Reserva Biológica Tamboré é tema de programa da TV Cidade

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Em junho, a Reserva Biológica Tamboré foi tema do Programa Estúdio Aberto, da TV Cidade (transmitido para operadoras de TV por assinatura da Região Oeste da Grande São Paulo e pelo site do canal). Elifas Moraes, assessor técnico da Reserva, foi o entrevistado.

No programa, além de contar um pouco sobre o Instituto Brookfield, ele falou sobre o trabalho de preservação realizado no local e o envolvimento da comunidade. Destaque para o Plano de Manejo da Reserva.

“A Reserva Biológica Tamboré é um patrimônio público. Nosso trabalho passa por engajar a população para fazer com que cada pessoa se empodere e seja um Guardião da Reserva”, destaca Elifas.

Assista à entrevista:

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Brookfield Incorporações realiza ação de educação ambiental nas obras

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Colaboradores da Brookfield Incorporações assistem palestra de educação ambiental. Foto: Brookfield Incorporações.
Colaboradores da Brookfield Incorporações assistem palestra de educação ambiental. Foto: Brookfield Incorporações.

Neste mês, com objetivo de inspirar práticas conscientes no dia a dia dos colaboradores, a Brookfield Incorporações realizou uma ação de educação ambiental para cerca de 1.300 profissionais de suas obras em São Paulo. A iniciativa faz parte das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, que se estendem por todo o mês, em várias cidades do País.

Durante uma semana, representantes do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) falaram sobre como fazer a gestão de resíduos na Construção Civil. Este, aliás, é um dos pontos de atenção na execução de um empreendimento.

O gerenciamento inadequado de resíduos não só causa danos como pode contribuir de forma significativa para o desequilíbrio do ecossistema. “Tivemos dicas muito úteis e práticas, como, por exemplo, coletar e descartar corretamente os resíduos”, afirma Aleksandro Cerqueira, almoxarife da obra do Vanguarda. “A iniciativa só vem somar esforços para termos um planeta ainda mais sustentável”.

Para Juliana Borelli, engenheira ambiental da Brookfield Incorporações, embora grande parte dos colaboradores entenda a importância de ações sustentáveis, é fundamental reforçar essa conscientização. “Temas como reciclagem, economia de água e energia são abordados, diariamente, em nossas conversas. No entanto, quando questionados sobre a sua participação nestes itens, muitos não sabem como contribuir”, explica. Por essa razão, ela afirma que a empresa vem investindo na educação ambiental da equipe.

Ação visa arrecadar fundos para catadores de materiais recicláveis

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Cooperado da Avemare separando papéis que a cooperativa recebeu da coleta seletiva. Foto: Divulgação.
Cooperado da Avemare separando papéis que a cooperativa recebeu da coleta seletiva. Foto: Divulgação.

Em busca de recursos para melhorar a qualidade de vida dos catadores de materiais recicláveis da Cooperativa Avemare, a Associação Cata Geração vai realizar um Chá Bingo Beneficente no Restaurante Terraço Itália, em São Paulo, dia 27/06.

O objetivo da iniciativa é arrecadar fundos para a compra de um caminhão destinado à coleta seletiva da cooperativa. Na compra de um convite, além de concorrer a um prêmio e ganhar cartela para o bingo, os participantes terão isenção de estacionamento, comidas e bebidas à vontade, além de um brinde.

“A ideia é fazer com que as pessoas conheçam o trabalho da Avemare e, principalmente, melhorar a qualidade de vida dos cooperados”, afirma Izabel Cristina da Fonseca, diretora da Associação Cata Geração. Atualmente, a Avemare possui três caminhões próprios e três alugados. Com a compra do caminhão, espera-se reduzir os gastos com aluguel, investir na estrutura do galpão e nos serviços que a cooperativa presta para a sociedade.

