturais da região.

Fique de olho na programação completa da Virada.

Jovem cria projeto para transformar educação com exemplos positivos

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Aos 24 anos de idade, o mineiro Alex Bretas, formado em administração pública e especialista em pedagogia da cooperação, busca uma transformação de olhar na educação. Essa busca o levou a deixar de lado um projeto de pós-graduação (formal) para seguir pela jornada do doutorado informal, que representava a possibilidade de desenvolver a sua própria metodologia e dar início a uma investigação autônoma sobre novas formas de aprendizagem para adultos, batizada de Educação Fora da Caixa.

Segundo Bretas, havia muita coisa que ele queria falar a respeito do sistema de ensino tradicional, mas não se sentia escutado enquanto estava dentro dele. Para dar voz ao seu projeto, Bretas escolheu pesquisar a fundo a livre aprendizagem e transformar tudo isso em um livro aberto e gratuito, sob a licença Creative Commons.

Sua ideia é alcançar todos que se interessam pela aprendizagem autônoma, e quem quiser utilizar o material do livro para construir outras obras poderá fazê-lo. “Minha intenção é buscar as visões de mundo e as práticas decorrentes que estão ajudando a rumarmos para a (livre) aprendizagem. Garimpo casos, histórias, pessoas e projetos, e tento entender os padrões que emergem deles”, detalha.

Além do livro

O projeto Educação Fora da Caixa tem diversas ações. Além do livro, a iniciativa inclui a pesquisa e a disponibilização de ferramentas úteis a educadores e auto(alter)didatas, encontros, palestras.

A transformação no mundo que Alex sonha não é o fim da pobreza, nem 100% das crianças na escola. É de dentro para fora, é a mudança de olhar. “Comecei a trabalhar pela livre aprendizagem, que é a autopermissão de perseguirmos o que mais faz sentido nos nossos caminhos de educação. A Educação Fora da Caixa é para isso”, diz.

Da teoria à prática

Alex acredita que o principal mecanismo de transformação é o exemplo. “Muitas pessoas têm vontade de iniciar um percurso de aprendizagem independente das instituições. No entanto, não o fazem por não terem um exemplo. Especialmente se esse mundo não te dá um diploma. Isso, inclusive, é o principal questionamento de muita gente em relação ao doutorado informal: como ele é avaliado, validado, certificado? Cada vez mais, tenho acreditado que a avaliação é auto e alter: vem de dentro (acredito que sei) e do outro (confiam que sei)”.

O jovem recorreu ao financiamento coletivo para viabilizar a pesquisa e a publicação do projeto Educação Fora da Caixa, que deve ser lançado no final de 2015 ou nos primeiros meses de 2016. A campanha foi bem-sucedida, com a colaboração de 161 apoiadores. Agora, o Kit Educação Fora da Caixa é a iniciativa mais recente do projeto. A partir dela, Alex lançará um livro digital com conteúdo organizado e revisado sobre ferramentas de aprendizagem.

Alex é um dos exemplos do movimento Mude para o mundo mudar, iniciativa do Instituto Brookfield.