17 Ago 12 7h06
Srie Reciclagem na prtica

Série Reciclagem na Prática – Curitiba (PR)

Hoje vamos falar sobre a coleta seletiva e a reciclagem de Curitiba, no Paraná. De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Curitiba, a coleta de resíduos recicláveis atende todas as regiões da cidade e, diariamente, recolhe 555 toneladas de lixo reciclável das ruas de Curitiba. Atualmente, vão para reciclagem 25,7% de todo resíduo domiciliar coletado.

Coleta de Lixo que não é Lixo na rua Santa Bertila Boscardin, Santa Felicidade. Foto: Luiz Costa/SMCS

Acompanhe o roteiro com dicas e um panorama da coleta na cidade que oferece serviços diferenciados relacionados à coleta seletiva, como a troca de reciclável por alimentos. No final, confira o depoimento da Marisa Abrantes Boroni Valério e do Luís Celso Jr., moradores da cidade, sobre a situação do serviço.

Roteiro Reciclagem na Prática de Curitiba:

>> Saiba a frequência da coleta de lixo em Curitiba:
Website: http://coletalixo.curitiba.pr.gov.br/

>>Serviço Lixo que não é lixo em condomínios
Website: www.curitiba.pr.gov.br/servicos/cidadao/lixo-que-nao-e-lixo-em-condominios-residenciais/1069

O Câmbio Verde, que troca lixo reciclável por frutas e verduras frescas, já conta com mais de 90 pontos na cidade. Foto: Luiz Costa/SMCS (arquivo)

>> Conhece a troca de lixo reciclável por alimentos?
> Programa Câmbio Verde:
Telefone: (41) 3338-8399
Website: www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/cambio-verde-smma-secretaria-municipal-do-meio-ambiente/344

>> Programa Compra de lixo (Prefeitura Municipal de Curitiba):
Website: www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/compra-de-lixo-smma-secretaria-municipal-do-meio-ambiente/343

>> Serviço de cadastro eletrônico de resíduos especiais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Curitiba:
Este serviço é importante para a população ficar atenta, e também para os revendedores e distribuidores de produtos que dão origem aos resíduos especiais.
Telefone: (41) 3350-9212
Email: residuosespeciais@smma.curitiba.pr.gov.br
Website: http://residuosespeciais.curitiba.pr.gov.br/Publico/Inicial.aspx

>> Onde descartar o óleo de cozinha usado?
> Serviço da Prefeitura de Curitiba:
Para ser entregue, o óleo deve estar armazenado num recipiente transparente, de preferência garrafa Pet. O material coletado pela Prefeitura é encaminhado para reciclagem e volta à cadeia produtiva em forma de material de limpeza, lubrificante de máquinas e outros derivados. Além da coleta nos terminais de ônibus, a Secretaria do Meio Ambiente também recolhe o óleo de cozinha nos 98 pontos do Câmbio Verde.

> Encontre ecopontos para descarte de óleo – Serviço do site da Ecóleo:
Website: http://www.ecoleo.org.br/ecopontos/pr.html#

Na imagem, coleta seletiva pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Lixo Eletrônico. Foto:Cesar Brustolin/SMCS

>> Coleta do lixo tóxico? Veja o Serviço da Prefeitura Municipal de Curitiba.
Pilhas, baterias, toners, embalagens de inseticida, tintas, colas, solventes, remédios vencidos, óleo de cozinha e lâmpadas fluorescentes, em pequenas quantidades, devem ser separados pela população e entregues nos terminais de ônibus. Nas datas marcadas, um caminhão de coleta especial recolhe o material. Saiba mais:
Website: www.curitiba.pr.gov.br
Telefone: 156

>> O que fazer com seu lixo eletrônico (equipamentos eletrônicos velhos)?
Veja algumas dicas:

> Deixe no Lixo que não é Lixo
Os equipamentos eletrônicos recolhidos pelo caminhão da coleta seletiva são levados para uma central de reciclagem, em Campo Magro. A cada três meses, o material é leiloado e a renda é retomada para financiar o Lixo que não é Lixo.
Veja os dias e horários em que o caminhão passa na sua rua.
Website: http://geocoletalixo.curitiba.pr.gov.br/reciclavel.aspx

> Doe para o museu da UTFPR
A peça tem algum valor histórico? Entre em contato com o museu tecnológico da UTFPR.
Telefone: (41) 3310-4545 (responsável: professor Luiz Augusto Pelisson).

> Venda como sucata
Algumas empresas compram o lixo eletrônico. Em muitos casos, o valor é simbólico, como R$ 2 por um computador.

- Reciclatech: busca os aparelhos na sua casa ou empresa.
Telefone: (41) 3606-9623
E-mail: reciclatech@reciclatech.com.br.

- Hamaya do Brasil, em Fazenda Rio Grande: não busca o material, mas compra por quilo.
Telefone: (41) 3060-3500.

> Dê para uma entidade assistencial
Há muitas organizações que precisam de materiais de informática e aceitam doações, desde que eles estejam funcionando. O projeto ETM adapta computadores para pessoas que têm graves dificuldades motoras.
Telefone: (41) 9946-2966
E-mail: exandrehenzen@hotmail.com

> Doe para associação de reciclagem
O Instituto Brasileiro de Ecotecnologia é uma organização sem fins lucrativos, recomendada pela prefeitura de Curitiba para recolher lixo eletrônico domiciliar. O instituto solicita que seja informado o endereço, o telefone de contato e uma descrição do material, que dê ideia do volume que será coletado.
E-mail: falecom@biet.org.br
Telefone: (41) 9932-0168.
Website: www.biet.org.br

Como funciona a coleta de lixo em Curitiba

Curitiba tem duas iniciativas públicas para coletar materiais recicláveis: o Câmbio Verde (começou em 1991), que troca lixo reciclável por frutas e verduras frescas, e o Lixo que Não é Lixo (começou em 1989) com caminhões que recolhem detritos reaproveitáveis em toda a cidade, três vezes por semana.