Informações:
Chá Beneficente
Data: 27/06/2016
Horário: 15h
Local: Terraço Itália – Avenida Ipiranga, 344 – 41º andar – São Paulo
Valor da adesão: R$ 70,00
Contato: institucional@catageracao.org.br
Telefone: (11) 4154-3438

Especialistas apontam os principais desafios do meio ambiente no Brasil

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Pássaro na Reserva Biológica Tamboré. Foto: Zé Eduardo Camargo
Pássaro na Reserva Biológica Tamboré. Foto: Zé Eduardo Camargo

Quando você pensa em meio ambiente, sabe quais são os principais desafios que temos no Brasil?

Neste mês do Meio Ambiente, com objetivo de trazer essa reflexão e inspirar atitudes positivas, buscamos a resposta dessa pergunta com três especialistas que são referências no assunto.

Suzana Pádua, presidente do IPÊ

“Os brasileiros ainda não despertaram para o grande valor do meio ambiente que temos em nosso país. Muito pelo contrário. As nossas matas nativas, por exemplo, são vistas como um entrave para o progresso, ao invés de servirem como fontes de inspiração para um desenvolvimento diferenciado, tendo sustentabilidade como pano de fundo. Com isso, o desmatamento continua destruindo ecossistemas riquíssimos em biodiversidade, causando perdas inestimáveis e prejuízos à proteção da água, do solo e do ar, além do que nem nos damos conta. Há falta de investimentos em conhecimentos, que poderiam reverter esse panorama e trazer inspiração de como as riquezas naturais podem beneficiar a economia e as condições sociais, sem a perda da natureza como ocorre atualmente. O Brasil tem um potencial único de instituir um novo modelo de desenvolvimento que seja sustentável e que leve em conta as riquezas socioambientais encontradas em todo o seu território. É uma questão de vontade e empenho de não desperdiçar o que temos. Precisamos querer com empenho e determinação, pois vale a pena!”

Dal Marcondes, diretor-executivo Instituto Envolverde

“O Brasil é um dos países do mundo onde o termo Meio Ambiente tem mais significados. Dono de seis importantes biomas e com pouco mais da metade de seu território dentro da Amazônia, o país tem, também, quase 7,5 mil quilômetros de litoral e alguns dos rios mais caudalosos do mundo. Só isso já seria muito mas, além disso, o Brasil é hoje um dos mais fortes produtores de commodities agropecuárias e minerais do planeta. Com uma população de 200,4 milhões de pessoas, algumas centenas de etnias indígenas, 5.570 municípios e 69 regiões metropolitanas reconhecidas, o Brasil tem questões ambientais urgentes que vão desde o abastecimento de água e saneamento básico, poluição urbana, coleta e tratamento de resíduos, até preservação florestal e ordenamento da pesca em oceano e rios. No entanto, se fosse eleger um problema que deve ser atacado de frente e que ajudaria em muitos outros, é a gestão de resíduos e saneamento básico. Lixo e esgoto os males do Brasil são, como diria Macunaíma.”

Marcia Hirota, Diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica

“Um dos maiores desafios para o meio ambiente é engajar a população de forma a trazer as questões ambientais para o dia a dia das cidades. Cobrar as autoridades responsáveis é apenas parte do desafio porque quase 72% dos brasileiros vivem na Mata Atlântica, em 17 Estados, e boa parte não associa a preservação do bioma a uma melhor qualidade de vida. Por essa razão, a Fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), criou o hotsite  ‘Aqui Tem Mata’, que possui informações sobre os 3.429 municípios abrangidos pela Lei da Mata Atlântica. O hotsite mostra ao cidadão a situação das florestas naturais do município de forma a poder contar com a participação de todos na proteção deste bioma, que é Patrimônio Nacional.”

Juliana Silva, Gerente de Socioecoeficiência da Fundação Espaço ECO® (FEE®)

“Para nós, o Brasil precisa pensar cada vez mais na Sustentabilidade de suas ações, é necessário entender que as roupas, alimentos, entre outros produtos que consumimos, possuem uma trajetória até chegar a nós. Chamamos isso de Avaliação do Ciclo de Vida, ou seja, avaliar os impactos gerados ao longo de toda a cadeia produtiva, desde a extração das matérias primas, uso e até descarte dos produtos. As empresas também têm seu papel.”

