Queda de árvores em SP: o que tem sido feito

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Praça com duas árvores em destaque. Um banco próximo delas em um dia ensolarado.
Praça com duas árvores em destaque e um banco vazio. Foto: Pixabay.

Estamos às vésperas do período de chuvas mais intensas em São Paulo, quando ocorrem mais quedas de árvores. Você sabe o que tem sido feito para minimizar esse problema na cidade?

Para a urbanista Pérola Felipette Brocaneli, as ações preventivas são essenciais para que isso aconteça. “É preciso investir em políticas públicas que promovam catalogação da vegetação arbórea urbana e escolha de espécies de porte adequado e mais resistentes ao clima urbano”, defende. Ela ressalta também a necessidade de realizar o monitoramento da vegetação, no que tange: manutenção, poda, irrigação, fertilização, crescimento, dentre outros fatores relevantes; boa gestão de um plano de manejo da vegetação.

Em agosto de 2015, a Prefeitura de São Paulo lançou o Plano Intensivo de Manejo Arbóreo (PIMA) com o objetivo de reforçar o manejo de árvores e reduzir o risco de quedas nas vias da cidade durante o período de chuvas. Para isso, foram contratadas 13 equipes novas que atuam em oito subprefeituras onde o problema é mais sensível (Sé, Pinheiros, Vila Mariana, Santo Amaro, Ipiranga, Butantã, Lapa e Mooca).

Juntos, esses locais respondem por 62% das quedas registradas nos últimos dois anos e 44% das demandas de Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC). “Precisamos de mais investimentos em tecnologia para que essa gestão seja efetiva, em que caiam menos árvores e tenhamos uma previsão melhor das espécies em risco de queda”, afirma Pérola.

Ações realizadas

Segundo informações da Prefeitura, o trabalho de manejo de árvores é diário e feito em diferentes frentes de atuação, com atividades de poda, vistoria, remoção e replantio. Ao todo, foram mapeados 650 mil exemplares de várias espécies em São Paulo, plantadas nas mais diversas condições nas vias da cidade.

No trabalho preventivo, há vistorias das árvores que são realizadas por 74 engenheiros agrônomos, divididos nas 32 subprefeituras. Os profissionais, com base no cadastro de cada exemplar no Sistema de Gerenciamento das Árvores Urbanas (SisGau), rondam os bairros onde atuam e fazem uma avaliação com base em 80 itens técnicos para determinar se aquela árvore está doente ou se há risco de cair.

Caso alguma árvore esteja com fungo ou severamente inclinada, é feito o pedido de remoção, que deve ser autorizado pelo subprefeito. Desde 2013 até agosto deste ano, foram realizadas 59.353 remoções de exemplares doentes e com risco de queda em toda a capital paulista. Mensalmente, as equipes das subprefeituras removem mais de 1.320 árvores, uma média de 44 por dia.

Há ainda um trabalho de podas das árvores, realizado pelas 32 subprefeituras — mais de 300, em média, a cada 24 horas. Dados da Coordenação das Subprefeituras, do início de 2013 até agosto de 2016, 408.246 árvores foram podadas pelas equipes das administrações regionais. São mais de nove mil por mês.

Assim como a remoção, a poda segue uma série de diretrizes, e não é feita de qualquer maneira. A Prefeitura pede que os cidadãos só abram chamadas no SAC quando a demanda for procedente, até mesmo para que as equipes e os engenheiros não sejam mobilizados sem necessidade, deixando de atender outra árvore que precisa de remoção ou poda.

As ações de plantio que fazem parte do ciclo de manejo são de grande importância para que as árvores estejam adequadas aos ambientes em que serão plantadas e para que vivam por mais tempo e ofereçam menos risco de quedas.

No plantio, é preciso se atentar para o espaço, largura do calçamento, acessibilidade da área onde se pretende plantar a árvore e a espécie que vai se adequar melhor àquele espaço. Em média, são plantadas 33 árvores nas vias de toda a cidade de São Paulo diariamente.

