Jovem superdotada quer transformar vidas com a gastronomia

Compartilhe:

 

amanda-estrela-dalva
Amanda ao lado de Alex Atala e Massimo Bottura. Foto: Arquivo pessoal.

Antes do Programa Estrela Dalva, Amanda Buscacio, estudante de Gastronomia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), não tinha ideia de que era superdotada e que isso poderia ajudá-la a alcançar seus sonhos. Em 2007, quando entrou no Programa, aos 10 anos, sua vida começou a ganhar um novo rumo, principalmente nos estudos — com a possibilidade de sair da escola municipal em que estudava para entrar em uma escola de excelência do Rio de Janeiro.

“Não me considero diferente, apenas me sentia uma criança mais interessada por conhecimento do que as outras. Depois que entrei no Estrela Dalva, tive muito medo de fazer a prova para estudar no Pedro II”, conta. Mas a motivação da equipe do Programa foi fundamental, principalmente para aumentar a sua autoestima e permitir uma educação melhor”, conta.

Com a nova rotina, Amanda teve de conciliar o dia a dia entre a escola e o Programa — que tinha um cronograma intenso de estudos. Amanda também procurava arrumar um tempo para se dedicar às aulas de inglês — bolsa de estudos que ganhou ao entrar para o Estrela Dalva. “Foi difícil no começo. Tinha lição de casa todos os dias, mas consegui administrar numa boa. Quando passei para o Dom Pedro II, virei o orgulho da família, ganhei incentivo de pessoas que não esperava e tive toda a estrutura necessária para estudar no novo colégio”, lembra.

Inspiração

Na faculdade, Amanda encontrou alguns desafios e afirma que quase chegou a desistir do curso. Sua condição financeira a fazia se sentir deslocada. “Cheguei a pensar que era um curso para a elite, mas agora enxergo de outra forma. Quando conheci a organização Gastromotiva, virei fã do trabalho do chef David Hertz e vi que a gastronomia era possível para mim”, diz.

Há poucas semanas, um convite especial do Programa Estrela Dalva proporcionou uma das melhores experiências da vida da Amanda: conhecer grandes nomes da gastronomia internacional e ser voluntária por um dia no ReffetoRio Gastromotiva — projeto sem fins lucrativos, lançado neste mês, que promove gastronomia como agente social.

A iniciativa, idealizada por David Hertz, fundador da Gastromotiva, ao lado de Alexandra Forbes e do italiano Massimo Bottura, considerado um dos melhores chefes do mundo e idealizador do Food for Soul, funciona no espírito “pague um almoço e deixe um jantar”. No almoço, chefs convidados cozinham para o público em geral, que paga a refeição. No jantar, voluntários integram a equipe para servir pessoas em situação de vulnerabilidade social, indicadas por ONGs e instituições parceiras, como o Instituto Lecca, criador do Programa Estrela Dalva.

De incentivada a incentivadora

Amanda foi uma das primeiras a se voluntariar. “Tive a oportunidade de conhecer grandes nomes da gastronomia, como Alex Atala, Kátia Barbosa, Carlos Garcia, David Hertz e Massimo Botura. Fiquei muito emocionada por estar ao lado deles e também por ajudar a servir pessoas —muitas delas nunca foram servidas na vida.”

Nesse dia, o chef Bottura teve uma atitude que a surpreendeu. “Enquanto estava recolhendo os copos com a bandeja, ele chegou perto de mim, me deu um abraço e disse uma frase que marcou a minha vida: ‘Parabéns! Enquanto os outros olham, você trabalha’. Não sei italiano, mas soube disso graças aos colegas que estavam lá e ouviram o que ele disse. Essa virou a frase da minha vida.”

Hoje, ela afirma que já vive seu sonho e vê a gastronomia como instrumento para transformar a vida das pessoas. “Sinto que tudo o que quero está ao meu alcance, graças a todo apoio que recebi na minha vida, principalmente do Estrela Dalva e da minha mãe. Agora, quero possibilitar que outras pessoas realizem seus sonhos também. Sinto que este é o caminho que quero trabalhar.”