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– Mata Atlântica: conheça 3 espécies ameaçadas de extinção

Matéria atualizada em 7/06/2016

Mata Atlântica: conheça 3 espécies ameaçadas de extinção

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Reserva Biológica Tamboré vista de cima - abriga inúmeras espécies animais e vegetais típicos da Mata Atlântica.
Reserva Biológica Tamboré vista de cima – abriga inúmeras espécies animais e vegetais típicos da Mata Atlântica. Foto: Instituto Brookfield.

Nesta sexta-feira, comemoramos o Dia Nacional da Mata Atlântica (27/05). Com a proposta de conscientizar a população sobre a importância de preservar o bioma, um dos mais ameaçados do mundo, falaremos hoje sobre três espécies arbóreas da Mata Atlântica que correm risco de extinção: o Jacarandá-paulista (Machaerium villosum), o Jequitibá-vermelho (Cariniana legalis) e o Cedro (Cedrela fissilis).

Para conhecer um pouco mais sobre essas espécies, conversamos com o especialista Mauri Hernandez dos Santos, agrônomo e gestor ambiental da P.A. Brasil, parceira do Instituto Brookfield e responsável técnico pelo Plano de Manejo da Reserva Biológica Tamboré. Confira:

– Cedro
Mauri: O Cedro (Cedrela fissilis), também conhecido como cedro-rosa e cedro-batata, não está presente somente na Mata Atlântica. Também é encontrado no Cerrado e na Amazônia. É uma espécie ameaçada de extinção, em decorrência da exploração ilegal de sua madeira, considerada nobre. Suas sementes aladas possuem um mecanismo para serem dispersas pelo vento, fenômeno denominado anemocoria.

– Jequitibá-vermelho
Mauri: O Jequitibá-rosa ou Jequitibá-vermelho (Cariniana legalis) é outra espécie ameaçada de extinção encontrada na REBio Tamboré. Está entre as árvores-símbolo da Mata Atlântica, considerada uma das mais altas, podendo chegar a 30 metros. Ocorre desde o nordeste até o Estado do Paraná. Também é uma espécie de madeira nobre, com sementes dispersas pelo vento. É uma árvore não pioneira, ou seja, encontrada em matas mais desenvolvidas.

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Jequitibá-rosa no Parque Estadual do Vassununga, em Santa Rita do Passa Quatro, em São Paulo. Foto: Mauro Halpern

– Jacarandá-paulista
Mauri: O Jacarandá-paulista ocorre na Mata Atlântica e parte do Cerrado nos Estados de SP, MG, RJ, MT e PR. Suas flores são esbranquiçadas, destacando-se no meio da mata, característica que também pode ser considerada para uso no paisagismo. Essa espécie é mais uma das ameaçadas por ser considerada de madeira nobre, utilizada para esculturas, móveis e instrumentos musicais.

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Jacarandá-paulista. Foto: Reprodução Vídeo Reserva Ibitipoca

Importância da preservação

De acordo com Mauri, em geral, essas três espécies são de grande porte, de estágios mais avançados de regeneração da mata e são ameaçadas, principalmente, pela extração para comercialização ilegal da madeira. “É importante destacar o uso de produtos com madeira certificada, como selo de origem, além da fragmentação das matas nativas. A exploração ilegal vem sendo o motivo para ameaça de extinção destas espécies”, enfatiza o agrônomo.

Essas três espécies, mencionadas na matéria, estão preservadas na Reserva Biológica Tamboré, localizada em Santana de Parnaíba (SP), que conta com 3,6 milhões de metros quadrados e abriga inúmeras espécies animais e vegetais típicos da Mata Atlântica. O Instituto Brookfield desenvolve programas e projetos que contribuem para a preservação e conservação da Reserva, envolvendo também a comunidade da região neste processo.