Para solicitar poda de árvores e outros serviços da Prefeitura, entre em contato pelo SAC.

Com informações da Prefeitura de São Paulo.

Conheça os principais guias de aves gratuitos para baixar

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Estima-se que no Brasil haja, aproximadamente, 1.919 espécies de aves (CBRO, 2014), sendo o terceiro maior em diversidade de espécies no mundo. O estado de São Paulo apresenta cerca de 680 espécies. Aprender a identificá-las é uma forma de nos aproximar ainda mais da natureza, conhecê-las e ajudar na sua preservação. Os guias de aves são ferramentas facilitadoras para que isso aconteça.

O Instituto Passarinhar incluiu o Guia das Aves da Reserva Biológica Tamboré, em Santana de Parnaíba (SP), em uma lista com 15 guias de identificação de aves, totalmente gratuitos.

1) Aves do Acre
O guia Aves do Acre tem a proposta de agrupar, em um único volume, todas as informações sobre as aves do Acre. É uma obra de referência para consulta, não apenas pela Academia (desde o nível primário ao superior), mas também para ser utilizado por toda a sociedade.

2) Aves da Estação Ecológica de Carijós
A obra reúne fotografias e informações científicas de todas as 227 espécies já registradas nessa unidade de conservação.

3) Guia de aves Mata Atlântica Paulista
Este é um dos mais completos guias sobre aves que vivem em ambientes serranos como florestas de encostas, topos de morros e campos de altitude.

4) Aves da cidade de São Paulo
O livro reúne 97 espécies escolhidas por serem facilmente avistadas em 63 parques municipais.

5) 100 Aves do Parque Nacional da Serra da Canastra (MG)
O guia apresenta um pouco da diversidade de aves que habita o Parque Nacional da Serra da Canastra.

6) Voo pela Fiocruz – Guia de Aves
Guia ilustrado com espécies de pássaros que habitam o campus da Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz. Nessa área, há uma grande diversidade biológica.

7) Que bichos moram no Jardim Botânico do IB-Unesp Série: Aves 
Desde 2010, os pesquisadores do IB reúnem informações sobre as espécies nativas, com análise da incidência de aves migratórias presentes naquela área.

8) Guia das Aves da Reserva Biológica Tamboré
Com realização do Instituto Brookfield e da SAVE Brasil, a Reserva Biológica Tamboré é uma das iniciativas criadas para despertar a curiosidade pela observação e contemplação das aves da região, assim como incentivar a comunidade a atuar como sua guardiã. No guia, você encontrará 50 espécies de aves com características e funções ecológicas diversas, além de dicas para a sua observação.

9) Aves migratórias no Pantanal
O livro tem uma lista de espécies com fotos, informações sobre o seu habitat, ocorrência e características. É ideal para quem quer conhecer a riqueza das aves do Pantanal.

10) Guia de Campo: Aves do Parque Nacional do Cabo Orange
O guia reúne as aves que habitam os 619 mil hectares do Parque Nacional do Cabo Orange, no Amapá.

11) Guia de Aves da RPPN Alto-Montana (MG)
A RPPN Alto-Montana abriga um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica da região — na área, já foram registradas cerca de 270 espécies de aves, muitas delas ameaçadas de extinção.

12) Aves da Mata Atlântica do Nordeste
A publicação divulga a rica biodiversidade da Mata Atlântica do Nordeste e sensibilizar as pessoas para a importância de sua preservação. Ele reúne fotografias coloridas de alta qualidade das 62 espécies de aves e informações básicas sobre a biologia de 46 espécies.

13) Guia de Aves Fundação Ezequiel Dias
Elaborado para que a rica diversidade de aves, que vivem e/ou visitam as áreas da Funed, seja conhecida.

14) Aves Costeiras de Icapuí
O livro apresenta características e hábitos de cada uma dessas espécies, orientando observadores inexperientes e, também, os já experientes na apreciação dos pássaros.