Aprenda a fazer hortas em pequenos espaços

Compartilhe:
brotos-rabanete
Brotos de rabanete. Foto: Pixabay

 

Para começar uma horta, basta força de vontade e orientações de quem entende do assunto. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) produziu o livro “Horta em pequenos espaços”, que busca empoderar as pessoas na criação de hortas em pequenos espaços.

Especialistas de diferentes áreas apoiaram a realização do livro com objetivo de promover a segurança alimentar e aumentar a interação com as plantas — atividade que pode auxiliar na prevenção do estresse.

O livro está disponível, gratuitamente, em PDF e traz dicas, como a escolha do lugar ideal, o cuidado com o preparo da terra e também direcionamento sobre a quantidade de luz, água e os tipos de nutrientes necessários para o melhor desenvolvimento dos alimentos. Há também uma preocupação em incentivar o uso de materiais reaproveitados para a horta, como garrafas PET, latas, telhas, tambores, canos de PVC, entre outros materiais.

Se você se interessa pelo assunto, baixe o livro “Horta em pequenos espaços” na íntegra.

Com informações do portal Ciclo Vivo.

Avemare realiza melhorias na sede e reforça educação ambiental

Compartilhe:

avemare

A Cooperativa Avemare continua em plena expansão! E nós, do Instituto Brookfield, continuamos acompanhando o trabalho deles de perto.

Neste mês, Ionara dos Santos, presidente da cooperativa, contou as novidades que envolvem melhoria do serviço com a chegada de novas máquinas, novos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), trabalho com foco em educação ambiental e reforma do espaço para potencializar ainda mais o aproveitamento dos materiais que coletam.

Confira!

Aumento de produtividade

Os cooperados agora contam com duas máquinas que colaboram para o aumento da produtividade da cooperativa. Ionara destacou que, com a nova máquina de moer vidro, eles garantem a qualidade do material para a venda, a caçamba está ainda mais pesada, sem exigir esforço físico dos cooperados. A cooperativa recebeu a máquina via parceria Projeto “Glass is Good”. Antes, o vidro era quebrado manualmente por uma cooperada e isso exigia esforço físico muito grande.

Em parceria com a Rede Verde Sustentável, a Avemare conquistou também uma minicarregadeira, doada pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC). “Com ela, melhoramos a triagem, garantimos o reaproveitamento dos materiais que passam nas esteiras de triagem, diminuímos o esforço braçal, melhoramos a parte de descarregamento dos caminhões da coleta seletiva que precisam ter os espaços adequados para realizar o descarregamento.”

Educação ambiental

Segundo Ionara, o trabalho de educação ambiental da cooperativa está cada vez mais focado. Um fato contribui bastante para este impulso: agora eles contam com uma cooperada dentro do escritório que cuida exclusivamente da área de educação ambiental da cooperativa. “Ela realiza ações de conscientização de implantação de coleta seletiva para aumentar os pontos de coleta e realizar também o reforço nesses locais que já têm coleta seletiva. Assim, melhoramos ainda mais o material reciclável que os parceiros destinam para a cooperativa.”

Mais segurança e qualidade de vida

A segurança dos cooperados foi reforçada no final de julho, com a chegada de 83 Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) – luvas, botas, máscaras, óculos e protetor auricular – do parceiro UNISOL Brasil. “Graças a essa parceria, garantimos uma economia no mês e ainda fortalecemos a segurança dos nossos cooperados.”

Além dessa parte direta de proteção dos cooperados, a cooperativa percebeu que era preciso realizar duas pequenas reformas tanto para melhorar a convivência quanto para melhorar a capacidade para receber os materiais recicláveis. Ambas iniciaram recentemente.

