Guardiões da Reserva: conheça histórias inspiradoras de quem busca preservar áreas verdes

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Talvez você não viva próximo à Reserva Biológica Tamboré ou talvez seja um dos muitos moradores de Santana de Parnaíba que passam pertinho dela todos os dias. De uma forma ou de outra, queremos aproximar o público aqui do blog do dia a dia de uma das maiores unidades de conservação brasileira em perímetro urbano!

E para inspirar atitudes de preservação, não só em relação a ela, mas a todas as áreas verdes urbanas e não urbanas, lançamos o Guardiões da Reserva, uma iniciativa que contará histórias de pessoas que cuidam desses espaços. Acompanhe, a partir de hoje.

Amor verde

O interesse do biólogo Renato Bacchi pela Reserva Biológica Tamboré começou em 2009, quando morava no Tamboré 6 — condomínio localizado em frente à Reserva. Todo dia se perguntava o que era aquela área e se ela estava sendo preservada. Um dia, por meio do jornal Ecos da Reserva, que o Instituto Tamboré (atual Instituto Brookfield) distribuía nos condomínios, ficou sabendo exatamente o que era.

Foi aí que Renato entrou em contato com o Instituto Brookfield e acabou participando de um projeto de educação ambiental, desenvolvido com as escolas do entorno. Desde então, não parou mais de se envolver com a Reserva.

Atualmente, participa do grupo de trabalho que contribuiu para a elaboração do Plano de Manejo da Reserva. Durante a conclusão do seu curso de especialização em gerenciamento ambiental, a Rebio Tamboré, também virou tema de sua monografia: Serviços ecossistêmicos fornecidos por uma unidade de conservação em área urbana: o caso da Reserva Biológica Tamboré, Santana de Parnaíba – SP. “Com este trabalho, espero contribuir com o planejamento de gestão da reserva”, afirma.

Confira abaixo trechos da entrevista do Instituto Brookfield com Renato Bacchi.

Instituto Brookfield: Por que escolheu a Reserva como tema da sua especialização?
Renato Bacchi: Essa escolha se deu durante uma das reuniões do grupo de trabalho para a elaboração do Plano de Manejo. Percebi que um levantamento, ainda que inicial, dos serviços ecossistêmicos fornecidos pela Rebio Tamboré, e uma discussão sobre estes serviços poderia contribuir tanto com o Plano de Manejo quanto para as futuras ações na área. Um olhar mais focado sobre estes serviços pode ajudar para que a população do entorno e o poder público comecem a enxergar a reserva como uma fonte importantíssima de qualidade de vida e até manutenção da estrutura urbana, como prevenir enchentes.

Instituto Brookfield: O que é mais importante quando o assunto é preservar a Reserva?
Renato: É importante que a comunidade saiba que a Rebio Tamboré existe e que ela é uma unidade de conservação protegida por lei. Os moradores precisam entender os benefícios que uma área deste tamanho, preservada como está, traz para todos nós. A Rebio Tamboré é de todos nós, da população em geral. Cada um deveria querer cuidar da sua reserva, não por obrigação, mas por gratidão ao que ela oferece.

Instituto Brookfield: Qual o seu sonho para a Reserva Biológica Tamboré?
Renato: Meu sonho é que ela continue eternamente preservada, com apoio da população e do poder público. Sonho que políticas de preservação contribuam com a ligação da Rebio Tamboré com a Serra do Japi e outras áreas preservadas, por meio de corredores ecológicos. Espero que a Rebio Tamboré contribua ativamente para a educação ambiental da comunidade, gerando diversos agentes que propaguem e ajam pela preservação de outras áreas. Sonho também que a Rebio Tamboré sirva de inspiração para a criação de mais unidades de conservação em meio urbano, mostrando como ela traz benefícios para a região onde está inserida.

Foto: Deborah Catherine Fox.

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