15) Guia das Aves. Parque Natural Municipal da Atalaia
São mais de 80 espécies classificadas de acordo com o tamanho, a coloração e a alimentação. São citados até os pontos do Parque em que as aves podem ser encontradas.

Com informações do site Conexão Planeta.

Reserva Biológica Tamboré conta com novas espécies nativas de Mata Atlântica

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Vista aérea da Reserva Biológica Tamboré.
Vista aérea da Reserva Biológica Tamboré. Foto: Instituto Brookfield.

Em parceria com a Prefeitura de Santana de Parnaíba (SP) e a empresa Jaguari, o Instituto Brookfield vem promovendo o enriquecimento da flora no anexo nº 3 da Reserva Biológica Tamboré — localizado na Avenida Cid Vieira de Souza, em frente ao condomínio Tamboré 10. Esse trabalho é feito com o plantio de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, selecionadas pelo Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura.

Na primeira fase, ocorreu a supressão de eucaliptos em uma área de 70 mil metros. Na segunda etapa, houve o plantio de 1.500 mudas de espécies nativas do bioma da Mata Atlântica, que vão ocupar 15 mil metros dessa área. De acordo com Elifas Alves, técnico responsável pela Gestão Ambiental da Reserva, uma equipe está selecionando novos projetos para o plantio nos 55 mil metros restantes de área da Reserva. A empresa responsável pelo plantio deve acompanhar o crescimento das mudas (realiza ações de conservação) ao longo de 20 anos.

Ao fazer o enriquecimento da flora, muitos são os benefícios alcançados. “Há um aumento da presença de avifauna no interior da Reserva; melhoria na qualidade da alimentação dos animais, com aumento de árvores frutíferas; além de melhoria na qualidade do ar e do clima também”, destaca Elifas.

O plantio das 1.500 mudas tem previsão para ser concluído até meados de dezembro deste ano.

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Câmeras ajudam a monitorar fauna da Reserva Biológica Tamboré

Câmeras ajudam a monitorar fauna da Reserva Biológica Tamboré

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Borboleta na Reserva Biológica Tamboré. Foto: Instituto Brookfield.

Há quase dez anos, o Instituto Brookfield faz a gestão da Reserva Biológica Tamboré, em Santana de Parnaíba (SP). Entre suas atividades, destacam-se o trabalho para agregar organizações, pessoas e atividades que gerem mais impacto no entorno da reserva, procurando tecer redes que construam soluções para um desenvolvimento socioambiental sustentável na região.

A Reserva Tamboré é a maior reserva biológica brasileira inserida em área urbana, com 18 nascentes,142 espécies de aves catalogadas; 37 espécies de mamíferos; 42 espécies de répteis e 197 espécies botânicas. “Essa condição de localização em área urbana exige um programa de gestão ambiental diferenciado”, conta Elifas Alves, técnico responsável pela Gestão Ambiental da Reserva.

Hoje, é mantido um trabalho de integração com o entorno por meio de parcerias com a empresa Práxis Socioambiental e o Conselho de Defesa do Meio Ambiente Municipal Sustentável — CONDEMAS. As equipes do Instituto também participam das reuniões do Conselho de Meio Ambiente Sustentável do Município de Santana de Parnaíba. “Nessas reuniões, expomos os problemas e as ações que estão sendo desenvolvidas”, explica Elifas.

Abaixo, confira trechos da entrevista feita pelo Instituto Brookfield com o técnico responsável pela Gestão da Reserva.

Que ações têm sido realizadas para preservar a Reserva?
No Plano de Gestão Ambiental da Reserva Biológica Tamboré realizamos ações técnicas que contemplam a recuperação geodinâmica do solo, o manejo florestal, ações de proteção e conservação da fauna e da flora, e a conservação dos córregos e nascentes. Um dos trabalhos que destaco é a recuperação da mata nativa das nascentes (principalmente de mata ciliar, para proteção e recuperação das nascentes existentes dentro da reserva). Também vale ressaltar a atividade de manejo florestal — desenvolvida em parceria com a Prefeitura, o grupo CCR, a Brasverde e a empresa Jaguari — em que já houve o plantio de mais de 20 mil árvores do bioma de Mata Atlântica. As principais ações de recuperação geodinâmica do solo acontecem em parceria com as empresas que possuem empreendimentos no entorno da reserva, como é o caso da Brookfield.