Uma delas é uma pequena ampliação no galpão de triagem, que terá mais capacidade para receber os materiais recicláveis, que terão um espaço protegido, melhorando o aproveitamento deles e o deslocamento dos caminhões para descarregar os materiais. A outra reforma é a ampliação do refeitório para que os cooperados tenham um local mais agradável e adequado para realizar as refeições diárias – que são fornecidas pela cooperativa.

Escola conscientiza alunos sobre preservação da Reserva Tamboré

Compartilhe:
Crianças, na Biblioteca da Escola Castanheiras, aprendem sobre a Reserva Biológica Tamboré.
Crianças, na Biblioteca da Escola Castanheiras, aprendem sobre a Reserva Biológica Tamboré. Foto: Escola Castanheiras.

A Reserva Biológica Tamboré (REBIO Tamboré), que está no coração de Santana de Parnaíba, contribui para a qualidade de vida de mais de 100 mil pessoas (população do município, segundo Censo do IBGE de 2010) residentes no seu entorno. Apesar de sua importância, muitos ainda não sabem que é uma área preservada ou mesmo como podem colaborar para a sua preservação.

Com objetivo de conscientizar os moradores da região, há oito anos, a Escola Castanheiras, localizada no entorno da Reserva, conta com dois projetos de educação ambiental na sala de aula para crianças do segundo ano do Ensino Fundamental I (com idade entre seis e oito anos). Desta forma, a escola não atinge somente as crianças,  mas também seus pais.

O projeto de Língua Portuguesa dura um trimestre — de maio a agosto —, enquanto História e Geografia o ano todo. “É importante trabalhar com as crianças o reconhecimento do entorno para que elas se sintam parte do lugar e aprendam como cuidar desse espaço”, destaca Carolina Cossi, coordenadora da Escola Castanheiras.

A Reserva nas aulas de português

A REBIO Tamboré entrou como tema na grade de aulas de Língua Portuguesa por meio do projeto Ler para aprender – Galeria de Animais do Brasil. “Neste trabalho, falamos sobre os biomas brasileiros e a Reserva como parte da Mata Atlântica. Também apresentamos os animais que vivem nessa área, como a diversidade de aves — beija-flor, pica-pau-rei, tucano, quero-quero, gambá, entre outros”, explica a professora Angela Mazzari.

Para Luciana Previdi, que trabalha em parceria com Angela, o projeto encanta as crianças, que podem começar a observar o entorno e aprender como preservar a fauna e a flora locais. “As crianças perguntam se a Reserva é um exemplo de Mata Atlântica nativa e querem saber o que podem fazer para cuidar dela.”

E nas aulas de História e Geografia?

A Escola tem o projeto Por onde andamos e que lugares são esses. “Trabalhamos com observações do entorno da escola. Desta forma, as crianças começam a reconhecer o local, que fica muito próxima à escola. Disponibilizamos informações sobre as regras da Reserva e contamos, por exemplo, porquê não é permitida a visita. Esta é uma primeira aproximação deles, uma ação importante para que possam conhecer a história e o lugar onde moram com mais riqueza de detalhes”, descreve a professora Mayra Paroni.

Alpha Channel TV fala sobre a preservação da Reserva Biológica Tamboré

Compartilhe:
reserva-tambore-
Vista aérea da Reserva Biológica Tamboré.

Há mais de dez anos, a Reserva Biológica Tamboré, em Santana de Parnaíba (SP), conta com um trabalho de preservação realizado pelo Instituto Brookfield. Para que ele seja efetivo, além de trabalhar a articulação de parcerias e de preservar a área, o Instituto acredita na importância de engajar os moradores da região, principalmente com as ferramentas de comunicação.

Para informar melhor esse público sobre o que acontece com essa extensa região, no final de junho, a Reserva foi tema de matéria na Alpha Channel TV que
contou a história da Reserva, o espaço preservado (fauna e flora) e as ações realizadas para conservá-la. O Plano de Manejo ganhou destaque também, com informações sobre os próximos passos.

Assista ao vídeo: