Fundadora do Green Map visita o Brasil

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Wendy (à esquerda) e Maria (à direita da foto). Foto: Maria Oliveira.

No último domingo (27), Maria Oliveira, assessora socioambiental do Instituto Brookfield, encontrou-se com Wendy E. Brawer, fundadora e diretora do Green Map System. Maria entregou os Mapas Verdes do bairro Cidade São Pedro e Colégio Municipal Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, desenvolvidos pela comunidade local, e ainda apresentou uma prévia do Mapa Verde do Bairro Jardins do Cerrado que será lançado em dezembro/2013.

Um dos temas conversados foi o potencial de transformação que os Mapas Verdes têm nas comunidades. A fundadora indicou a publicação que relata os impactos de algumas experiências ao redor do mundo. “Ter a oportunidade de apresentar os Mapas Verdes construídos com as comunidades e dialogar sobre os avanços e desafios com Wendy foi um marco para nós. Nossos mapas agora, além de estarem online, irão compor o acervo geral do Green Map na New York Public Library. Este é um reconhecimento que soma e fortalece os processos que construímos localmente também.”, disse Maria Oliveira.

Material informativo sobre o Green Map. Foto: Maria Oliveira.

Para 2014 a equipe do Green Map pretende lançar novos ícones de mapeamento. O Instituto Brookfield contribuirá para esse processo enviando os ícones criados durante a construção dos Mapas nas regiões em que foram desenvolvidos e participando das discussões relacionadas aos materiais e às metodologias.

Atualmente são 875 projetos cadastrados no Sistema de Mapas Verdes em 65 países do mundo. Wendy ficou dez dias no Brasil participando de eventos, reuniões e conferências que falaram sobre metodologia, experiências, tecnologias e resultados da plataforma e disse que é muito gratificante perceber o quanto o trabalho está contribuindo para um futuro mais sustentável.

Saiba mais sobre o Green Map!

Horta orgânica comunitária busca novos parceiros

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Horta orgânica comunitária no bairro Cidade São Pedro, em Santana de Parnaíba. Foto: Instituto Brookfield.

A horta orgânica comunitária do bairro Cidade São Pedro, em Santana de Parnaíba (SP), é um exemplo de que é possível transformar espaços ociosos em possibilidades de melhorias para a comunidade. O projeto, idealizado pela União dos Moradores do Bairro Cidade São Pedro, é resultado de seu envolvimento com o Programa Escola Amiga da Terra, a partir da construção do Mapa Verde do bairro.

A horta foi feita em um terreno da própria associação, utilizando materiais recicláveis, com a proposta de gerar integração com os moradores, melhoria da paisagem e alimentação saudável de baixo custo para a comunidade. Desde o começo do projeto, quem cuida ativamente dela é o senhor José Moura Neto, presidente da Associação de Moradores do Bairro Cidade São Pedro, com ajuda de mais dois moradores do bairro.

Seu Moura e as colaboradoras da horta. À direita da foto, Maria Oliveira, assessora socioambiental do Instituto Brookfield e facilitadora do Programa Escola Amiga da Terra, durante uma das visitas à horta. Foto: Instituto Brookfield.

“Trouxe a ideia da horta que aprendi em um curso do Programa Escola Amiga da Terra e achei muito bom. Nós a montamos com materiais reaproveitados, como garrafas pet, mostrando para os moradores a importância da reutilização dos materiais”, afirmou ele. As verduras são vendidas no mercado do bairro e o dinheiro da venda é revertido para cobrir os custos de manutenção da própria horta. A ideia é fazer com que os moradores cuidem dela e aproveitem seus benefícios.

Hoje, José Moura Neto busca parceiros para expandir o conceito de horta orgânica no bairro e utilizar terrenos ociosos para que o sonho vire realidade. “Queremos ampliar a sede da associação de moradores. Neste espaço, vamos realizar oficinas de arte com materiais recicláveis e, assim, mobilizar os moradores, conscientizá-los e aumentar a quantidade de hortas na comunidade. Estamos buscando parcerias para realizar os projetos que envolvem a horta, a conscientização ambiental e melhorar a região”, disse.

Leia também:
Entrevista: cuidados com sua horta orgânica.

Serviço:
Para ser um parceiro da horta orgânica comunitária do bairro Cidade São Pedro, fale com o Seu Moura.
E-mail: mouraneto23@hotmail.com
Telefones:  (11) 989817150 // (11) 95550-3022

Horta orgânica do bairro Cidade São Pedro, em Santana de Parnaíba (SP). Foto: Instituto Brookfield.
Horta orgânica do bairro Cidade São Pedro, em Santana de Parnaíba (SP). Foto: Instituto Brookfield.

Participantes da Virada Sustentável falam sobre sua experiência

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Participantes da oficina durante atividade. Foto: Henrique Vilela.