Quais são os desafios da Reserva?
A conscientização dos moradores do entorno e de prestadores de serviço é um dos principais desafios. Realizamos um trabalho constante de vistorias de monitoramento, com equipe especializada e a Prefeitura. Além disso, contamos com a ajuda dos moradores dos condomínios da região e realizamos um trabalho de conscientização com todos os empreendimentos do entorno – entramos em contato com as empresas que estão preparando novos lançamentos, para que seja feita uma gestão adequada, que permita a conscientização de todos os envolvidos.

De que forma é feita a segurança da Reserva?
É feita pela Guarda Municipal, que faz rondas e vistorias no entorno. Além disso, o Instituto Brookfield, por meio das empresas prestadoras de serviços e em parceria com os técnicos do Departamento de Meio Ambiente de Santana de Parnaíba, realiza o monitoramento interno da Reserva.

Como acontece o monitoramento da fauna?
É feito como um controle por meio do sistema de câmeras — tanto fotos quanto vídeos —, em pontos estratégicos da prefeitura e por técnicos responsáveis pela gestão da Reserva, que é feito com ajuda e supervisão dos biólogos. A partir desse sistema, conseguimos registrar e filmar a presença em pontos de deslocamentos da nossa fauna. Nesse controle, realizamos ações de monitoramento dos mamíferos, dos répteis e das aves.

O que a população do entorno pode fazer para ajudar na preservação?
A população tem um papel importantíssimo. Nesse contexto, ela pode ajudar informando o que acontece perto da reserva. Qualquer ação ou movimentação estranha deve ser reportado, como pessoas que destinam, de forma irregular, resíduos de construção; pessoas que forçam entrada com veículos na reserva; atropelamento de animais no entorno e, principalmente, focos de incêndio. Também é importante que a população participe das reuniões do CONDEMAS — que acontecem na terceira quarta-feira de cada mês, no Centro de Sustentabilidade de Alphaville (CES). Com a população engajada, acompanhando os projetos, será possível realizar um trabalho adequado, que consiga manter as condições de preservação e conservação da área.

Superdotado conta como sua vida mudou com impulso do Instituto Lecca

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Felipe Oliveira. Crédito da foto: Joan Mariño

Com apenas 9 anos, Felipe Oliveira recebeu a notícia de que era superdotado pela equipe do Programa Estrela Dalva, do Instituto Lecca. De lá para cá, sua vida mudou radicalmente. Na época, estudava na Escola Municipal Francisco Alves, no Rio de Janeiro (RJ), quando foi escolhido para participar do programa de atendimento a crianças superdotadas do Instituto Social Para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos (ISMART).

As etapas incluíram testes de raciocínio lógico, criatividade e redação com todos da sua sala. “Só eu e outro aluno fomos selecionados”, lembra. Após a época de preparação no Instituto, Felipe passou a estudar no Colégio Pedro II – Unidade Escolar Centro, considerada uma das escolas de excelência da cidade.

Hoje, aos 25 anos, Felipe já possui graduação em Física pela Universidade Federal Fluminense (UFF), um ano de iniciação científica feito em Valladolid, na Espanha, e mestrado em Engenharia Física, com ênfase em Óptica Aplicada nos Estados Unidos. “Depois que passei pelo Instituto Lecca, alcancei ótimos resultados acadêmicos, o que deu muito orgulho à minha família, que, por ser de baixa renda, tinha poucas expectativas quanto ao acesso à educação”, conta.

