Câmeras ajudam a monitorar fauna da Reserva Biológica Tamboré

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borboleta
Borboleta na Reserva Biológica Tamboré. Foto: Instituto Brookfield.

Há quase dez anos, o Instituto Brookfield faz a gestão da Reserva Biológica Tamboré, em Santana de Parnaíba (SP). Entre suas atividades, destacam-se o trabalho para agregar organizações, pessoas e atividades que gerem mais impacto no entorno da reserva, procurando tecer redes que construam soluções para um desenvolvimento socioambiental sustentável na região.

A Reserva Tamboré é a maior reserva biológica brasileira inserida em área urbana, com 18 nascentes,142 espécies de aves catalogadas; 37 espécies de mamíferos; 42 espécies de répteis e 197 espécies botânicas. “Essa condição de localização em área urbana exige um programa de gestão ambiental diferenciado”, conta Elifas Alves, técnico responsável pela Gestão Ambiental da Reserva.

Hoje, é mantido um trabalho de integração com o entorno por meio de parcerias com a empresa Práxis Socioambiental e o Conselho de Defesa do Meio Ambiente Municipal Sustentável — CONDEMAS. As equipes do Instituto também participam das reuniões do Conselho de Meio Ambiente Sustentável do Município de Santana de Parnaíba. “Nessas reuniões, expomos os problemas e as ações que estão sendo desenvolvidas”, explica Elifas.

Abaixo, confira trechos da entrevista feita pelo Instituto Brookfield com o técnico responsável pela Gestão da Reserva.

Que ações têm sido realizadas para preservar a Reserva?
No Plano de Gestão Ambiental da Reserva Biológica Tamboré realizamos ações técnicas que contemplam a recuperação geodinâmica do solo, o manejo florestal, ações de proteção e conservação da fauna e da flora, e a conservação dos córregos e nascentes. Um dos trabalhos que destaco é a recuperação da mata nativa das nascentes (principalmente de mata ciliar, para proteção e recuperação das nascentes existentes dentro da reserva). Também vale ressaltar a atividade de manejo florestal — desenvolvida em parceria com a Prefeitura, o grupo CCR, a Brasverde e a empresa Jaguari — em que já houve o plantio de mais de 20 mil árvores do bioma de Mata Atlântica. As principais ações de recuperação geodinâmica do solo acontecem em parceria com as empresas que possuem empreendimentos no entorno da reserva, como é o caso da Brookfield.

Quais são os desafios da Reserva?
A conscientização dos moradores do entorno e de prestadores de serviço é um dos principais desafios. Realizamos um trabalho constante de vistorias de monitoramento, com equipe especializada e a Prefeitura. Além disso, contamos com a ajuda dos moradores dos condomínios da região e realizamos um trabalho de conscientização com todos os empreendimentos do entorno – entramos em contato com as empresas que estão preparando novos lançamentos, para que seja feita uma gestão adequada, que permita a conscientização de todos os envolvidos.

De que forma é feita a segurança da Reserva?
É feita pela Guarda Municipal, que faz rondas e vistorias no entorno. Além disso, o Instituto Brookfield, por meio das empresas prestadoras de serviços e em parceria com os técnicos do Departamento de Meio Ambiente de Santana de Parnaíba, realiza o monitoramento interno da Reserva.

Como acontece o monitoramento da fauna?
É feito como um controle por meio do sistema de câmeras — tanto fotos quanto vídeos —, em pontos estratégicos da prefeitura e por técnicos responsáveis pela gestão da Reserva, que é feito com ajuda e supervisão dos biólogos. A partir desse sistema, conseguimos registrar e filmar a presença em pontos de deslocamentos da nossa fauna. Nesse controle, realizamos ações de monitoramento dos mamíferos, dos répteis e das aves.

O que a população do entorno pode fazer para ajudar na preservação?
A população tem um papel importantíssimo. Nesse contexto, ela pode ajudar informando o que acontece perto da reserva. Qualquer ação ou movimentação estranha deve ser reportado, como pessoas que destinam, de forma irregular, resíduos de construção; pessoas que forçam entrada com veículos na reserva; atropelamento de animais no entorno e, principalmente, focos de incêndio. Também é importante que a população participe das reuniões do CONDEMAS — que acontecem na terceira quarta-feira de cada mês, no Centro de Sustentabilidade de Alphaville (CES). Com a população engajada, acompanhando os projetos, será possível realizar um trabalho adequado, que consiga manter as condições de preservação e conservação da área.

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