No último domingo (9/06), a Oficina Mapa Verde: experiências do Projeto Heliópolis + Sustentável, Programa Escola Amiga da Terra e Projeto Ambientes Saudáveis fez sucesso com os participantes da Virada Sustentável. A oficina contou com 28 participantes e aconteceu no Parque da Água Branca, Zona Oeste de São Paulo.

Realizada pelo Instituto Brookfield, em parceria com a UNAS Heliópolis, a oficina teve o objetivo de compartilhar experiências de diagnóstico participativo das duas organizações, que trabalham com a metodologia Green Map, visando construir comunidades mais sustentáveis. O público foi diverso e participativo. A oficina durou cerca de 3h30 e teve como prática o a construção do Mapa Verde do Parque, elaborado pelos participantes e acompanhado pelos monitores.

Para Maria Lúcia Vieira Libois, diretora do Parque da Água Branca, a oficina foi nota dez. “Gostaria de arrumar um parceiro para fazermos o Mapa Verde oficial do parque. Vi que, com o mapa, nós conseguimos olhar o espaço com outros olhos, em todos os seus detalhes. Seria muito legal para a gente ter esse mapa, até mesmo para o frequentador perceber todos os nossos espaços. Seria interessante fazer esse Mapa Verde para as pessoas entenderem mais o parque, de uma forma mais completa”.

Ronaldo Higa, administrador, participante da oficina, gostou da proposta do mapa, e pretende ir para a parte prática. “Achei a ideia bem interessante. Pena que é uma ferramenta que não está tão divulgada aqui no Brasil. Seria interessante que aumentasse. Nada melhor do que as próprias pessoas que moram nas comunidades para dar essa contribuição. Se cada um fizer a sua parte, podemos reunir informações importantes. Isso facilita a vida dos moradores, além de integrá-los. Faz com que conheçam mais a região. Estou me aprofundando aos poucos no assunto, para ajudar a minha comunidade e o meu trabalho”, afirmou.

No caso do Marcelo Borges Leal, jovem que participou do Projeto Heliópolis + Sustentável, a experiência do mapeamento foi diferente, com outro foco. “Eu achei diferente, porque o parque era um local que eu não conhecia. Fazer o mapeamento e saber de que forma ele funciona foi muito bom. Fizemos em Heliópolis, voltado mais para a questão da urbanização, para o meio ambiente. O Mapa Verde é importante para a gente ver o que tem e o que precisa ser feito na comunidade. Identificar os pontos e, assim, saber como fazer. Algumas coisas em Heliópolis estão mudando. O mapeamento veio para incrementar, para melhorar a região junto com outros projetos”.

E você? Ficou interessado pelo assunto? Compartilhe suas experiências nos comentários!

Programa envolve alunos de escola pública para melhorar comunidade e apresenta resultados de 2012

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Foto: Reprodução do site Green Map

Em 2012, mais jovens se engajaram no desenvolvimento local do bairro Cidade São Pedro, em Santana de Parnaíba, Grande São Paulo, com a orientação do Programa Escola Amiga da Terra (PEAT), do Instituto Brookfield. Alunos do Colégio Municipal Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, participantes do Programa, fizeram parte da construção do diagnóstico participativo, com a utilização da ferramenta online Mapa Verde (Green Map). Orientados pelo professor de geografia Alam Felix, alunos das turmas da 7ª, 8ª e 9ª série do Ensino Fundamental conseguiram atingir os objetivos focados em melhorar a região, e toda a comunidade será beneficiada com o trabalho realizado.

A partir da proposta do Programa, os alunos reconheceram e investigaram o bairro em que vivem. Isso possibilitou um maior envolvimento, cuidado e conscientização de suas ações no local. Eles também registraram tudo o que viram, com fotos, para auxiliar a atualização do Mapa Verde do bairro na Plataforma Green Map. Engajados e animados com as possibilidades, fizeram um levantamento das principais potencialidades e pontos de melhoria do bairro – os alunos apuraram essas informações com a comunidade, como parte da continuidade do trabalho iniciado em 2010.

Trabalho realizado

Vista aérea do bairro Cidade São Pedro feita pelos participantes do Programa. Foto: Programa Escola Amiga da Terra / Instituto Brookfield

Durante seis meses, os alunos precisaram aprender a partir da pesquisa dos temas do Mapa Verde. Houve investigação, especialmente sobre água e resíduos no bairro. Entre as principais questões levantadas, estava a reclamação da comunidade sobre a falta d’água, especialmente nos finais de semana. Segundo o estudo feito por eles, muitos moradores desperdiçam água também. Nesse processo, alguns participantes do Programa perceberam que faziam a mesma coisa durante o banho e que precisavam rever os seus hábitos.

A coleta seletiva, um dos resultados do projeto, foi identificada pelos moradores como uma atividade importante para o bairro. Segundo eles, há muito que ser feito, especialmente nos terrenos e áreas verdes, que acabam sendo depósito de entulhos.

Os estudantes também fizeram uma pesquisa de campo com foco no enriquecimento da versão mapa online (levantamento de informações, fotos e preenchimento da planilha de inserção de ícones). O objetivo era que cada um usasse seu próprio celular e câmeras digitais para mapear as ruas de suas casas e o trajeto até a escola. Eles tiraram fotos de desmatamento, pontos de encontro, escolas, pontos de coleta seletiva, entre outras imagens, para inserir na plataforma. A partir das informações coletadas pelos participantes,o Instituto Brookfield ficou responsável por inseri-las na ferramenta Green Map.

Uma das fotos feitas no bairro São Pedro para incluir no Green Map. Foto: Programa Escola Amiga da Terra / Instituto Brookfield

Para Maria Oliveira, assessora socioambiental do Instituto Brookfield, o trabalho do PEAT realizado no ano passado teve um destaque no uso dos recursos educativos digitais (RED). “Em 2012, o trabalho foi muito interessante, pois ampliamos o uso de recursos educativos digitais e os alunos tiveram a oportunidade de manusear a ferramenta do Mapa Verde em sala de aula e em casa. Eles utilizaram câmeras de celulares para registrar aspectos sociais, ambientais e culturais do seu bairro, fizeram reflexões sobre o que foi identificado e aprenderam como isso pode ser compartilhado na rede internacional de Mapas Verdes, por exemplo. Este trabalho gerou melhorias no processo de ensino-aprendizagem, além de um olhar mais atento dos educandos para o espaço onde vivem”, disse.

Plataforma online aumenta participação de jovens em sala de aula

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Diariamente, Alam Damião Félix da Silva Alves, professor de Geografia, busca conscientizar seus alunos em relação aos cuidados com o meio ambiente. Não parece ser uma tarefa fácil: por semana, ele dá 62 aulas, em três escolas. O tempo é curto, a vida dele é uma correria, mas Alam se desdobra e adora estar entre os seus alunos.

Professor Alam durante uma das suas aulas, com o Mapa Verde na lousa digital. Foto: Instituto Brookfield.

Um dos locais em que ele leciona é o Colégio Municipal Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, que participa do Programa Escola Amiga da Terra – com um projeto de diagnóstico participativo que utiliza a ferramenta do Mapa Verde (Green Map). Esse trabalho conta com a participação de professores e alunos na produção de mapas verdes que permitem diagnosticar a forma participativa a realidade da região e contribui para que crianças e adolescentes tenham consciência sobre a situação do bairro em que vivem. A partir deste diagnóstico, fica mais fácil melhorar o planejamento do local como um todo, além de deixar a população ciente dos serviços existentes e melhorar a qualidade de vida de toda a população. Tudo isso com a ajuda da ferramenta do Green Map, que pode ser acessado e atualizado online pelos alunos que participam do programa.

Será que o fato de trabalhar com essa ferramenta modificou a rotina na sala de aula? O professor afirma que sim. “Em sala de aula, o interesse dos alunos por este tema aumentou cerca de 75%. Quanto mais novo o aluno, maior o interesse em aprender”, disse. “Mesmo com pouco tempo para falar desse tema, eu consigo bons resultados. Busco sempre levar algo diferente para trabalhar com eles”, completou.

A dinâmica em sala de aula

Durante as aulas, o professor utiliza a lousa digital. “Com o uso da tecnologia, eles ficam mais atentos, mais concentrados no conteúdo que tenho para passar. Há mais movimento, mais vida. E, durante o projeto, na realização do mapeamento, os alunos fazem fotos com o celular, vídeos e inserem no Green Map, dando continuidade ao mapeamento. Atualmente, é importante utilizar esses recursos em sala de aula”, disse.

No Juscelino Kubitschek, o projeto foi dividido em etapas com atividades diferentes para cada turma. Por exemplo, enquanto uma turma faz o registro das fotos, a outra é responsável pelo envio delas via internet. Isso fez com que as turmas participassem juntas de todo o processo de mapeamento.

Resultados

Segundo ele, a participação no Programa Escola Amiga da Terra melhorou também a participação dos alunos em sala de aula. “O fato de trabalhar com internet auxilia bastante. Eles gostam de tecnologia e se sentem mais motivados em participar da aula”, disse.

Para Alam, os efeitos das aulas já apareceram e, apesar de não ter terminado o ano, muitos alunos já mostraram que vão multiplicar o trabalho aprendido na escola. “Nós plantamos a semente. Estamos preparando os alunos para que eles possam continuar o trabalho, abastecer o sistema do Mapa Verde e divulgar para outras pessoas. Uma vez mapeado o problema, todos nós podemos correr atrás de soluções”, contou.