Atualmente, ele é professor voluntário de Física e Matemática no Instituto Lecca. Felipe dá aulas de reforço para alunos que passaram para as escolas de excelência, estudaram no Programa Estrela Dalva. Esta ação está alinhada a um dos seus sonhos: ter um Instituto próprio, voltado a crianças provenientes de família de baixa renda que têm grande potencial ou ajudar o Instituto Lecca a alcançar cada vez mais crianças.

Para conhecer um pouco mais sobre essa história de superação, o Instituto Brookfield conversou com Felipe. Confira trechos da entrevista:

Instituto Brookfield: Como foi a reação da sua família em relação ao fato de ser superdotado?
Felipe: Não sei se alguma vez isso foi anunciado com todas as letras aos meus familiares. Acredito que eles me consideravam muito estudioso e inteligente. Durante a fase jovem da minha vida, eles deram muito apoio, em todos os sentidos. Tudo que eu precisava, meus familiares, principalmente os meus pais, ofereciam.
No entanto, esse apoio e força, a partir de um certo momento na faculdade, começou a virar cobrança: —Você vai estudar a vida inteira? Não vai trabalhar ? Essas eram perguntas que escutei bastante, mas é fácil de entender. Na minha idade, minha mãe já trabalhava, era casada e tinha um filho.

Instituto Brookfield: Sua vida mudou quando começou a estudar no Instituto Lecca?
Felipe: Sem o Instituto, eu provavelmente não teria conseguido estudar em um dos melhores colégios federais do Rio de Janeiro, não teria feito curso de inglês, não teria cursado uma universidade federal, não teria feito um ano da minha graduação na Espanha (com bolsa integral) e não teria conseguido um mestrado nos Estados Unidos (com bolsa integral também). O que fiz não é tratado como prioridade em uma família de baixa renda. O imediatismo da questão financeira é muito mais importante do que investir em educação para ter um futuro digno — e, em alguns casos, não é nem questão de ser mais importante, é questão de necessidade. É preciso trabalhar para ajudar a pagar as contas em casa.

Instituto Brookfield: O que você acha que falta para descobrir e incentivar crianças superdotadas provenientes de famílias de baixa renda?
Felipe: Faltam profissionais qualificados nas escolas públicas para detectar crianças que se mostram diferentes — aquelas que têm um interesse específico em assuntos que não são muito comuns a crianças de certa idade, facilidade e agilidade para aprender determinados temas. É preciso, também, existir uma mudança de comportamento na sociedade, em que se deixe de discriminar e fazer chacota com aqueles que têm facilidade e vão bem em determinadas atividades. Qual é o problema em tirar nota alta? Cada um pode ser bom em aspectos diferentes. Alguns podem ser melhores em jogar bola, outros em escrever, outros em fazer conta etc. Faltam escolas públicas com ensino de qualidade, pois, atualmente, um estudante de escola pública não tem acesso à mesma qualidade de ensino que um estudante de escola particular. Os obstáculos são muito maiores e difíceis de serem vencidos. Faltam, também, mais iniciativas voltadas à educação de crianças como eu, que hoje poderiam gerar grande impacto à sociedade.

Instituto Brookfield: Como foi fazer mestrado nos Estados Unidos?
Felipe: Foi a realização de um sonho. Parecia que eu vivia em um filme. Foi muito especial ver que cada passo que dei na vida, cada decisão que tomei, cada oportunidade que aproveitei me levaram a alcançar esse feito. Fiz mestrado em Engenharia Física, com ênfase em Óptica Aplicada. Fiquei lá durante dois anos. Eu classificava meu inglês como um avançado tímido e não como fluente. Acho que a fluência só é atingida com muito tempo de vivência e estudo. Continuo considerando meu inglês como avançado, mas agora um avançado seguro, sem timidez. Detalhe: os 7 anos de curso de inglês foram financiados pelo Instituto Lecca.

Instituto Brookfield: Depois do mestrado, qual é o seu próximo passo?
Felipe: Estou buscando uma oportunidade. Pretendo conseguir uma vaga de trainee em alguma empresa de grande porte, conquistar um cargo de liderança e ir traçando um caminho para atingir meus objetivos.