O programa Lixo que Não é Lixo tem grande parceria e envolvimento da população. Já o programa Câmbio Verde conta com 98 pontos na cidade. A cada mês, 260 toneladas de lixo reciclável são trocados por 80 toneladas de alimentos que beneficiam milhares de famílias. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, cada quatro quilos de lixo reciclável são revertidos em um quilo de alimento. Óleo de cozinha usado também pode ser trocado. Cada dois litros depositados em garrafa pet são trocados por um quilo de frutas e verduras.

Quanto à destinação de todo o material recolhido, ele é encaminhado à Usina de Valorização de Rejeitos, administrada pelo Instituto Pró-Cidadania de Curitiba. Depois de separados, os materiais são vendidos para indústrias que os utilizam como matéria-prima. Toda a renda é revertida para ações sociais.

Com a palavra, os moradores de Curitiba

Marisa Abrantes Boroni Valério, jornalista.

Marisa Abrantes Boroni Valério, jornalista. Foto: Arquivo pessoal

Curitiba se antecipou, há 20 anos, com um programa de coleta seletiva cuja principal ousadia era transformar as residências em miniusinas de separação de lixo. Uma campanha publicitária intensa e extensa, que durou vários anos, ensinava que “lixo que não é lixo não vai pro lixo”, e muita gente comprou cestos para o “lixo” e para “lixo que não é lixo”, recolhidos por caminhões diferentes, em dias e horários diferentes. O caminhão do lixo reciclável se anunciava batendo um sino. E a ideia pegou com a ajuda dos personagens da família Folhas, bonecões feiosos, mas simpáticos, que também passaram a fazer parte da campanha educativa nas escolas municipais. As crianças foram conquistadas e multiplicavam, em casa, as noções de que era preciso separar o lixo para salvar árvores e preservar o ambiente.

Em pouco tempo, a cidade separava 25% do lixo reciclável que produzia, o que espichou, em alguns anos, a vida útil do aterro sanitário, encerrado no ano passado. De lá para cá, porém, a cidade mudou muito. Recebeu moradores de outros lugares, que não conhecem essa história, não foram educados para a separação e para a reciclagem. Pouquíssimas campanhas foram desenvolvidas para alimentar o programa e muita gente nem ouviu falar em “lixo que não é lixo”.

Quem aprendeu, no entanto, nunca esquece. Ainda hoje, além de separar o lixo, muitos curitibanos guardam, em casa, lâmpadas, remédios, restos de tinta e outros detritos para entregar a um caminhão que nem sequer passa em suas casas, mas fica parado no terminal de ônibus da vizinhança. Eles têm um conhecimento ainda mais avançado sobre separação: o de que há um tipo de lixo que não pode ser misturado aos outros, porque é tóxico. E zelam por isso sem qualquer reforço da mídia. Fico imaginando o quanto avançaríamos se a prefeitura voltasse a investir no programa!

Luis Celso Júnior, jornalista.

A coleta de lixo, no geral, é bem eficiente por aqui. Tanto a remoção do lixo residencial quanto a limpeza das ruas funciona bem. A coleta de lixo reciclável já foi melhor. Curitiba foi pioneira nesse sentido no País, se não me engano, com uma grande campanha publicitária do governo estimulando a separação do lixo. As pessoas criaram o hábito e o mantiveram por muito tempo. Hoje, vejo certo relaxamento nesse sentido. A coleta especial continua existindo, mas me parece que a população não está mais separando tão bem. Outro fato que contribui para Curitiba ter um sistema mais eficiente nesse sentido é o próprio hábito da população, que, em sua maioria, respeita os espaços públicos, não jogando lixo em lugares indevidos.

Comentários

Enviado em 01/02/2014 as 16:26

Renata Solon disse:

Precisa retornar a campanha de lixo não é lixo, vejo que meus vizinhos só reciclam coisas grandes que não conseguem ir para o orgânico, mas vejo eles colocando latas, potes comuns no lixo orgânico no dia da coleta… sendo que este material é reciclável.

Enviado em 17/02/2014 as 10:54

JOAO LUIZ disse:

BOM INSTITUTO BROOKFIELD.
COMO INICIAR UMA CAMPANHA,COLETA SELETIVA, TÃO BONITA COMO ESSA DE VOCÊ NO MEU MUNICÍPIO.
GOSTARIA DE RECEBER ALGMAS DICAS OU QUEM ALGUM MATERIAL.
AGUARDO RESPOSTA.

Enviado em 07/03/2014 as 17:55

Instituto Brookfield disse:

Oi, Renata

Que bom que está alerta em relação ao problema. Parabéns! Você pode colaborar entrando em contato com a Prefeitura para avisá-los sobre a situação. A participação da comunidade é fundamental.

Continue com a gente no blog e nas nossas mídias sociais (Facebook e Twitter)! Frequentemente publicamos notícias e iniciativas de meio ambiente relacionadas à cidade.

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Abraço,

Equipe Instituto Brookfield



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